Miguel Relvas e presidente da RTP desencontrados

Com a concessão derrotada e a privatização adiada, o ministro Miguel Relvas esteve esta quarta-feira no Telejornal para garantir que o passo seguinte é para já a reestruturação da RTP, processo que custará 42 milhões de euros e “que tem estado a ser aprofundado e trabalhado”. Já esta sexta-feira, em declarações ao Expresso, o presidente do Conselho de Administração, Alberto da Ponte, rejeita que um tal plano esteja já em andamento.

RTP /
Lusa

Foi no Telejornal da RTP que o ministro Miguel Relvas viria esclarecer que o Governo decidiu adiar a privatização do concessionário de serviço público, deixar cair a concessão e avançar antes para um cenário de reestruturação da empresa, referindo-se a um "processo que tem estado a ser aprofundado e a ser trabalhado".

Segundo Miguel Relvas, o presidente do Conselho de Administração teria assumido o compromisso de, no espaço de dias, "poder apresentar um processo de reestruturação que tem estado a ser aprofundado e trabalhado”.

No entanto, de acordo com a edição online do Expresso, o presidente do Conselho de Administração, Alberto da Ponte, garantiu ao semanário que não existe ainda um plano de reestruturação para a RTP. O que existe, acrescentou Alberto da Ponte, é “uma intenção” de um plano de reestruturação.

Alberto da Ponte é peremptório ao afirmar que “não há decisões tomadas, ainda nada está fechado. Vamos privilegiar o diálogo com as estruturas que representam os funcionários”.

“O que há é uma intenção de um plano de reestruturação”, acrescentou o presidente da RTP, para explicar que apenas depois de finalizado o seu desenho será posto à discussão com as estruturas que representam os trabalhadores.

Nas suas declarações ao Expresso, Alberto da Ponte admite contudo que haverá a saída de trabalhadores: “Tudo o que faremos será negociado e preferimos que as rescisões sejam amigáveis”.
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