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Guerra na Ucrânia
Vitória de Magyar na Hungria abre caminho para um degelo das relações com a UE
A vitória esmagadora de Péter Magyar na noite de domingo, que colocou um ponto final no reinado de Viktor Orbán, está a ser bem recebida pela Europa e pela União Europeia. Após anos de conflito entre Bruxelas e Budapeste, a nova era na Hungria promete um degelo nas relações com o bloco dos 27.
Viktor Orbán sempre representou um desafio para a União Europeia, dado aos frequentes conflitos sobre questões que vão desde a imigração à sua proximidade à Rússia.
Por este motivo, a vitória do opositor Péter Magyar foi recebida pelos principais líderes da UE como um momento potencial de mudança radical ao fim de 16 anos de conflito entre Bruxelas e Budapeste.
A presidente da Comissão Europeia foi das primeiras a reagir à vitória de Magyar e até o fez por duas vezes. “O coração da Europa bate mais forte na Hungria esta noite”, começou por escrever Ursula von der Leyen na rede social X.
“A Hungria escolheu a Europa. A Europa sempre escolheu a Hungria. Um país reivindicou seu caminho europeu. A União cresce mais forte”, acrescentou.
A porta-voz de Ursula von der Leyen confirmou que a presidente falou já com o vencedor e ambos concordaram “numa cooperação próxima no futuro”. Magyar prometeu tornar a Hungria um forte aliado da UE e da NATO e reconstruir os laços abalados por anos de conflito.
"Com a maioria de dois terços que nos permite alterar a Constituição, vamos restaurar o sistema de pesos e contrapesos", prometeu Magyar. "Vamos aderir à Procuradoria Europeia e garantir o funcionamento democrático do nosso país”, acrescentou.
"Nunca mais permitiremos que alguém mantenha a Hungria livre como refém ou a abandone", rematou.
Ponto de viragem para a Ucrânia
O presidente da Ucrânia disse estar “pronto para avançar” com a cooperação com a Hungria, afirmando que “sempre procurou boas relações de vizinhança com todos na Europa”.
Volodymyr Zelensky salientou, no X, que está pronto para “reuniões e trabalho construtivo conjunto para o benefício de ambas as nações, bem como para a paz, segurança e estabilidade na Europa”.
A Ucrânia também anunciou esta segunda-feira que suspendeu a não recomendação de viagens para a Hungria.
"A escolha dos húngaros demonstrou o fracasso da política de chantagem e propaganda anti-ucraniana do Governo de Orbán", disse o ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia, manifestando a esperança de uma "normalização das relações" entre os dois países vizinhos.
Diplomatas e agências de classificação de riscos cautelosos
Um pilar fundamental do plano de Magyar para impulsionar a economia húngara, que está praticamente estagnada há três anos, é desbloquear os fundos da UE congelados devido à erosão dos padrões democráticos sob o governo de Orbán.
No entanto, as agências de classificação de risco como a S&P Global e a Fitch Ratings, bem como alguns diplomatas da UE, estão céticos quanto à possibilidade de libertação de qualquer verba ainda disponível no âmbito do financiamento para a recuperação pós-pandemia na Hungria.
Diplomatas e analistas afirmam que as comparações com as eleições polacas de 2023, quando o gabinete pró-UE do primeiro-ministro Donald Tusk garantiu a rápida libertação de fundos da UE com a promessa de reverter as políticas nacionalistas do seu antecessor, podem ser erradas.
"Não há vontade de libertar o dinheiro apenas com promessas, como a UE fez com Tusk na Polónia, que não conseguiu cumprir a maioria das promessas", disse um diplomata da EU, citado pela Reuters.
c/ agências
Por este motivo, a vitória do opositor Péter Magyar foi recebida pelos principais líderes da UE como um momento potencial de mudança radical ao fim de 16 anos de conflito entre Bruxelas e Budapeste.
A presidente da Comissão Europeia foi das primeiras a reagir à vitória de Magyar e até o fez por duas vezes. “O coração da Europa bate mais forte na Hungria esta noite”, começou por escrever Ursula von der Leyen na rede social X.
“A Hungria escolheu a Europa. A Europa sempre escolheu a Hungria. Um país reivindicou seu caminho europeu. A União cresce mais forte”, acrescentou.
A porta-voz de Ursula von der Leyen confirmou que a presidente falou já com o vencedor e ambos concordaram “numa cooperação próxima no futuro”. Magyar prometeu tornar a Hungria um forte aliado da UE e da NATO e reconstruir os laços abalados por anos de conflito.
"Com a maioria de dois terços que nos permite alterar a Constituição, vamos restaurar o sistema de pesos e contrapesos", prometeu Magyar. "Vamos aderir à Procuradoria Europeia e garantir o funcionamento democrático do nosso país”, acrescentou.
"Nunca mais permitiremos que alguém mantenha a Hungria livre como refém ou a abandone", rematou.
Ponto de viragem para a Ucrânia
A Ucrânia também foi um dos países que celebrou, em particular, a derrota de Orbán, dado que a Hungria era, até agora, o travão dentro da UE que bloqueou empréstimos à Ucrânia e pacotes de sanções contra a Rússia.
A expectativa mais imediata é que a nova liderança abra caminho para um empréstimo de 90 mil milhões de euros à Ucrânia, que está congelado há semanas devido às objeções de Orbán.
O presidente da Ucrânia disse estar “pronto para avançar” com a cooperação com a Hungria, afirmando que “sempre procurou boas relações de vizinhança com todos na Europa”.
Volodymyr Zelensky salientou, no X, que está pronto para “reuniões e trabalho construtivo conjunto para o benefício de ambas as nações, bem como para a paz, segurança e estabilidade na Europa”.
A Ucrânia também anunciou esta segunda-feira que suspendeu a não recomendação de viagens para a Hungria.
"A escolha dos húngaros demonstrou o fracasso da política de chantagem e propaganda anti-ucraniana do Governo de Orbán", disse o ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia, manifestando a esperança de uma "normalização das relações" entre os dois países vizinhos.
Diplomatas e agências de classificação de riscos cautelosos
Um pilar fundamental do plano de Magyar para impulsionar a economia húngara, que está praticamente estagnada há três anos, é desbloquear os fundos da UE congelados devido à erosão dos padrões democráticos sob o governo de Orbán.
“Isto significa que pelo menos 6,4 mil milhões de euros do mecanismo de resiliência e recuperação deverão ser libertados rapidamente, fortalecendo a economia real e consolidando ainda mais a vitória de Tisza", o partido de Magyar, disse Mujtaba Rahman, director-geral do Eurasia Group.
Magyar prometeu conduzir uma ampla campanha anticorrupção, que procura satisfazer as exigências da União Europeia, incluindo maior independência judicial e concursos públicos, para libertar os fundos.
No entanto, as agências de classificação de risco como a S&P Global e a Fitch Ratings, bem como alguns diplomatas da UE, estão céticos quanto à possibilidade de libertação de qualquer verba ainda disponível no âmbito do financiamento para a recuperação pós-pandemia na Hungria.
Diplomatas e analistas afirmam que as comparações com as eleições polacas de 2023, quando o gabinete pró-UE do primeiro-ministro Donald Tusk garantiu a rápida libertação de fundos da UE com a promessa de reverter as políticas nacionalistas do seu antecessor, podem ser erradas.
"Não há vontade de libertar o dinheiro apenas com promessas, como a UE fez com Tusk na Polónia, que não conseguiu cumprir a maioria das promessas", disse um diplomata da EU, citado pela Reuters.
c/ agências