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Estados Unidos e Israel bombardeiam Irão num "ataque preventivo"

Estados Unidos e Israel bombardeiam Irão num "ataque preventivo"

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Estados Unidos e Israel bombardeiam Irão num "ataque preventivo"

Israel lançou na última noite um ataque diurno contra a capital do Irão, onde nuvens de fumo subiram no norte e centro da cidade, numa zona aparentemente próxima dos escritórios do líder supremo, aiatola Ali Khamenei. Donald Trump já confirmou a ofensiva.

Cristina Sambado - RTP /

WANA via Reuters

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Lusa /

Teerão anuncia primeira vaga de mísseis e drones contra Israel

A Guarda Revolucionária iraniana anunciou o início de uma primeira vaga de ataques com mísseis e drones contra Israel, em retaliação a operações aéreas das forças israelitas e norte-americanas contra o Irão.

"Começou a primeira vaga de amplos ataques com mísseis e drones da República Islâmica do Irão em direção aos territórios ocupados", disse a Guarda Revolucionária num comunicado citado pela agência de notícias espanhola EFE.

A força armada que protege o regime teocrático de Teerão disse que se trata da "resposta à agressão do inimigo hostil e criminoso contra a República Islâmica do Irão".

As sirenes antiaéreas foram acionadas em Jerusalém e noutros pontos do centro de Israel, pouco depois de os Estados Unidos e as forças israelitas terem lançado uma série de operações aéreas contra diversos alvos no Irão.

As ligações à Internet e a rede telefónica encontravam-se cortadas no Irão, segundo a EFE.

Até ao momento, as autoridades não apresentaram um balanço de danos ou de vítimas resultantes dos ataques aéreos.

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Lusa /

Canadá relocaliza parte do seu pessoal diplomático deslocado em Telavive

O Canadá anunciou que irá realojar temporariamente parte do seu pessoal diplomático em Telavive, em Israel, devido às "tensões persistentes" no Médio Oriente, após ameaças de ataques norte-americanos ao Irão.

Otava "tomou a decisão de transferir temporariamente o pessoal não essencial e os dependentes de Telavive. Este processo está em curso. A embaixada do Canadá em Israel permanece aberta e os serviços consulares estão disponíveis", indica um comunicado.

Estados Unidos, Reino Unido, Alemanha, França, Itália, Finlândia, China, entre outros países, retiraram pessoal diplomático deslocado na região, incluindo no Irão e em Israel, e emitiram avisos de alerta aos seus cidadãos para se retirarem ou evitarem viajar para a região, perante e iminência de um ataque por parte dos Estados Unidos, que concentrou um importante dispositivo militar no Médio Oriente e Golfo Pérsico.

Lusa/Fim

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Avança imprensa do Irão
RTP /

Presidente iraniano está em "perfeitas condições de saúde"

O Presidente do Irão, Masud Pezeshkian, "encontra-se em perfeitas condições de saúde", informou a comunicação social iraniana.

"Pezeshkian encontra-se em perfeitas condições de saúde", informaram várias agências iranianas, entre as quais a Mehr e a Tasnim.

"Cabe salientar que, há algumas horas, zonas de Teerão foram alvo de um ataque aéreo americano-sionista", acrescentaram.
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Garante Teerão
RTP /

"Sem linhas vermelhas" na resposta aos ataques

Um alto responsável iraniano afirmou que não haverá "linhas vermelhas" na resposta do regime aos ataques israelitas e norte-americanos contra o Irão.

"Estamos a dizer claramente a Israel para se preparar para o que está para vir", disse o responsável à Al Jazeera.

"A nossa resposta será pública e não há linhas vermelhas... Todos os ativos e interesses americanos e israelitas no Médio Oriente tornaram-se alvos legítimos".
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RTP /

Voos suspensos e espaço aéreo fechado

Várias companhias aéreas suspenderam os voos de e para Israel, Dubai e Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, e Amã, na Jordânia, com efeitos imediatos até 7 de março.

O Kuwait suspendeu todos os voos para o Irão até novas ordens.

