Lucro do banco BiG aumenta 19,67% em 2017 e soma 52,3 milhões de euros

| Economia

O lucro líquido consolidado do BiG - Banco de Investimento Global aumentou 19,67%, para 52,3 milhões de euros, em 2017 face ao ano anterior, divulgou hoje a instituição.

Em comunicado, o banco reportou um crescimento homólogo de 37% do produto bancário no ano passado, para 103,7 milhões de euros, e uma melhoria da rendibilidade dos capitais próprios médios (ROE) dos 16,1% registados em 2016 para os 17,3% em 2017.

No ano passado, os resultados por ação ordinária do BiG foram de 0,30 euros (0,33 euros excluindo o efeito de diluição), o que compara com 0,28 euros em 2016, e o valor contabilístico por ação ordinária foi de 1,98 euros, face aos 1,70 euros por ação de 2016.

Valores que, destaca, "representam um crescimento anual do valor contabilístico do banco de 16%".

A 31 de dezembro do ano passado, o rácio 'core tier 1' do BiG foi de 45,1%, o que compara com 31,6% em 2016, tendo o rácio de crédito vencido/crédito total concedido sido "residual, correspondendo a 0,05%".

No final de 2017, o rácio de ativos líquidos/capitais próprios (rácio de alavancagem simples) era de 5,4 vezes, versus 6,6 vezes em 31 de dezembro de 2016, situando-se o rácio de cobertura de liquidez nos 312%, que compara com os 228% registados em 2016.

Citado no comunicado, o presidente do Conselho de Administração e presidente executivo do banco, Carlos Rodrigues, afirmou que "o enquadramento em 2017 permitiu um ligeiro crescimento de ativos e uma subida de cerca de 20% dos resultados líquidos, com um aumento de liquidez e melhorias nalguns 'ratings' de crédito, que resultaram, por sua vez, numa escassez de oportunidades de aquisição de ativos que proporcionassem níveis de retorno adequados".

"Durante o ano, o BiG manteve o foco na preservação de capital e disciplina relativamente ao volume do balanço e aos riscos de crédito e de mercado associados", referiu, acrescentando que "o BiG atravessou o período em que o país esteve com um nível 'non-investment grade' com resultados sólidos, duplicando a sua base de capital e mantendo uma distribuição regular de dividendos aos acionistas".

No comunicado, o banco refere que os resultados de 2017 "refletem um melhor desempenho nos dois principais negócios do BiG: Tesouraria e Mercado de Capitais e 'Weatlh Management & Advisory', que registaram ambos um aumento significativo de receitas".

"O banco geriu a dimensão e composição do seu balanço durante 2017 tendo em conta o contexto generalizado de reduzidas taxas de juro para riscos 'investment grade' e títulos de renda fixa, que representam a maior fatia dos ativos", acrescenta.

 

 

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