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Cimeira dos BRICS. Guterres em Kazan para encontro com Putin

Cimeira dos BRICS. Guterres em Kazan para encontro com Putin

O secretário-geral da ONU, António Guterres, chegou esta quarta-feira à cidade russa de Kazan para participar na 16ª cimeira do bloco de economias emergentes BRICS e reunir-se com o presidente russo, Vladimir Putin.

Cristina Sambado - RTP / Adicionar como fonte informativa
RU Host Photo Agency via Reuters

O encontro com o homem forte do Kremlin, que tem lugar na quinta-feira, é “uma das principais razões para a sua presença”, disse o porta-voz adjunto do secretário-geral, Farhan Haq.Esta é a primeira vez que Guterres e Putin se encontram desde abril de 2022, dois meses após o início da campanha militar russa na Ucrânia.

Haq assumiu que Guterres vai sublinhar a Putin “a sua posição bem conhecida sobre a guerra na Ucrânia e as condições para uma paz justa baseada na carta fundadora da ONU e nas resoluções”, referindo-se à integridade territorial e soberania da Ucrânia.
O porta-voz sublinhou que os países BRICS “representam quase metade da humanidade” e que, por isso, a cimeira “é de grande importância para o trabalho da ONU com os países membros” daquela organização.O grupo BRICS, inicialmente constituído pelo Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, alargou-se para nove membros com a inclusão do Irão, Egito, Etiópia e Emirados Árabes Unidos, e pretende tornar-se um poderoso contrapeso ao Ocidente.

Com esta cimeira dos BRICS, Vladimir Putin pretende demonstrar o fracasso da política ocidental de sanções económicas e de isolamento diplomático contra o seu país.

António Guterres, tem-se apresentado como um mediador disponível, e sublinhado regularmente que a anexação de territórios ucranianos “não tem lugar no mundo moderno”.
“A guerra na Ucrânia continua a ser uma ferida aberta no coração da Europa”, afirmou em fevereiro.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros ucraniano afirmou na segunda-feira à noite que Guterres tinha feito “a escolha errada” ao aceitar viajar para Kazan. “Isto só prejudica a reputação da ONU”, criticou a diplomacia ucraniana.

c/ agências
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