Ciclone adia eleições para sábado no consulado da cidade moçambicana da Beira

por Lusa

Os estragos causados pelo ciclone Eloise, que se abateu sobre o centro de Moçambique no sábado, obrigaram ao adiamento para o próximo fim-de-semana da votação no consulado da cidade da Beira para as presidenciais portuguesas, anunciou o cônsul-geral.

"Devido ao impacto do ciclone Eloise na cidade da Beira, a assembleia de voto para as eleições presidenciais funcionará neste consulado-geral no próximo fim de semana", entre as 08:00 e as 19:00 (06:00 e 17:00 em Lisboa) nos dias 30 e 31 de janeiro, anunciou João Patrício.

A cidade, uma das principais do país com cerca de meio milhão de habitantes, foi o primeiro ponto do continente a sofrer o embate com a tempestade na madrugada de sábado, com vento e chuva fortes.

Segundo as autoridades moçambicanas, pelo menos seis pessoas morreram e 176.000 foram afetadas, quer pela destruição provocada, quer por inundações que ocorrem desde as últimas semanas, devido à intensidade da época chuvosa.

Marcelo Rebelo de Sousa, com o apoio do PSD e CDS, foi reeleito Presidente da República nas eleições de domingo, com 60,70% dos votos, segundo os resultados provisórios apurados em todas as 3.092 freguesias e quando falta apurar três consulados.

A socialista Ana Gomes foi a segunda candidata mais votada, com 12,97%, seguindo-se André Ventura, do Chega, com 11,90%, João Ferreira (PCP e Verdes) com 4,32%, Marisa Matias (Bloco de Esquerda) com 3,95%, Tiago Mayan Gonçalves (Iniciativa Liberal) com 3,22% e Vitorino Silva (Reagir, Incluir e Reciclar - RIR) com 2,94%.

A abstenção foi de 60,5%, a percentagem mais elevada de sempre em eleições para o Presidente da República.

 

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