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Greve geral. Ministra do Trabalho acusa UGT de querer "romper as negociações"

Greve geral. Ministra do Trabalho acusa UGT de querer "romper as negociações"

Rosário Palma Ramalho garantiu que o Executivo irá prosseguir com as negociações até que a UGT "concretize a sua intenção de rutura".

Joana Raposo Santos - RTP /
Foto: Miguel A. Lopes - Lusa

A ministra do Trabalho considerou esta quinta-feira que a intenção da UGT de avançar para uma greve geral a 11 de dezembro é reveladora de que a central sindical pretende “romper as negociações” com o Governo.

“A ameaça desta greve geral é reveladora da intenção da UGT de romper as negociações”, declarou Rosário Palma Ramalho em exclusivo à Antena 1. 

A governante acrescentou que, “mesmo assim, o Governo mantém o empenho no diálogo com os parceiros que desde o início vem mostrando na negociação do anteprojeto Trabalho XXI”.

A ministra aponta ainda que a greve “foi aprovada pela UGT quando já está marcada uma nova reunião bilateral para a próxima quarta-feira”.

“Os portugueses não querem uma greve geral, por isso, da parte do Governo, a negociação prosseguirá até que a UGT concretize a sua intenção de rutura”, assegurou.
UGT sentiu-se "obrigada" a avançar para greve

A UGT decidiu esta quinta-feira, em reunião do seu Conselho Geral, convocar uma greve geral para o dia 11 de dezembro de 2025.

A paralisação é “contra uma reforma laboral que não pode avançar, contra um ataque sem precedentes aos trabalhadores e sindicatos, contra a indiferença face aos problemas reais dos portugueses e contra o simulacro negocial”, adiantou a União Geral de Trabalhadores.

“A UGT não quer fazer uma greve. Há sempre impactos nos rendimentos dos trabalhadores”, afirmou Mário Mourão, secretário-geral da UGT, em conferência de imprensa esta tarde.

Mas “somos obrigados a fazê-lo”, explicou, já que “quando não funciona o diálogo e a negociação, a rua é o espaço que nos resta para fazer valer as nossas propostas”.

“Não é o fecho nem a rutura com a continuação do diálogo, é apenas o momento em que foi preciso outras decisões para desbloquear o impasse que consideramos que existe ao nível da negociação no âmbito da concertação social”, acrescentou o responsável.

O secretário-geral da UGT avançou ainda que, após o anúncio da greve geral na semana passada, "surgiu uma nova proposta" da parte do Governo sobre a reforma laboral, mas é "muito pouco" para desmarcar a paralisação.
Governo “de portas abertas”
Após divulgada a decisão da UGT, o ministro da Presidência reagiu dizendo que os portugueses não querem nem compreendem a paralisação e garantindo que o Governo está disponível para o diálogo.

“Nós estamos no princípio, de portas abertas, e não é apenas de portas e de braços abertos: é numa atitude de procura e aproximação”, assegurou António Leitão Amaro.

“Por isso não vamos escalar a linguagem neste momento, em que há decisões a tomar da parte dos sindicatos”.

“Não há sequer pré-avisos e nós esperamos que não venham a existir, porque os portugueses não compreendem e não querem esta greve. Os portugueses querem que o diálogo aconteça e avance”, acrescentou.

"Perguntaram-me a quem é que serve esta greve, eu garanto-vos a quem é que não serve: aos portugueses, que vão ficar apeados na estação de comboio, que vão ficar apeados à porta de serviços públicos, que querem trabalhar e não conseguem, que querem deixar os filhos para aprender e não conseguem", declarou ainda o ministro.

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