Zelensky pede mais munições antiaéreas em resposta aos ataques russos

Zelensky pede mais munições antiaéreas em resposta aos ataques russos

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, pediu este domingo aos seus aliados mais recursos de defesa aérea em resposta aos ataques russos que deixaram centenas de milhares de residentes de Kiev sem eletricidade e aquecimento em pleno inverno.

Cristina Sambado - RTP /

"Só esta semana, os russos lançaram mais de 1.700 drones de ataque, mais de 1.380 bombas aéreas guiadas e 69 mísseis de vários tipos", disse Zelensky à chegada a Vilnius, onde participa nas comemorações da revolta lituana de 1863.

"É por isso que os mísseis para os sistemas de defesa aérea são necessários todos os dias, e continuamos a trabalhar com os Estados Unidos e a Europa para garantir uma melhor proteção do nosso espaço aéreo", acrescentou.

Para o presidente ucraniano “cada a taque maciço da Rússia pode ter um impacto devastador”.

"Estamos a trabalhar com todos os líderes para fortalecer a Ucrânia. Todos devem compreender claramente a ameaça que vem da Rússia", disseMais de 1.700 edifícios de Kiev sem aquecimento
A Rússia está a bombardear incessantemente as centrais elétricas e a rede elétrica da Ucrânia, mergulhando centenas de milhares de ucranianos na escuridão e em temperaturas gélidas em pleno inverno, o que levou Zelensky a declarar o estado de emergência no setor energético.

A situação é particularmente grave na capital ucraniana, Kiev, um dos principais alvos dos ataques aéreos russos, que obrigaram à evacuação de meio milhão de residentes.

Mais de 1.700 edifícios residenciais na capital ucraniana, Kiev, ainda estavam sem aquecimento após um ataque russo com mísseis e drones no início desta semana.

"Atualmente, existem 1.676 edifícios residenciais em Kiev sem aquecimento, após o ataque inimigo à cidade, a 24 de janeiro", disse o presidente da câmara de Kiev, Vitali Klitschko.

As equipas trabalham ininterruptamente para restabelecer o aquecimento e a eletricidade, mas as temperaturas gélidas e os repetidos ataques aéreos dificultam os seus esforços.

Moscovo intensificou drasticamente os bombardeamentos ao sistema energético da Ucrânia desde que invadiu o país vizinho em 2022.


A Rússia lançou no sábado um vasto ataque ao sistema energético da Ucrânia, sacudindo Kiev com explosões durante a noite, deixando 1,2 milhões de habitações sem energia em todo o país durante o inverno com temperaturas negativas.

"Os principais alvos da Rússia neste momento são o nosso setor energético, as infraestruturas críticas e os edifícios residenciais", frisou o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, no X.

O ataque em grande escala à capital ucraniana ocorreu precisamente quando negociadores ucranianos, russos e norte-americanos discutiam opções em Abu Dhabi para o fim da guerraRússia captura mais uma aldeia no nordeste da Ucrânia
O Ministério russo da Defesa russo revelou no sábado que as suas forças concluíram a tomada da aldeia de Starytsya, na região de Kharkiv, no nordeste da Ucrânia.

A aldeia fica perto da cidade de Vovchansk, junto à fronteira entre a Ucrânia e a Rússia, onde as forças russas lançaram uma incursão em maio de 2024.Nos últimos meses, as tropas de Moscovo tentaram ampliar os seus avanços na área, apesar da resistência ucraniana.

O Estado-Maior das Forças Armadas da Ucrânia, num relatório divulgado no final de sábado, afirmou que as forças russas lançaram seis ataques numa área que inclui Starytsya. No entanto, não houve confirmação de que a aldeia tenha mudado de mãos.

O blogue militar ucraniano DeepState, que utiliza relatórios de fontes abertas para rastrear as posições de ambos os exércitos, não mencionou a aldeia num relatório na sexta-feira, mas afirmou que as forças russas "continuam a exercer pressão na área de Vovchansk".

As forças russas têm avançado lentamente para oeste pelo sudeste da Ucrânia, anunciando a captura de novas aldeias várias vezes por semana.

A maior parte dos seus ganhos ocorreu na região de Donetsk, mas as forças russas também pressionaram as defesas ucranianas na região de Kharkiv e na região de Zaporizhzhia, a sul, que ocupam parcialmente.

c/agências 
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