Festival de Cinema Argentino com quinta edição em Lisboa e em estreia no Porto

| Cultura

O Festival de Cinema Argentino (AR) está de volta para a quinta edição no Cinema São Jorge, em Lisboa, de quinta-feira a domingo, no ano em que se estreia no Porto de 28 a 30 de junho.

O festival "AR" programa este ano um total de "quinze filmes recentes, quase todos inéditos em Portugal", pode ler-se na apresentação, em mais um programa dedicado "ao novo cinema argentino", desta vez com foco em personagens marginalizadas.

"Vamos descobrir relatos profundos povoados por personagens que habitam as margens sem nunca estar à margem. Uma curadoria do quotidiano onde o que parece residual é `material` e que revela de forma incisiva várias questões políticas, económicas e sociais", afirma a organização, a cargo da Vaivém Associação Cultural.

A linha de programação, adiantam os organizadores, seguiu as "marcas da poética do cinema argentino contemporâneo", da estética às preocupações, com seis ficções, cinco documentários e quatro curtas-metragens.

Na quinta-feira, pelas 18h00, serão exibidas quatro curtas-metragens, seguindo-se, pelas 20h00, "Casa del Teatro", um documentário de 2018 de Hernán Rosselli, que filmou durante anos a Casa do Teatro de Buenos Aires, um lar para artistas em dificuldade, onde descobriu Oscar Brizuela, a recuperar de um AVC.

"Mujer Nómade", de Martín Farina, é o filme que se segue, num olhar sobre o encontro entre a filósofa Esther Díaz e o realizador, em sessão marcada para as 22h00.

Na sexta-feira, serão exibidos "Te Quiero Tanto Que No Sé", de Lautaro García Candela, "El Motoarrebatador", de Agustín Toscano", e, pelas 22h00, a "fábula amoral da pós-modernidade" construída por Inés María Barrionuevo, sobre uma atriz e a filha que passam um inverno na província de Córdoba.

No sábado, o dia abre com "Juntas", de Laura Martínez Duque e Nadina Marquisio, sobre o primeiro casal homossexual a casar-se na América Latina, contando também com "Teatro de Guerra", num filme em que veteranos argentinos e ingleses da guerra das Malvinas, em 1982, reconstroem as suas memórias, e "El Día Que Resistia", de Alessia Chiesa.

Para fechar estará "La Película Infinita", de Leandro Listorti, já depois de "Introduzione All`Oscuro", de Gastón Solnicki, e "Malambo, el hombre bueno", um filme de Santiago Loza sobre Gaspar, um bailarino prestes a participar num campeonato de dança malambo que funciona como um "ensaio sobre a condição humana".

O evento chega pela primeira vez ao Porto, com três dias no Cinema Trindade que arrancam com a sessão de abertura, "La Película Infinita", de Leandro Listorti, pelas 20h00 de dia 28, já depois de "Mujer Nómade", pelas 18h00.

O encerramento, no dia 30, cabe a "Introduzione All`oscuro", de Gastón Solnicki, o "retrato de um protagonista ausente", o antigo diretor da Viennale Hans Hurch, que conta com fotografia do português Rui Poças, num total de nove filmes exibidos na sala portuense.

Com direção artística de Maria João Machado, o Festival de Cinema Argentino é organizado pela Vaivém, uma associação dedicada ao cinema fundada em 2013, tendo sede em Lisboa e Buenos Aires, com o objetivo "de pôr em circulação e dar visibilidade" ao novo cinema da Argentina.

 

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