Contas de 2016 da Câmara de Gaia aprovadas por unanimidade

| Economia

A Câmara de Vila Nova de Gaia aprovou hoje por unanimidade o relatório de contas de 2016, "o melhor da década", destacou o presidente socialista, Eduardo Vítor Rodrigues.

A votação decorreu em reunião de câmara e, conforme revelou à agência Lusa fonte camarária, colheu os votos favoráveis do PS, do movimento independente `Juntos por Gaia` e de um vereador do PSD, Elísio Pinto, enquanto, também pelo PSD, Firmino Pereira não esteve presente.

Em declarações à agência Lusa o presidente da Câmara de Vila Nova de Gaia descreveu que "a taxa de execução de 2016 é bastante alta", correspondendo ao cumprimento de metas e ao pagamento de dívidas e de passivo acumulado fruto do Plano de Saneamento Financeiro (PSF).

"Este é claramente o melhor orçamento da década, aliando uma execução orçamental elevada a uma redução do passivo extraordinária. Dá-se uma circunstância histórica que há mais de uma década não se assistia em Gaia, que é estar no verde no que diz respeito ao limite do endividamento", disse Eduardo Vítor Rodrigues, destacando a câmara reduziu a dívida total em 128,5 milhões de euros.

No Relatório de Acompanhamento do PSF, um documento anual obrigatório no âmbito do processo de saneamento financeiro da Câmara de Gaia, lê-se que no ano de 2016 a receita cobrada bruta (excluindo saldo de gerência) ascendeu a 163,5 milhões de euros, enquanto a execução do orçamento da receita, que era de 51,46% em 2011, ascendeu a 85,92 %. Já a despesa total paga pelo Município em 2016 ascendeu a 151,4 milhões de euros.

Informação do executivo socialista, que sucedeu em 2013 ao liderado pelo social-democrata Luís Filipe Menezes, refere que a Câmara de Gaia, distrito do Porto, reduziu dívida orçamental consolidada em 46 milhões de euros. Quanto à redução de pagamentos em atraso, esta foi de 18 milhões de euros, passando de 206 dias no início do mandato para 88 dias no fim de 2016

A mesma informação acrescenta que Gaia tem mais 26 milhões de euros de receitas correntes e mais de 40 milhões de euros de resultado líquido do grupo municipal, sendo que o resultado líquido herdado do anterior executivo foi, refere a Câmara, de quase um milhão negativo.

A agência Lusa tentou obter uma reação junto do vereador social-democrata Firmino Pereira mas até ao momento não foi possível.

Já Elísio Pinto, também do PSD, considerou, em declarações à Lusa à margem da votação, que "se está a viver um novo ciclo autárquico", justificando o voto favorável com a frase: "Há autarcas que estão a devolver uma nova dinâmica aos partidos através da sua ação no poder local".

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