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FESAP diz que Orçamento do Estado para 2018 deve significar um "virar de página"

FESAP diz que Orçamento do Estado para 2018 deve significar um "virar de página"

Lisboa, 06 set (Lusa) - A Federação dos Sindicatos dos Trabalhadores da Administração Pública (FESAP) considera que o Orçamento do Estado do próximo ano deve significar um "virar de página" para os funcionários e serviços públicos.

Lusa /

"No primeiro e segundo orçamentos do Estado houve uma atitude deste Governo de repor rendimentos, o que valorizamos, mas hoje, perante aquilo que têm sido os resultados económicos do país e o esforço em aproximar posições, vamos discutir o terceiro Orçamento e esperamos que seja o momento de virar de página", disse, em conferência de imprensa, o dirigente da FESAP, José Abraão.

A prioridade central da FESAP é de que "o discurso de reposição de rendimentos termine com o OE2018 e que haja verdadeiramente uma política salarial" através de uma negociação "séria" com as organizações sindicais.

Entre as reivindicações da federação sindical da UGT estão aumentos dos salários e das pensões no Estado de 2,5% para o próximo ano, a subida do subsídio de refeição para 6 euros.

A FESAP exige ainda que o salário mínimo seja de 585 euros em 2018 e que a tabela remuneratória única da administração pública seja alterada, refletindo as atualizações da remuneração mínima.

O dirigente sindical reiterou ainda o "desconforto" relativo à falta de negociação com o Governo, numa altura em que algumas medidas para a função pública, nomeadamente sobre o descongelamento de carreiras, têm saído na comunicação social.

José Abraão sublinhou também a falta de "sensibilidade" dos partidos políticos que dizem estar a negociar com o Governo, mas que até agora "não ouviram as estruturas sindicais."

O dirigente sindical voltou a exigir que o Governo cumpra o acordo sobre o descongelamento de carreiras, sublinhando que o mesmo deverá ter lugar em janeiro de 2018, "sem nenhum tipo de faseamento nem fracionamento".

O líder sindical reafirmou que a greve é uma possibilidade "sempre em cima da mesa" e deu como deadline ao Governo para apresentar propostas concretas aos sindicatos a data de entrega do OE no Parlamento, a 15 de outubro, para evitar uma eventual paralisação dos trabalhadores do Estado.

"Se o Governo quer negociar com os sindicatos, pois negoceie seriamente nesta fase e é por isso que esperamos que até ao momento da entrada do OE na AR que esta negociação se faça para que não tenhamos de ir para a luta, para a greve", frisou José Abraão.

O Governo vai reunir-se com os três sindicatos da Função Pública na sexta-feira, no Ministério das Finanças. Em cima da mesa estarão as medidas para o setor que irão estar no Orçamento do Estado para 2018.

O encontro nas Finanças foi marcado no final de agosto, depois de a FESAP ter enviado uma carta ao ministro das Finanças a exigir uma reunião urgente para discutir, entre outros assuntos, o descongelamento das carreiras e o Orçamento do Estado para 2018.

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