Álbum póstumo com músicas novas de Leonard Cohen sai em novembro

por Lusa

Um álbum póstumo com músicas novas do autor e compositor canadiano Leonard Cohen, intitulado "Thanks for the Dance", é editado a 22 de novembro, revelou esta sexta-feira a editora Sony Music.

"Num novo álbum póstumo, Leonard Cohen tirou à morte a última palavra", refere a editora, a propósito deste álbum que "não é uma coleção comemorativa de lados B e ensaios, mas uma inesperada colheita de novas canções, entusiasmante e vital, uma continuação do último trabalho do mestre".

Leonard Cohen morreu em 2016, aos 82 anos, semanas depois de ter lançado "You Want it Darker", e das gravações desse álbum ficaram ainda excertos de músicas inéditas que o filho Adam Cohen decidiu concluir, cumprindo um desejo do pai.

"Thanks for the Dance", que apresenta nove canções, resulta, assim, de uma colaboração entre vários músicos próximos ou com afinidades com Leonard Cohen, como o guitarrista espanhol Javier Mas, que acompanhou em palco nos últimos oito anos, o produtor Daniel Lanois, responsável pelos arranjos.

No álbum entram ainda Damien Rice, Jennifer Warnes e Leslie Feist, Richard Reed Parry (dos Arcade Fire), Bryce Dessner (dos The National), o pianista Dustin O`Halloran, os coros Cantus Domus e Shaar Hashomayim, e os músicos Patrick Watson e Beck.

"Thanks for the Dance" inclui os temas "Happens to the Heart", "Moving On", "The Night of Santiago", "Thanks for the Dance", "It`s Torn", "The Goal", "Puppets", "The Hills" e "Listen to the hummingbird".

Conhecido sobretudo como músico, na verdade Leonard Cohen começou por se dar a conhecer primeiro como escritor.

Nos anos 1960, ainda antes de editar o álbum de estreia, "Songs of Leonard Cohen", publicou poesia e dois romances.

Em Portugal estão editados esses romances iniciais, intitulados "O Jogo Favorito" (1963) e "Vencidos da Vida" (1966), o livro de poesia e desenhos "Livro do Desejo" e as antologias "Filhos da Neve" (Assírio & Alvim) e "Poemas e Canções".

"You Want it Darker", o último álbum lançado em vida, era já apresentado como uma auto-reflexão sobre mortalidade, uma interrogação sobre a natureza do homem e de um Deus todo-poderoso.