Frente Comum acusa Governo de violar lei da negociação

| Economia

A Frente Comum de Sindicatos da Administração Pública acusou hoje o Governo de violar a lei da negociação por não apresentar uma proposta de aumentos salariais no âmbito da discussão sobre o Orçamento do Estado para 2019 (OE2019).

A dirigente da Frente Comum Ana Avoila disse que saiu "defraudada" da reunião de hoje com o ministro das Finanças, Mário Centeno, por não lhe ter sido apresentada uma proposta concreta sobre as matérias para a função pública que irão integrar o OE2019, nomeadamente sobre aumentos salariais.

"Confirmámos que o Governo não respeita os sindicatos", disse Ana Avoila aos jornalistas no Ministério das Finanças, em Lisboa.

Segundo acrescentou, o Governo "pretende aprovar amanhã [sábado] em Conselho de Ministros aquilo que será uma possível proposta, ou não, e por isso vão violar a lei da negociação porque vão aprovar uma coisa que nem discutiram com os sindicatos".

Para a dirigente sindical, a reunião de hoje serviu apenas para Mário Centeno "fazer charme político".

Sobre a paralisação marcada para dia 26 pela Frente Comum, à qual se deverão juntar as duas estruturas sindicais da UGT com assento na negociação (a FESAP e o STE), Ana Avoila disse acreditar que "vai ser uma grande greve".

"Vai ser uma grande resposta a uma política que não está a satisfazer os trabalhadores da função pública e que está a gorar as expectativas que foram criadas com esta governação", sublinhou a dirigente sindical.

A Frente Comum foi a primeira das três estruturas sindicais a convocar uma greve na função pública para dia 26. Hoje, após as reuniões no Ministério das Finanças, também a Federação de Sindicatos da Administração Pública (FESAP) e o Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado (STE) anunciaram que emitiram pré-avisos de greve para o mesmo dia.

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