Crise energética acabou e já é possível abastecer sem limites

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Terminou ao final do dia de segunda-feira. Desde as 00h00 de hoje que é possível abastecer sem limite o veículo. O Governo recebe hoje o Sindicato Nacional dos Motoristas de Matérias Perigosas (SNMMP) para a retoma de negociações com a Associação Nacional de Transportes Públicos Rodoviários (Antram).

Desde as 00h00 que Portugal deixou de estar em crise energética.

O executivo socialista justificou a decisão "considerando o termo da greve decretado pelo Sindicato Independente dos Motoristas de Mercadorias, no dia 15 de agosto, e pelo Sindicato Nacional de Motoristas de Matérias Perigosas, no dia 18 de agosto, assim como a evolução favorável registada ao longo do período de crise energética nos postos de abastecimento de combustível exclusivos integrados na Rede Estratégica de Postos de Abastecimento (REPA)".

O país estava em crise energética desde 9 de agosto. Situação tinha como objetivo assegurar os abastecimentos energéticos essenciais à defesa, ao funcionamento do Estado e dos setores prioritários da economia, assim como à satisfação dos serviços essenciais de interesse público e das necessidades fundamentais da população durante a greve dos motoristas.

Com o fim da crise energética deixaram de existir os limites que tinham sido impostos para o abastecimento de combustível em todos os postos.

A greve dos motoristas de pesados começou em 12 de agosto por tempo indeterminado. Em 15 de agosto, o Sindicato Independente dos Motoristas de Mercadorias (SIMM) desconvocou a paralisação, mas o Sindicato Nacional de Motoristas de Matérias Perigosas manteve-a e só desconvocou o protesto no domingo, 18 de agosto, após um plenário de trabalhadores.Nova ronda negocial

O Governo recebe hoje o Sindicato Nacional dos Motoristas de Matérias Perigosas (SNMMP) para a retoma de negociações com a Associação Nacional de Transportes Públicos Rodoviários (Antram). Reunião que está marcada para as 16h00 no Ministério das Infraestruturas e Habitação, em Lisboa.

Caso as negociações não tenham sucesso, o Sindicato está mandatado - moção aprovada em plenário no domingo - para tomar medidas como "a convocação de greves às horas extraordinárias, fins de semana e feriados".

Na segunda-feira, o SNMMP afirmou, em comunicado, que a greve terminou sem ter produzido "ainda" os resultados pretendidos e considerou que, apesar dos avanços alcançados, "as bases" para a negociação "ainda estão longe" do necessário.

"O Governo anunciou estar aberto o caminho para uma nova ronda negocial, à qual não vamos virar costas", disse o SNMMP, no documento, considerando que "ficou claro" que o ponto de partida da mediação encontra-se "acima" daquele que se verificava antes da greve.

"Queremos negociar e, para o efeito, cumpriremos as condições exigidas para que a mediação reúna com todas as partes, mas não podemos mentir aos nossos associados e ao país: as bases que estão lançadas para essa negociação ainda estão longe do que precisamos para que os motoristas de cargas perigosas possam viver com a dignidade", indicou o sindicato, na segunda-feira.

Por sua vez, a Antram congratulou-se com a desconvocação da greve e manifestou-se disponível para ouvir as "reivindicações legítimas" do SNMMP, mas dentro do suportável pelas empresas de transporte.

C/ Lusa

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