ANTRAM acena com 250 euros para dissuadir motoristas da greve

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ANTRAM acena com 250 euros para dissuadir motoristas da greve

A ver: ANTRAM acena com 250 euros para dissuadir motoristas da greve

O Sindicato dos Motoristas de Matérias Perigosas e o Sindicato Independente dos Motoristas de Mercadorias ficam de fora do aumento negociado entre a Fectrans e os patrões para um aumento do salário-base para 700 euros.

Mesmo com a bomba-relógio de uma greve nas mãos, ainda há reuniões com motoristas, empresas e governo em que todos falam num final feliz.

É um acordo para um novo contrato colectivo de trabalho. A Fectrans - federação de sindicatos que não ameça com a greve - assumiu compromissos com as empresas de transporte e o Governo. O ponto principal é o aumento do salário base para 700 euros já em janeiro de 2020.

Os sindicatos que entregaram um pré-aviso de greve querem que o valor chegue aos 850 euros em 2022 - mas a ANTRAM avisa que se a greve avançar, não terão nenhum aumento.

Segundo a ANTRAM, "o acordo que sai hoje aqui com a Fectrans beneficiará os trabalhadores desta estrutura e não beneficiará os trabalhadores dos sindicatos que apresentaram o pré-aviso de greve. Falamos em mais de 250 euros de aumento em 2020 que os trabalhadores do sindicato das matérias perigosas não terão".

A ANTRAM recusa uma portaria de extensão - um mecanismo que estende a todos os trabalhadores as condições negociadas com um sindicato. E com isso, ficariam de fora do acordo os filiados do Sindicato de Motoristas de Matérias Perigosas e do Sindicato Independente de Motoristas de Mercadorias.

ANTRAM, Fectrans e Governo avançam com aumentos entre 10 e 18% já no próximo ano. O Governo proíbe também o transporte em camiões cisterna ao domingo, e fica criado um grupo de trabalho para negociar outras matérias - como a questão das cargas e descargas. Tem 90 dias para apresentar conclusões.

A Fectrans, afecta à CGTP, não comenta a exclusão dos outros sindicatos. Mas olha com optimismo para o processo negocial e afirma que "houve evoluções, mas fechado, fechado, só no momento em que tivermos as condições para assinar o contrato colectivo de trabalho".

O Governo apadrinha este acordo, com o ministro das Infraestruturas, Pedro Nuno Santos, a dizer que é um exemplo para outras lutas laborais, porque "temos que perceber que há uma forma de fazer sindicalismo que passa pela negociação e que essa negociação, um diálogo aberto leal e honesto entre as partes, permite que os trabalhadores possam ter vitórias".

ANTRAM e Fectrans retomam a conversa na quinta-feira. Garantem que a ameaça de greve para dia 12 não perturba a negociação do contrato colectivo de trabalho.

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