CNT do Santander Totta denuncia supressão de 25% da força laboral do banco num ano

por RTP
Lusa

A Comissão Nacional de Trabalhadores do Banco Santander, CNT, denunciou em comunicado os planos da Administração para diminuir "pelo menos 1415 postos de trabalho no curto espaço de 12 meses".

Estamos a referir uma redução de grandes dimensões, cerca de 25 por cento do total de trabalhadores (e não 11 por cento conforme anunciado na comunicação social) que existiam em Setembro de 2020 e que o Banco não pretende ter nos seus quadros em Setembro de 2021”, explica o texto da CT.

A reação segue-se ao anúncio esta terça-feira, 29 de junho, da Comissão Executiva do Banco Santander Totta, BST, sobre a continuação do processo de reestruturação iniciado em setembro de 2020.“O plano de reestruturação do Santander foi hoje aprovado e prevê a saída de 685 trabalhadores, aos quais serão apresentadas "as melhores condições de mercado", referia a nota enviada pela Comissão Executiva.


A CT lembrou na reação desta quarta-feira que o processo suprimiu nos últimos meses “730 postos de trabalho e a Administração quer anda suprimir mais 685”.

A Comissão Nacional de Trabalhadores do Banco Santander Totta reafirma a sua frontal oposição a uma redução com estas dimensões”, sublinha o comunicado a que a RTP teve acesso.
Carga horária e subcontratação
Entre as razões para se opor à reestruturação, a CNT aponta a maior carga horária para quem fica.

“O atual quadro de trabalhadores, já reduzido em centenas de trabalhadores nos últimos oito meses (e só este ano, o banco informou ter acordado 640 cessações de contratos), no contexto de uma pandemia que não acabou, já obriga a um prolongamento do horário de trabalho diário que leva ao esgotamento de muitos trabalhadores”, refere.

“A par desta redução de trabalhadores efetivos, o Banco Santander Totta está a fomentar o trabalho precário com a contratação de trabalhadores para empresas de outsourcing, como é o caso da Geoban (empresa do Santander localizada em Carnaxide)”, denuncia a CNT.

“Esta enorme redução de trabalhadores, vai contribuir gravemente para o desemprego no país, a diminuir as receitas da segurança social e do Estado, e a prejudicar a vida de centenas de famílias” lamenta ainda a Comissão Nacional de Trabalhadores do BST, apela aos sindicatos dos bancários, à UGT e CGTP, “que se unam com a CNT em formas de ação e contestação conjunta”.

Em março último, a CNT acusava a Administração do BST de usar insistentemente "um tom de ameaça a um conjunto de trabalhadores, e de promoção de uma situação de conflito, particularmente para os que não sejam elegíveis para situação de reforma”.

No comunicado a dar conta da aprovação dos planos para suprimir mais 685 postos de trabalho, a Comissão Executiva do BST prometeu que seriam apresentadas aos trabalhadores "as melhores condições de mercado".

Em causa estão trabalhadores de diversas áreas dos serviços centrais e da rede comercial do banco, incluindo os que estavam abrangidos pelo procedimento unilateral.

Estes colaboradores vão ser notificados até 15 de julho e podem apresentar a sua resposta até 19 de agosto.
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