Perto de 4.500 clientes ainda sem eletricidade. Rede fixa com problemas até junho

Perto de 4.500 clientes ainda sem eletricidade. Rede fixa com problemas até junho

Quase um mês depois da passagem da depressão Kristin por Portugal continental, perto de 4.500 clientes da E-Redes permaneciam privados de eletricidade. Já quanto às comunicações, a ANACOM antevê que os problemas na rede fixa das regiões atingidas subsistam até meados de junho.

Ana Sofia Rodrigues, Carlos Santos Neves - RTP /
António Pedro Santos - Lusa

Cerca de 4.500 clientes da E-Redes nas localidades afetadas pela depressão Kristin, que passou pelo continente em 28 de janeiro, continuavam ao início da manhã desta sexta-feira sem energia elétrica. São menos dois mil clientes do que no dia anterior.

Os clientes da E-Redes correspondem a "pontos de entrega de energia" como habitações, empresas ou lojas com ligação elétrica.A E-Redes enfatiza que se mantém concentrada na reposição integral do serviço e apela à população para que relate eventuais danos, recorrendo ao número 800 506 506 ou ao Balcão Digital.

Os problemas de abastecimento de energia resultam da passagem pelo território nacional das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo foram as mais afetadas.

O Governo, através do Ministério do Ambiente, propôs-se, na quarta-feira, pôr em marcha um estudo “técnico, económico e regulatório” sobre a adaptação do Sistema Elétrico Nacional aos fenómenos associados às alterações climáticas. O enterramento de linhas em zonas consideradas críticas será uma das soluções em análise.
Constrangimentos na rede fixa de comunicações prolongam-se
Por sua vez, a presidente da Anacom veio esta sexta-feira adiantar que os utilizadores da rede móvel de comunicações afetados pelas intempéries devem ter o serviço normalizado dentro de duas semanas. Todavia, na rede fixa, os constrangimentos podem perdurar até meados de junho.

Ouvida na RTP Notícias, Sandra Maximiano adiantou que são perto de 60 mil os utilizadores com dificuldades em realizar chamadas nos territórios afetados.

“A dificuldade é reerguer todos estes traçados aéreos e toda a Infraestruturas física que foi destruída. E isso não se faz de um dia para o outro”, explicou a responsável.

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