Presidente do Conselho de Administração da TAP não concordou com a forma de atribuição de prémios

| Economia

Miguel Frasquilho diz que os atrasos dos voos se devem muito à saturação do aeroporto de Lisboa
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O presidente do Conselho de Administração da TAP admite, em entrevista à Antena 1, que não concordou com a forma como a comissão executiva da empresa decidiu atribuir prémios a alguns trabalhadores. Uma decisão tomada depois de um ano em que a transportadora aérea registou prejuízos.

Em entrevista à Antena 1, Miguel Frasquilho considera que houve uma falha de comunicação.

"Esse é um assunto que está encerrado. Foi uma situação que não devia ter acontecido nas circunstâncias em que ocorreu", afirmou. "Nesta altura estão garantidas as condições para que não volte a ocorrer".

Questionado sobre se tinha sido informado sobre a decisão, Frasquilho respondeu apenas que teve "oportunidade de me manisfestar, obviamente, já depois de ter acontecido, de que de facto não concordava com o que tinha sucedido". Sobre a atribuição de pémios, Frasquilho diz que "estão a ser criados mecanismos para evitar novas polémicas"

Já este ano, praticamente duas centenas de trabalhadores da TAP receberam prémios num valor total de mais de um milhão de euros, depois da transportadora, que tem o Estado como principal acionista, ter registado prejuízos de 118 milhões de euros no ano passado.

A decisão da comissão executiva, liderada por Antonoaldo Neves, foi duramente criticada pelo Governo.

Neste entrevista à Antena 1, Miguel Frasquilho, presidente do Conselho de Administração nomeado pelo Estado, garante que estão a ser criados mecanismos para evitar novas polémicas.

"Está na calha para criação uma comissão para Recursos Humanos que abordará todos estes assuntos", disse. "Será complementar a duas outras comissões que também foram criadas no ano passado que permitem aos administradores não executivos acompanhar mais de perto toda a vida da empresa. E há também o compromisso da comissão executiva de, em cada orçamento a partir de agora, destacar o montante de prémios previsto para ser atribuido no ano seguinte e a forma como esses prémios serão atribuídos."

Ainda nesta conversa, questionado sobre o ano em que a TAP registou a maior percentagem de voos atrasados a nível mundial, Frasquilho afirmou que o problema principal está na saturação do Aeroporto de Lisboa. E garante que a companhia aérea está preparada para melhorar o serviço durante o verão.
Atrasos nos voos
"Estamos melhor preparados para enfrentar o verão, tradicionalmente dificil para as companhias aéreas. Mas isto significa, fruto das condições de saturação no aeroporto, que qualquer anomalia que seja sentida, seja por condições atmosféricas, seja pelo contolo do tráfego aéreo, seja pelos exercícios da Força Aérea, tudo isso tem um impacto grande na operação". Diz ainda Miguel Frasquilho que como a TAP é responsável por mais de 50 por cento da operação no aeroporto é evidente que que acaba por ser mais prejudicada por esta saturação".
Queixas da Madeira
Os atrasos e os cancelamentos de voos deram origem a milhares de reclamações de clientes da TAP. Na Madeira, o Governo Regional escreveu mesmo uma carta de protesto ao primeiro-ministro por causa do serviço prestado pela transportadora na região.

O presidente do Conselho de Administração da TAP diz que em relação aos preços das viagens para a Madeira, por exemplo, estão em linha com os praticados pela concorrência. "As tarifas que a TAP pratica para a Madeira estão em linha com a concorrência que temos que é a Easyjet".

Diz ainda o responsável pela companhia aérea portuguesa que o "subsídio para as viagens para os residentes da Madeira também está assegurado". Para logo acrescentar: "Depois as condições em que esse benefício é atribuído não tem a ver com a TAP. Tem a ver com o Governo da República e da Região Autónoma da Madeira".

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