Crédito do BCI em moeda moçambicana cresce e é "bom sinal", segundo o presidente da instituição

| Economia

O crédito em meticais concedido pelo BCI, um dos principais bancos moçambicanos, cresceu 3,4% em 2018 face ao ano anterior o que, segundo o presidente da instituição, é um "bom sinal" para a economia.

Em anos marcados por crise e restrições, "sentimos desde outubro do ano passado uma inversão da tendência, nomeadamente ao nível do consumo e do investimento privado", referiu hoje Paulo Sousa, presidente da Comissão executiva do Banco Comercial e de Investimentos (BCI, de capitais portugueses), durante a apresentação de resultados, em Maputo.

O crédito a clientes caiu 4,9% em 2018, "resultado daquilo que é a evolução da economia" e "do nível das taxas de juro" (a taxa de referência está em 19,5%), mas a retração verificou-se no crédito em moeda estrangeira.

O crédito concedido em moeda moçambicana cresceu de 44.695 para 46.296 milhões de meticais.

"Acho que este é um bom sinal", referiu Paulo Sousa.

"É um sinal micro, mas acho que é um sinal relevante sobre a evolução da economia moçambicana. Pendo que o banco é um bom barómetro daquilo que é a atividade nas várias províncias e setores", sublinhou.

O BCI apresentou hoje um lucro líquido de 4.026 milhões de meticais (56,8 milhões de euros) em 2018, um crescimento de 62,7% face ao resultado do ano anterior, anunciou a instituição detida maioritariamente pelos bancos portugueses Caixa e BPI.

 

A informação mais vista

+ Em Foco

Em Pedrógão Grande, dois anos depois dos incêndios, quase só os estrangeiros são atraídos para a região.

Uma equipa da RTP acompanhou o curso dos novos seguranças pessoais, "sombras" de quem protegem.

Toda a informação sobre a União Europeia é agora agregada em conteúdos de serviço público. Notícias para acompanhar diariamente na página RTP Europa.

    Em cada uma destas reportagens ficaremos a conhecer as histórias de pessoas ou de projectos que, por alguma razão, inspiram ou surpreendem.