PIB aumenta 1,8% no segundo trimestre

por Ana Sofia Rodrigues - RTP
Reuters

O Produto Interno Bruto (PIB) português aumentou 1,8 por cento no segundo trimestre deste ano em termos homólogos e 0,5 por cento em relação aos três primeiros meses do ano, mantendo o ritmo do trimestre anterior. Apesar do abrandamento da economia europeia, Portugal consegue estabilizar o crescimento, crescendo acima da média tanto da zona euro como da União Europeia.

Segundo a estimativa rápida do Instituto Nacional de Estatística, INE, em termos homólogos, "o contributo da procura interna para a variação homóloga do PIB diminuiu, refletindo a desaceleração das despesas de consumo final e, em larga medida, do investimento".

"Em sentido contrário, o contributo da procura externa líquida foi menos negativo que o observado no trimestre anterior, em resultado da maior desaceleração das importações de bens e serviços que a observada nas exportações de bens e serviços", acrescenta.

"Comparativamente com o 1º trimestre de 2019, o PIB aumentou 0,5 por cento, em termos reais, mantendo a taxa verificada no trimestre anterior", refere o INE, argumentando que "o contributo da procura interna para a variação em cadeia do PIB foi negativo, após ter sido positivo no primeiro trimestre", enquanto "o contributo da procura externa líquida foi positivo, depois de ter sido negativo no trimestre precedente".

Portugal consegue estabilizar o crescimento, com o mesmo ritmo dos três primeiros meses do ano. Cresce acima da média tanto da zona euro como da União Europeia.

No primeiro trimestre, a economia tinha acelerado uma décima quer em termos homólogos (1,7 por cento), quer em cadeia (0,4 por cento), em relação ao último trimestre de 2018.

O Governo espera que a economia cresça este ano 1,9 por cento,acima dos 1,7 por cento previstos pela Comissão Europeia, pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) e pelo Banco de Portugal e também acima dos 1,6 por cento antecipados pelo Conselho das Finanças Públicas.

De acordo com dados preliminares do INE, o crescimento em 2018 em Portugal terá sido de 2,1 por cento. Os valores provisórios de 2017 apontam para uma expansão do PIB de 2,8 por cento.

“Bases sólidas para enfrentar contexto externo”
O Ministério das Finanças reagiu aos números agora divulgados, realçando que este é o 21º trimestre consecutivo de crescimento da economia portuguesa.

Portugal reforça assim a trajetória de convergência face à Europa, trajetória que perdura já há mais de dois anos. O processo de convergência não só exibe resiliência face à contínua degradação do ambiente macroeconómico externo, como se tem revelado cada vez mais forte ao longo dos últimos trimestres”, afirma o Ministério tutelado por Mário Centeno, referindo-se ao crescimento acima da média europeia.

O Governo destaca o crescimento do emprego, a redução do desemprego, “tendo sido criados, no segundo trimestre de 2019, mais 42,5 mil empregos por comparação com o segundo trimestre de 2018, enquanto o número de desempregados diminuiu em cerca de 23,4 mil em igual período, correspondente a uma redução da taxa de desemprego para 6,3%, o menor valor desde 2004”.

A economia Portuguesa tem hoje bases sólidas para enfrentar um contexto externo pautado pela acumulação de riscos. A recuperação do investimento ao longo dos últimos anos, a estabilização do setor financeiro, o reequilíbrio das contas externas e os progressos alcançados na consolidação estrutural das contas públicas constituem pilares sólidos para o crescimento económico nos próximos anos”, conclui o comunicado emitido esta quarta-feira.

 

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