Cinco milhões netos emigrantes Brasil podem tornar-se portugueses

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Um dos conselheiros das comunidades portuguesas no Brasil estimou hoje que perto de cinco milhões de netos de emigrantes portugueses residentes naquele país podem vir adquirir a nacionalidade portuguesa no âmbito da nova lei.

A Lei da Nacionalidade aprovada quinta-feira no Parlamento vai permitir que os netos de portugueses nascidos no estrangeiro possam adquirir a nacionalidade portuguesa, um privilégio que se destina essencialmente aos descendentes de emigrantes que vivem no Brasil e em outros países da América Latina, onde a emigração é mais antiga.

António de Almeida e Silva, ex-presidente do Conselho Permanente daquele órgão de consulta do Governo, disse à Agência Lusa que podem beneficiar da nova lei perto de cinco milhões de netos de emigrantes.

Uma estimativa baseada no actual número de portugueses a viver no Brasil, que emigraram para esse país na década 50 e que actualmente têm netos que podem tornar-se portugueses, adiantou o conselheiro.

Segundo António de Almeida e Silva, vivem no Brasil cerca de 800 mil portugueses, o que significa que "a quantidade de netos é imensa".

Congratulando-se com a aprovação da medida que permite dar a nacionalidade portuguesa à terceira geração, o conselheiro sublinhou que "é uma reivindicação antiga" das comunidades portuguesas.

"Vai reforçar os laços e o intercâmbio" e permitirá "uma melhor integração dos filhos e netos a Portugal", afirmou ao adiantar que o Conselho das Comunidades Portuguesas "já há muito tempo que luta por esta alteração".

A medida também foi aplaudida junto dos cerca de 400 mil portugueses que vivem na Venezuela, pois vai "favorecer os emigrantes, em particular as novas gerações", disse à Agência Lusa o presidente do Centro Português de Caracas, André Pita.

Para José Luís Ferreira, presidente da Câmara de Comércio e Turismo Luso-Venezuelana, a nova lei "é importante para a comunidade e uma forma de aproximar os luso-descendentes da terceira geração a Portugal e fazê-los sentir portugueses".

Os cerca de 12 mil emigrantes que vivem na Argentina também acolheram com agrado a nova lei, já que, segundo António Antunes Canas, conselheiro das comunidades naquele país, vai permitir que o número de portugueses aumente, embora não consiga precisar o número.

A medida vai beneficiar os portugueses que emigraram para a Argentina no início do Século XX, adiantou.

A anterior lei apenas permitia aos filhos dos emigrantes o direito à nacionalidade.

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