Brent sobe 3,86% para 91,19 dólares e WTI avança 4,58% para 87,27 dólares
O preço do petróleo Brent do Mar do Norte para entrega em maio subiu 3,86% para 91,19 dólares e o West Texas Intermediate avançou 4,58% para 87,27 dólares com a continuação da guerra no Médio Oriente.
Por volta das 10:10 (hora de Lisboa), o preço do barril de Brent do Mar do Norte, para entrega em maio, subiu 3,86%, para 91,19 dólares.
O seu equivalente americano, o barril de West Texas Intermediate, para entrega no mesmo mês, ganhou 4,58%, para 87,27 dólares.
As duas referências do petróleo bruto tinham subido mais de 5% alguns minutos antes.
Os preços do petróleo subiram, com a guerra no Médio Oriente a continuar a ameaçar o abastecimento, embora a perspetiva de um desbloqueio das reservas estratégicas de crude da Agência Internacional de Energia (AIE) tenha acalmado um pouco os mercados.
Pelo menos três navios (um porta-contentores, um cargueiro e um graneleiro) foram atingidos no estreito de Ormuz, por onde transita cerca de 20% da produção mundial de petróleo e gás natural liquefeito (GNL).
A agência marítima britânica UKMTO, que relata estes factos, registou 14 incidentes envolvendo navios desde o início do conflito, em 28 de fevereiro.
Os chefes de Estado e de Governo do G7 reúnem-se hoje à tarde por videoconferência para tentar "atenuar" as "consequências económicas" desta guerra e possivelmente decidir a questão do recurso às reservas estratégicas de petróleo para contrariar a subida dos preços.
No entanto, resta saber se "tal medida terá um impacto mais significativo do que simplesmente ganhar tempo para o mercado", afirma Fawad Razaqzada, analista da Forex.com.
Cerca de 300 a 400 milhões de barris pertencentes a essas reservas, constituídas sob a égide da AIE, poderiam ser libertados, de acordo com informações da Bloomberg e do Financial Times.
Juntamente com as declarações consideradas tranquilizadoras de Donald Trump na segunda-feira à noite sobre um rápido fim da guerra, essa perspetiva fez com que os preços caíssem fortemente na terça-feira.
Contribuindo também para essa queda, uma mensagem do secretário da Energia dos EUA, publicada na terça-feira e posteriormente apagada, afirmava que a Marinha dos EUA havia escoltado um primeiro petroleiro para permitir que ele cruzasse o estreito de Ormuz.