S. João da Madeira alarga Turismo Industrial às artes gráficas e à colchoaria

| Cultura

Os roteiros de Turismo Industrial em S. João da Madeira alargam-se em maio às artes gráficas e à colchoaria, para que o público conheça também esses setores em contexto de laboração, revelou o presidente da Câmara, Ricardo Oliveira Figueiredo.

Em causa está o programa museológico que desde 2012 vem levando turistas a conhecerem fábricas, museus e centros tecnológicos relacionados com os produtos mais emblemáticos do concelho: o chapéu, o calçado, o lápis e as etiquetas têxteis e passamanarias.

"Estes roteiros revelaram-se um tal sucesso que sentimos a necessidade de incluir no projeto outras indústrias representativas de S. João da Madeira", declarou à Lusa o presidente da autarquia, que fixou em mais de 100.000 o número de visitantes que participou nesses circuitos desde o seu lançamento.

"Agora vão entrar no programa três novas empresas: a Bulhosas, que faz etiquetas em papel e autocolantes, trabalha muito para a indústria do vinho e já tem uma sala-museu própria nas suas instalações; a Flexitex, que fabrica diferentes tipos de tecido para a indústria de colchoaria nacional e internacional; e a Molaflex, que produz colchões para os clientes mais exigentes em todo o mundo", explicou Ricardo Oliveira Figueiredo.

O investimento necessário para a expansão do projeto ronda os 100.000 euros e será aplicado sobretudo na adaptação desses espaços fabris à circulação de turistas - sempre em horário de laboração real - e também na produção dos suportes impressos e audiovisuais que deverão acompanhar cada visita.

"Juntamente com os nossos museólogos e técnicos de turismo, temos que definir qual o melhor circuito a seguir pelo visitante dentro de cada fábrica e depois é preciso identificá-lo com sinalética específica", exemplificou o autarca.

"Os guias também vão ter formação específica sobre estas empresas, para conhecerem em detalhe os seus processos de fabrico, os seus diferentes produtos e uma série de outros aspetos que possam ser de interesse para o turista", acrescentou.

Para o presidente da Câmara, a diversidade do programa de Turismo Industrial sairá beneficiada com estas novas adesões porque em causa estão duas indústrias que "souberam crescer em paralelo ao desenvolvimento" de S. João da Madeira.

"A colchoaria sempre se abasteceu dos seus diversos componentes em várias fábricas do concelho", observou o autarca, referindo como exemplo a própria Molaflex, que adquire os seus tecidos na Flexitex. "Foi em consequência da experiência local no fabrico de molas e tecidos, aliás, que a cidade se iniciou na produção de bancos de automóvel e tem cá hoje a empresa que é líder mundial do setor", acrescentou, em alusão à Faurecia.

Já no que concerne à Bulhosas, Ricardo Oliveira Figueiredo salientou que esta firma se destaca por exercer uma influência transversal a toda a economia do concelho. "Como fabricante de etiquetas, embalagens, sacos de papel e outras formas gráficas de identificar produtos, a empresa sempre prestou um serviço de que todos os setores precisavam e, por isso mesmo, acompanhou de perto a evolução de toda a indústria de S. João da Madeira", concluiu.

A informação mais vista

+ Em Foco

Houve aldeias ceifadas e vidas destruídas. O medo viveu ao lado de histórias de heroísmo. Contamos as estórias que agora preenchem dezenas de aldeias esquecidas, muitas pintadas a cinza.

    Jorge Paiva, botânico e professor, um dos maiores peritos da floresta, critica em entrevista à Antena 1 o desinteresse generalizado dos políticos pelos problemas da floresta.

    É uma tragédia sem precedentes que vai marcar para sempre o país. O incêndio de Pedrógão Grande fez 64 mortos mais de duas centenas de feridos. Há dezenas de deslocados.

    Nodeirinho é a aldeia mártir do incêndio de Pedrógão Grande. É uma aldeia em ruínas, repleta de casas queimadas e telhados no chão. Um cenário de desolação e dor.