Mundo
Guerra no Médio Oriente
Benjamin Netanyahu. "Guerra terminará quando regime do Irão entrar em colapso"
O primeiro-ministro israelita voltou a avisar Teerão contra ataques contra Israel, "seja diretamente ou através de representantes", como o Hezbollah libanês, os Houthi do Iémen ou o Hamas, seja "utilizando mísseis balísticos ou drones de combate".
Caso contrário o Irão "cometerá um erro terrível. Porque a nossa resposta, a resposta de Israel, será muito, muito vigorosa”, frisouNetanyahu, entrevistado pela norte-americana Fox News. “A guerra terminará quando o regime iraniano entrar em colapso”, acrescentou.
"Ele está a dar um pouco de espaço às negociações, está a dar um pouco de margem de manobra", disse Waltz.
"Há mais ceticismo do que otimismo em relação à suspensão dos ataques. A visão predominante é que a pausa é tática, e não genuína", acrescentou a fonte. Apesar da trégua nesta frente de guerra, uma nova abriu-se nos últimos dois dias no Golfo, com os Houthi do Iémen, que são apoiados pelo Irão, a retomarem os ataques contra a Arábia Saudita, sobretudo com ataques a cargueiros no Mar Vermelho.
Nos últimos dois dias, houve tréguas nos ataques mútuos entre forças iranianas e norte-americanas no Golfo, pelo controlo do Estreito de Ormuz, após 13 noites consecutivas de bombardeamentos aéreos, provocados por ataques de teerão contra cargueiros e petroleiros na área.
O perigo para a navegação é real. Além de correr o risco de ser alvejado por mísseis ou drones iranianos, um navio pode sofrer danos devido a minas marítimas. Um petroleiro explodiu no Estreito de Ormuz após colidir com uma mina naval, informou este domingo a agência de notícias semioficial iraniana Tasnim, após atingir uma mina. Tinha saído da rota designada pelo Irão na via navegável estratégica.
Ao explicar a pausa nos ataques, o embaixador dos EUA nas Nações Unidas, Mike Waltz, explicou este domingo também à Fox que o presidente norte-americano, Donald Trump, está a dar "um pouco de espaço" às negociações com o Irão.
"Ele está a dar um pouco de espaço às negociações, está a dar um pouco de margem de manobra", disse Waltz.
Uma fonte iraniana de alto nível, afirmou por seu lado este domingo, à agência Reuters, que, apesar do seu ceticismo quanto às intenções de Washington, Teerão irá manter a suspensão dos ataque enquanto os EUA mantiverem a pausa.
"A posição do Irão continua a ser 'ataque a ataque': se os ataques
cessarem, o Irão também suspenderá as suas operações. Esta mensagem já
foi transmitida aos Estados Unidos", disse a fonte à Reuters.
"Há mais ceticismo do que otimismo em relação à suspensão dos ataques. A visão predominante é que a pausa é tática, e não genuína", acrescentou a fonte. Apesar da trégua nesta frente de guerra, uma nova abriu-se nos últimos dois dias no Golfo, com os Houthi do Iémen, que são apoiados pelo Irão, a retomarem os ataques contra a Arábia Saudita, sobretudo com ataques a cargueiros no Mar Vermelho.
No Vaticano, após a oração do Angelus, o Papa Leão XIV voltou a apelar às negociações para alcançar a paz.
“Faço um apelo urgente ao regresso às negociações em busca de uma solução política justa, baseada na igual dignidade e nos iguais direitos de cada pessoa humana”, afirmou o Papa.
“Renovo também o meu apelo relativamente à situação em todo o Médio Oriente, onde a intensificação das operações militares reacendeu a violência e a destruição, pondo em grave perigo a vida de muitos civis e agravando a escassez de água potável e de eletricidade”, acrescentou Leão XIV.
“Do fundo do coração, exorto todas as partes envolvidas a suspenderem os ataques e a reabrirem urgentemente os canais de diálogo e de diplomacia, para que a paz, tão desejada por toda a região, possa ser alcançada o mais rapidamente possível”, concluiu o Papa.
“Faço um apelo urgente ao regresso às negociações em busca de uma solução política justa, baseada na igual dignidade e nos iguais direitos de cada pessoa humana”, afirmou o Papa.
“Renovo também o meu apelo relativamente à situação em todo o Médio Oriente, onde a intensificação das operações militares reacendeu a violência e a destruição, pondo em grave perigo a vida de muitos civis e agravando a escassez de água potável e de eletricidade”, acrescentou Leão XIV.
“Do fundo do coração, exorto todas as partes envolvidas a suspenderem os ataques e a reabrirem urgentemente os canais de diálogo e de diplomacia, para que a paz, tão desejada por toda a região, possa ser alcançada o mais rapidamente possível”, concluiu o Papa.
c/agências