Eurorregião Alentejo, Centro e Extremadura espanhola ambiciona mais apoios da UE

| Economia

A nova presidente da eurorregião composta pelo Alentejo, Centro e Extremadura espanhola (EUROACE), Ana Abrunhosa, defendeu hoje a necessidade de criar um programa transfronteiriço, para aceder a mais apoios comunitários, que valorize os recursos endógenos destas comunidades.

"Temos um grande desafio para o futuro", no âmbito da definição da estratégia para a EUROACE, que é "começarmos a ser um pouco mais ambiciosos no sentido de reclamar mais fundos" para este território, "onde os problemas transfronteiriços e de interioridade se sentem muito", assumiu Ana Abrunhosa.

A também presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDRC), que assumiu hoje, em Évora, a liderança da EUROACE, para os próximos quatro anos, lançou a ideia de definir para a eurorregião "uma espécie de PROVERE transfronteiriço".

Este Programa de Valorização Económica de Recursos Endógenos (PROVERE) para o território da EUROACE, explicou, iria permitir fazer "sinergias entre fundos", ou seja, usar "várias fontes de financiamento para os projetos" a desenvolver.

Desta forma, as três regiões, continuou, poderiam continuar a recorrer aos programas operacionais regionais e aos fundos transfronteiriços, mas, ao mesmo tempo, ganhariam escala para aceder, "com mais frequência e mais ambição", a verbas das iniciativas comunitárias, nomeadamente no Horizonte 2020.

"E também aproveitar o que vai ser uma tendência do próximo período de programação" comunitária, frisou, assinalando que "as reduções na proposta orçamental são para os países", mas as verbas foram "reforçadas nas iniciativas comunitárias".

Com o PROVERE transfronteiriço, a EUROACE poderia "candidatar-se diretamente a essas iniciativas comunitárias" e, como já é uma rede, seria "mais fácil" aceder a esses apoios e "ganhar outros parceiros com as mesmas problemáticas noutros pontos da União Europeia".

Nos próximos quatro anos, definiu também Ana Abrunhosa, a estratégia para esta eurorregião será atualizada, atendendo aos "novos desafios no âmbito da União Europeia e do novo período de programação" comunitária.

A economia circular, a digitalização (indústria 4.0), as questões da população e do envelhecimento e formas inovadoras de trabalho para as três regiões da EUROACE vão ser matérias prioritárias nestes próximos quatro anos, indicou.

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