Economia
Guerra no Médio Oriente
Preço da gasolina sobe 2,5 cêntimos e do gasóleo desce 4 cêntimos na próxima semana
Na próxima semana, previsivelmente, o preço do gasóleo vai descer e o da gasolina vai aumentar. A previsão é da ANAREC, a Associação de Revendedores de Combustíveis.
A próxima segunda-feira traz novos preços nos combustíveis. O preço do gasolina deve subir 2,5 cêntimos por litro. Já o gasóleo deve descer quatro cêntimos.
Com base nos valores atuais da Direção-Geral de Energia e Geologia (DGEG) e tendo em conta as previsões com os valores da abertura do mercado, a partir de segunda-feira, o preço médio do gasóleo simples deverá situar-se nos 1,928 euros por litro e o da gasolina simples 95 nos 1,921 euros por litro.
A média final só ficará fechada ao final do dia, podendo ainda registar alterações em função da evolução das cotações internacionais do petróleo, e o custo final na bomba poderá variar conforme o posto de abastecimento, a marca e a localização. Além disso, as descidas extraordinárias das taxas do ISP (Imposto sobre os Produtos Petrolíferos e Energéticos) que o Governo tem vindo a aprovar poderão também alterar os valores previstos.
O preço do petróleo Brent, de referência na Europa, para entrega em junho, estava hoje a avançar 0,89% para 106,01 dólares, pressionado em alta pela manutenção do bloqueio do estreito de Ormuz.
Postos de combustíveis junto à fronteira em risco de fechar A média final só ficará fechada ao final do dia, podendo ainda registar alterações em função da evolução das cotações internacionais do petróleo, e o custo final na bomba poderá variar conforme o posto de abastecimento, a marca e a localização. Além disso, as descidas extraordinárias das taxas do ISP (Imposto sobre os Produtos Petrolíferos e Energéticos) que o Governo tem vindo a aprovar poderão também alterar os valores previstos.
O preço do petróleo Brent, de referência na Europa, para entrega em junho, estava hoje a avançar 0,89% para 106,01 dólares, pressionado em alta pela manutenção do bloqueio do estreito de Ormuz.
João Durão, presidente da Associação Nacional de revendedores de Combustíveis (ANAREC) afirmou à RTP que os postos de combustível junto à fronteira com Espanha “estão com dificuldades” e muitos deles “poderão não chegar a maio ou junho”.
O responsável da ANAREC recordou que Espanha faz preços mais competitivos, o que se “deve à carga fiscal”.
“Na refinaria os preços são muito parecidos” mas, “a diferença em termos de impostos é realmente muito grande, o que provoca margens na ordem dos 40 a 50 cêntimos mais barato do lado de Espanha”.
João Durão alerta ainda para a possibilidade de as viaturas de prioritárias (bombeiros, polícia e ambulâncias) terem de se deslocar a Espanha para abastecer.
“Estamos a continuar a levar os impostos para Espanha, o que lamentamos”, sublinhou.
Para a ANAREC, se o governo não mexer no IVA, “temos de mexer de outra maneira no ISP. Estamos a ter problemas graves”.
“Estamos a continuar a levar os impostos para Espanha, o que lamentamos”, sublinhou.
Para a ANAREC, se o governo não mexer no IVA, “temos de mexer de outra maneira no ISP. Estamos a ter problemas graves”.
Em relação às garrafas de gás, que custam cerca de 30 euros, João Durão recordou que “10 euros são impostos” e que já tinha alertado para a situação na Assembleia da República.