Investimento no imobiliário caiu 26% no 1.º semestre para 1.050 ME

| Economia

O investimento no mercado imobiliário nacional caiu 26% no primeiro semestre deste ano, atingindo perto de 1.050 milhões de euros, de acordo com dados divulgados hoje pela consultora Savills.

Em comunicado, a empresa revelou que "o setor da hotelaria foi o mais ativo, contribuindo para 38% do volume de investimento total, traduzindo-se em seis transações, envolvendo um total de 396 milhões de euros".

A Savills contabilizou, neste segmento, a venda do Portfolio Minor, incluindo os hotéis Avani Av. Liberdade, Tivoli Av. Liberdade e Tivoli Oriente, por 312 milhões de euros, aos norte-americanos da Invesco.

Por sua vez, o setor do retalho registou um peso de 30% no total do investimento, ou seja, "perto de 315 milhões de euros, e o segmento de escritórios contabilizou 23% das transações, somando um total de 244 milhões de euros", indicou a consultora imobiliária.

A Savills recordou as maiores transações nestas duas áreas e que incluem "a venda do Leiria Shopping por 128 milhões de euros à DWS", bem como as alienações do Portfolio da Credit Suisse, que abrange "os edifícios Art´s Business Centre e Torre Fernão Magalhães, por 112 milhões de euros à Merlin Properties", de acordo com o mesmo comunicado.

Os dados da Savills mostram ainda que foram os americanos os que mais investiram, com um total de 356 milhões de euros, seguidos dos alemães com 220 milhões de euros.

Por outro lado, os investidores nacionais "contribuíram com 140 milhões" o que, tendo em conta o mesmo período de 2018 (55 milhões de euros), foi "um aumento de presença muito expressivo no mercado de investimento", diz a Savills.

No mercado residencial, a consultora recordou que "no primeiro trimestre de 2019, Portugal foi o terceiro país da União Europeia onde os preços das casas mais subiram, apenas atrás da República Checa e da Hungria".

Por isso, diz a Savills "o ano de 2019 tem assistido ao fenómeno contínuo do aumento generalizado dos preços das habitações em Portugal, um valor a rondar os 16%. Contudo, esta subida tem sido cada vez menos impulsionada pelas taxas de crescimento de Lisboa e Porto".

Em Lisboa nos primeiros três meses do ano houve "um aumento generalizado dos preços em torno dos 11%, enquanto a cidade do Porto viu subir os valores fechados na venda das habitações em quase 29%", de acordo com a empresa.

Na capital, a consultora contabiliza, entre 2019 e 2022, um conjunto "de mais de 6.500 novos fogos que entrarão no mercado", na sua maioria projetos de luxo.

Citada no mesmo comunicado, Alexandra Gomes, analista sénior da empresa, explicou que "apesar do esperado decréscimo no volume de investimento para 2019, o dinamismo de mercado deverá manter-se, e o ano deverá encerrar acima da média dos últimos cinco anos, entre os 2.500/3.000 milhões de euros".

A mesma responsável aponta a "manutenção das taxas de juro em níveis historicamente baixos" como um dos fatores que contribuem para os níveis de atração elevados deste segmento.

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