"Canções de roda", um álbum `ovni` e em contra-corrente a pensar nos mais novos

| Cultura

Vitorino, Jorge Benvinda, Ana Bacalhau e Sérgio Godinho juntaram-se em estúdio para gravar um álbum para os mais novos intitulado "Canções de roda, lenga lengas e outras que tais", que acaba de ser editado.

O álbum reúne 20 canções que fazem parte da memória dos portugueses, como as populares "Tia Anica de Loulé", "Oliveirinha da Serra", "Canção de embalar", de José Afonso, e temas dos próprios músicos, como "Coro das Velhas", de Sérgio Godinho, e "Queda do império", de Vitorino.

Na gravação participaram ainda o pianista Filipe Raposo, autor dos arranjos, o guitarrista Luís Peixoto, o baixista António Quintino e o baterista Quiné Teles.

"Acho que era importante haver este `ovni`, para que as crianças possam ter acesso a tudo", afirmou Ana Bacalhau à agência Lusa, numa entrevista conjunta com Vitorino e Jorge Benvinda.

Na origem deste álbum está um convite feito pelo promotor António Miguel Guimarães para um espectáculo inédito no festival Sol da Caparica, feito em 2016. Na altura, no projeto entrou Samuel Úria que, agora em disco, deu a vez a Jorge Benvinda, ainda que tenha lá deixado também uma canção, "A valsa do Afonso".

Segundo Ana Bacalhau, foram escolhidas "canções fortes, que fossem muito conhecidas musicalmente por todos, e que fosse interessante trabalhar".

Para Vitorino, este é um álbum em contra-corrente, "porque cada vez se editam menos CD", enquanto Jorge Benvinda sublinha a intenção de revitalizar memórias: "A memória só tem continuidade se for trabalhada. Os pais também vivenciaram tudo isto vão estar atentos e e se calhar vão contar. É uma passagem de valores".

As canções são editadas num objeto livro-disco, com ilustrações de Cláudia Guerreiro, baixista dos Linda Martini, e inclui todas as letras e três contos escritos e narrados por Ana Bacalhau, Vitorino e Sérgio Godinho.

Numa altura em que os mais novos não dispensam o uso de telemóvel e de colunas portáteis para consumir música em qualquer lugar, os três músicos sublinham a necessidade de se preservar uma memória e uma partilha em contexto familiar, tal como aconteceu com eles.

"É essa coisa da transmissão oral para criar ligações afetivas", sublinhou Ana Bacalhau.

Jorge Benvinda, Ana Bacalhau, Vitorino e Sérgio Godinho, acompanhados daqueles quatro instrumentistas, vão devolver as canções aos palcos em concertos nos próximos meses. Estão marcados pelo menos passagems por Loulé em junho e Évora em setembro.

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