Economia
Parlamento cipriota rejeita plano de reajustamento bancário
À oposição da maioria dos partidos ao resgate aos bancos cipriotas proposto pela UE juntou-se a abstenção do grupo parlamentar que suporta o Governo, levando à rejeição pelo Parlamento cipriota da proposta governamental de reajustamento bancário proposto pelo Eurogrupo. A não aprovação do plano de resgate pelo Parlamento poderá ter como consequência imediata a demissão do ministro cipriota das Finanças, Michalis Sarris.
Trinta e seis deputados votaram contra o projeto de Reajustamento enquanto dezanove outros parlamentares se abstiveram, sem que existisse qualquer voto de apoio à proposta governamental, que foi assim liminarmente rejeitada.
A decisão anunciada pelo Presidente do Parlamento, foi acolhida pela multidão reunida frente à Assembleia com expontâneo regozijo.
O partido do presidente cipriota Nicos Anastasiades decidiu abster-se na votação sobre o plano de resgate proposto pela União Europeia e que apidamente se tornou impopular em Chipre.
O Presidente do Parlamento de Chipre, dava uma primeira indicação do voto da Cãmara ao apelar na sua intervenção na abertura dos trabalhos aos deputados para votarem contra a "chantagem" do plano de resgate internacional.
“A resposta não pode ser outra – Não à chantagem” disse Yiannakis Omirou, membro do Partido Socialista EDEK (filiado na Internacional Socialista e no Partido Socialista Europeu). “Esta decisão não é mais do que uma razia nos fundos bancários”, acrescentou o Presidente da Câmara.
“É como cair de 10 mil metros sem paraquedas. A única finalidade desta medida é destruir a economia cipriota mas nós dizemos não” anunciou o deputado cipriota do partido Os Verdes.
Para o líder do Partido Comunista, Akel Andros Kyprianou, "Chipre serve de cobaia no que concerne aos impostos sobre os depósitos bancários”.
O deputado Marios Garoyian, eleito pelo Partido Diko (de centro direita) qualificou de “crime premeditado” "crime prémédité" e uma forma “de escravatura económica” a taxa sobre os depósitos que visam na sua opinião forçar Chipre a romper as suas ligações com a Rússia e com a China e a permitir a outros meterem a mão sobre as reservas energéticas da ilha."Sim, trata-se de chantagem. O "Diko" propõe a rejeição do programna de ajustamento sem ideias préconcebidas. Nós queremos um resgate noa uma destruição”.
Projecto impopular
O projeto de lei que o Executivo de Nicósia apresentou esta terça-feira ao Parlamento prevê uma taxa de 6,75 por cento sobre os depósitos entre 20 mil e 100 mil euros e mantém a taxa de 9,9 por cento sobre todos os aforros acima desse valor.
Originalmente, a versão acordada com os ministros das Finanças europeus previa uma taxa de 6,75 por cento sobre todos os depósitos inferiores a 100 mil euros e de 9,9 por cento acima desse limite.
Considerada por todas as partes como injusta, acabou o Eurogrupo por fazer marcha-atrás e propor então uma solução que isentava quem tivesse depósitos até aos 20 mil euros.
Demissão do Ministro das Finanças
Sem confirmação oficial, algumas agências noticiosas avançam a informação de que o ministro cipriota das Finanças – a caminho de Moscovo – apresentou a sua demissão ao Presidente, que não a terá aceite.
O ministro cipriota das Finanças, Michalis Sarris, terá apresentado a sua demissão ao Presidente do país. O pedido de demissão não terá sido aceite por Nicos Anastasiades.
O ministro está a caminho de Moscovo, para tentar renegociar as condições do empréstimo de 2,5 mil milhões de euros concedidos pela Rússia no passado Verão. Moscovo já deu a entender a sua disponibilidade para aceitar uma extensão dos prazos de reembolso.
De acordo com a Market News, o pedido de demissão poderá ser aceite quando Sarris regressar a Nicosia.
O ministro já negou a notícia desmentindo que tenha apresentado a demissão.
A decisão anunciada pelo Presidente do Parlamento, foi acolhida pela multidão reunida frente à Assembleia com expontâneo regozijo.
O partido do presidente cipriota Nicos Anastasiades decidiu abster-se na votação sobre o plano de resgate proposto pela União Europeia e que apidamente se tornou impopular em Chipre.
O Presidente do Parlamento de Chipre, dava uma primeira indicação do voto da Cãmara ao apelar na sua intervenção na abertura dos trabalhos aos deputados para votarem contra a "chantagem" do plano de resgate internacional.
“A resposta não pode ser outra – Não à chantagem” disse Yiannakis Omirou, membro do Partido Socialista EDEK (filiado na Internacional Socialista e no Partido Socialista Europeu). “Esta decisão não é mais do que uma razia nos fundos bancários”, acrescentou o Presidente da Câmara.
“É como cair de 10 mil metros sem paraquedas. A única finalidade desta medida é destruir a economia cipriota mas nós dizemos não” anunciou o deputado cipriota do partido Os Verdes.
Para o líder do Partido Comunista, Akel Andros Kyprianou, "Chipre serve de cobaia no que concerne aos impostos sobre os depósitos bancários”.
O deputado Marios Garoyian, eleito pelo Partido Diko (de centro direita) qualificou de “crime premeditado” "crime prémédité" e uma forma “de escravatura económica” a taxa sobre os depósitos que visam na sua opinião forçar Chipre a romper as suas ligações com a Rússia e com a China e a permitir a outros meterem a mão sobre as reservas energéticas da ilha."Sim, trata-se de chantagem. O "Diko" propõe a rejeição do programna de ajustamento sem ideias préconcebidas. Nós queremos um resgate noa uma destruição”.
Projecto impopular
O projeto de lei que o Executivo de Nicósia apresentou esta terça-feira ao Parlamento prevê uma taxa de 6,75 por cento sobre os depósitos entre 20 mil e 100 mil euros e mantém a taxa de 9,9 por cento sobre todos os aforros acima desse valor.
Originalmente, a versão acordada com os ministros das Finanças europeus previa uma taxa de 6,75 por cento sobre todos os depósitos inferiores a 100 mil euros e de 9,9 por cento acima desse limite.
Considerada por todas as partes como injusta, acabou o Eurogrupo por fazer marcha-atrás e propor então uma solução que isentava quem tivesse depósitos até aos 20 mil euros.
Demissão do Ministro das Finanças
Sem confirmação oficial, algumas agências noticiosas avançam a informação de que o ministro cipriota das Finanças – a caminho de Moscovo – apresentou a sua demissão ao Presidente, que não a terá aceite.
O ministro cipriota das Finanças, Michalis Sarris, terá apresentado a sua demissão ao Presidente do país. O pedido de demissão não terá sido aceite por Nicos Anastasiades.
O ministro está a caminho de Moscovo, para tentar renegociar as condições do empréstimo de 2,5 mil milhões de euros concedidos pela Rússia no passado Verão. Moscovo já deu a entender a sua disponibilidade para aceitar uma extensão dos prazos de reembolso.
De acordo com a Market News, o pedido de demissão poderá ser aceite quando Sarris regressar a Nicosia.
O ministro já negou a notícia desmentindo que tenha apresentado a demissão.