Exportações de vinho verde para o Brasil crescem 300 % em dez anos

| Economia

As exportações de vinho verde para o Brasil cresceram 300 por cento numa década e até setembro deste ano já igualaram o total do ano passado, atingindo vendas de quase cinco milhões de euros.

A informação foi hoje prestada à agência Lusa pelo presidente da Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes (CVRVV), de partida para aquele país onde nos dias 23 e 24 terá lugar a segunda edição do Vinho Verde Wine Fest Rio de Janeiro,

O festival, que a Comissão lançou Porto em 2014, viaja depois para São Paulo, fazendo aí a sua estreia a 30 e a 01 de dezembro com a presença de 23 produtores, menos um dos que uma semana antes irão ao Rio.

Manuel Pinheiro recordou que o grande salto no mercado brasileiro "começou há quatro anos, com uma ação junto de cadeias de supermercados", sendo hoje possível encontrar "vinho verde à venda nos supermercados locais o ano inteiro".

"Tem havido uma um investimento grande a nível promocional quer nosso quer de alguns produtores", acrescentou.

Mais de cem vinhos com diferentes perfis estarão presentes nas duas ações promocionais da CVRVV, entre alvarinhos, monocastas, brancos, rosés, tintos e espumantes.

"O vinho verde tem no Brasil um mercado maduro", destacou Manuel Pinheiro, acrescentando que o país é o quarto maior importador deste vinho. A lista é liderada pelos Estados Unidos, seguidos pela Alemanha e França, sendo este um mercado forte graças à comunidade portuguesa que ali vive e trabalha.

Face aos números que já são conhecidos, tudo indica que as exportações para o Brasil vão este ano atingir um novo recorde em quantidade e em valor, tanto mais que o verão local ainda não começou e essa é uma estação propícia ao consumo de um vinho que, para a Comissão, "casa na perfeição com o clima e com a gastronomia brasileira".

"Vamos crescer bastante em 2018, certamente acima dos 20 por cento", vaticina o mesmo responsável.

A confiante resulta ainda do facto de a economia brasileira não oferecer, neste momento, razões de preocupação, não havendo igualmente sinais de protecionismo, ao contrário, neste aspecto concreto do que se verifica com os Estados Unidos, segundo Manuel Pinheiro,

"O Brasil é um mercado em que pomos grandes expetativas", reforçou o presidente da CVRVV, observando que o Rio de Janeiro e São Paulo são duas cidades onde o vinho verde já tem uma boa presença entre os consumidores.

Manuel Pinheiro disse que ainda existe margem de crescimento, porque "o consumo médio de vinho per capita naquele país situa-se nos 12/13 litros por ano", muito longe, por exemplo, dos 51 litros consumidos, em média, por cada português.

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