Economia
"Complicadíssima situação financeira". Global Media avança com despedimento coletivo
O grupo Global Media anunciou esta terça-feira um despedimento coletivo que inclui a demissão da atual direção do Diário de Notícias. A administração reconhece o impacto desta reestruturação no jornal, mas garante que era a única solução devido à grave situação financeira provocada pela gestão dos últimos meses.
“O Global Media Group iniciou hoje o processo de reestruturação de equipas internas, o que nos forçou a um despedimento coletivo fundamentado na complicadíssima situação financeira que resultou da gestão dos últimos meses, cujo impacto foi público”, justificou a administração do Global Media.
Do processo de reestruturação decorre também a saída do diretor do Diário de Notícias, José Júdice, e da restante direção, tema sobre o qual foi solicitado um parecer ao Conselho de Redação, adianta o comunicado.
“Estando conscientes de que este processo tem grande impacto nas operações do Diário de Notícias, tudo faremos para minorar as suas consequências”, assegura o grupo, segundo o qual “a situação atual era insustentável tanto do ponto de vista financeiro como do ponto de vista da equidade com os profissionais que há muito tempo mantêm viva a chama editorial do Diário de Notícias”.
“Com mais de 20 anos de experiência, nos últimos oito no Global Media Group já ocupou funções de subdiretor do DN, head of digital do DV e da área de revistas, na Notícias Magazine, Evasões, Volta ao Mundo e Delas, e integrou ainda a Direção de Inovação do GMG”, lê-se no comunicado.
O despedimento coletivo acontece depois de uma onda de despedimentos originados por uma crise financeira no grupo, que detém também órgãos de comunicação como o Jornal de Notícias e a TSF.
A polémica originou diversos protestos e levou a que no final do ano passado, pela primeira vez em 35 anos, o Jornal de Notícias não chegasse às bancas.
Em fevereiro foi assinado um acordo para a compra do JN, TSF e O Jogo por um grupo de investidores e empresários, o que permitiu garantir que os salários de janeiro em atraso fossem pagos aos trabalhadores. No entanto, o DN e o Dinheiro Vivo não foram adquiridos.
Do processo de reestruturação decorre também a saída do diretor do Diário de Notícias, José Júdice, e da restante direção, tema sobre o qual foi solicitado um parecer ao Conselho de Redação, adianta o comunicado.
“Estando conscientes de que este processo tem grande impacto nas operações do Diário de Notícias, tudo faremos para minorar as suas consequências”, assegura o grupo, segundo o qual “a situação atual era insustentável tanto do ponto de vista financeiro como do ponto de vista da equidade com os profissionais que há muito tempo mantêm viva a chama editorial do Diário de Notícias”.
A decisão agora anunciada prevê o lançamento de um “projeto renovado” para o DN, que será desenvolvido em “articulação profunda” com a atual redação.
Diretor do Dinheiro Vivo assume direção interina
A partir de agora, a direção interina do Diário de Notícias é assumida pelo jornalista Bruno Contreiras Mateus, atual diretor do Dinheiro Vivo. Após um período de transição de três meses, este irá sair do Global Media Group “para se dedicar a projetos pessoais, à docência e à investigação académica”.“Com mais de 20 anos de experiência, nos últimos oito no Global Media Group já ocupou funções de subdiretor do DN, head of digital do DV e da área de revistas, na Notícias Magazine, Evasões, Volta ao Mundo e Delas, e integrou ainda a Direção de Inovação do GMG”, lê-se no comunicado.
O despedimento coletivo acontece depois de uma onda de despedimentos originados por uma crise financeira no grupo, que detém também órgãos de comunicação como o Jornal de Notícias e a TSF.
A polémica originou diversos protestos e levou a que no final do ano passado, pela primeira vez em 35 anos, o Jornal de Notícias não chegasse às bancas.
Em fevereiro foi assinado um acordo para a compra do JN, TSF e O Jogo por um grupo de investidores e empresários, o que permitiu garantir que os salários de janeiro em atraso fossem pagos aos trabalhadores. No entanto, o DN e o Dinheiro Vivo não foram adquiridos.