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Coluna de fumo no topo da embaixada dos Estados Unidos no Kuwait

Coluna de fumo no topo da embaixada dos Estados Unidos no Kuwait

Uma espessa coluna de fumo negra subia hoje da embaixada dos Estados Unidos no Kuwait, informou a agência France-Presse (AFP) neste emirado do Golfo.

Lusa /
Stephanie McGehee - Reuters

"Não venham à embaixada", pediu a representação diplomática norte-americana em comunicado, referindo uma "ameaça persistente de ataques com mísseis e drones" e precisando que o pessoal da embaixada está "confinado no local".

Antes disso, sirenes soaram na capital do Kuwait.

A defesa aérea do Kuwait intercetou "um certo número de alvos aéreos hostis ao amanhecer de hoje", de acordo com o diretor-geral da defesa civil do Ministério do Interior do Kuwait, Mohammed Almansouri, citado pela agência Kuna.

O mesmo responsável acrescentou que a situação no país estava "estável e que não havia motivo para preocupação", escreveu a agência.

Estes eventos ocorrem numa altura em que o Irão realiza ataques contra os países do Golfo, em retaliação à morte do `ayatollah` Khamenei, morto num ataque israelo-americano lançado na madrugada de sábado.

Pelo menos uma pessoa foi morta e outras 32 ficaram feridas no Kuwait, todas de nacionalidade estrangeira, desde o início dos ataques de retaliação iranianos, informou o Ministério da Saúde no domingo.

Israel e Estados Unidos alegaram ter lançado o ataque militar contra o Irão para "eliminar as ameaças iminentes do regime iraniano", e Teerão respondeu com mísseis e drones contra bases norte-americanas na região e alvos israelitas.

O Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que a operação visa "eliminar ameaças iminentes" do Irão e o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, justifica a ação conjunta contra o que classificou como uma "ameaça existencial".

O Irão confirmou a morte do `ayatollah` Ali Khamenei, o líder supremo do país desde 1989, e decretou um período de luto de 40 dias.

Segundo a Cruz Vermelha iraniana, foram registados pelo menos 200 mortos e cerca de 750 feridos.

Portugal, França, Alemanha e Reino Unido condenaram os ataques iranianos a países vizinhos.

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