Israel cancelou todos os voos civis e fechou o seu espaço aéreo.
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RTP /

Irão fechou espaço aéreo

Foram ouvidas várias explosões em Teerão, capital iraniana, e em outras cidades. O Irão fechou o espaço aéreo.
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País alberga a frota norte-americana
RTP /

Sirenes de alerta soam no Bahrein

As sirenes de emergência soam no Bahrein, país que alberga a frota norte-americana, após ataques contra o Irão.
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RTP /

Netanyahu afirma que ataques vão permitir aos iranianos derrubar o regime do ayatollah

O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, fez um discurso à nação, afirmando que os ataques conjuntos EUA-Israel contra o Irão permitirão ao povo iraniano derrubar o regime e estabelecer um "Irão livre e pacífico".

“Durante 47 anos, o regime do ayatollah gritou ‘Morte a Israel’, ‘Morte à América’. Derramou o nosso sangue, assassinou muitos americanos e massacrou o seu próprio povo. Não podemos permitir que este regime terrorista assassino se arme com armas nucleares que lhe permitam pôr em perigo toda a humanidade”, afirmou o primeiro-ministro israelita.

Para Benjamin Netanyahu , “é tempo de todo o povo do Irão – persas, curdos, azeris, balúchis e akhvakhs – se livrar do fardo da tirania e construir um Irão livre e pacífico”.

Netanyahu afirmou que a operação permitirá ao povo iraniano "tomar as rédeas do seu próprio destino".
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RTP /

EUA denominam ataques ao Irão de "Operação Fúria Épica"

O Pentágono afirmou esta sábado que os ataques dos EUA contra o Irão foram denominados "Operação Fúria Épica".
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Lusa /

MNE português a acompanhar desenvolvimento da situação "ao minuto"

O Ministério dos Negócios Estrangeiros português disse hoje estar a acompanhar ao minuto os desenvolvimentos da situação no Irão, depois dos Estados Unidos terem iniciado ataques aéreos numa operação conjunta com Israel.

"O MNE acompanha ao minuto todos os desenvolvimentos da situação no Irão e em Israel, em contacto permanente com a nossa rede diplomática. A nossa prioridade é a segurança dos cidadãos portugueses", indica o ministério numa publicação na rede social X.

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Lusa /

Trump anuncia "grande operação de combate"

O Presidente dos Estados Unidos anunciou hoje que o seu país iniciou "grandes operações de combate no Irão" e que o objectivo é "eliminar ameaças iminentes".

"A hora da vossa liberdade está ao alcance das mãos", disse Donald Trump através da rede social Truth Social, confirmando o envolvimento dos EUA no ataque ao Irão.


Segundo Trump, o objetivo é "eliminar ameaças iminentes" do regime iraniano.


Sobre o programa nuclear do país, o presidente dos Estados Unidos disse que o Irão continua a desenvolvê-lo e que planeia mísseis capazes de atingir os Estados Unidos.
"Nunca terão a arma nuclear", afirmou.


Dirigindo-se ao povo do Irão, Trump disse para se proteger e para não deixar passar o que considerou uma oportunidade.


"Agora é tempo de controlarem o vosso destino", apelou.
Trump acrescentou que os militares iranianos poderão ter "imunidade" se baixarem as armas e que a outra opção é a "morte certa".

Na mensagem, Trump admitiu que poderá haver vítimas norte-americanas, o que "frequentemente acontece na guerra".

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RTP /

EUA declararam Irão como "Estado patrocinador de detenções indevidas"

A acusação foi feita pelo secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio.

Numa publicação nas redes sociais, Rubio revela que "durante décadas, o regime iraniano deteve cruelmente cidadãos norte-americanos para usá-los como moeda de troca política".

Apelou por isso à libertação imediata de todos os cidadãos detidos injustamente.
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Lusa /

Meios iranianos reportam explosões no centro e norte de Teerão

Os meios de comunicação iranianos noticiaram hoje pelo menos três explosões no centro e norte de Teerão, pouco depois de Israel ter anunciado que tinha lançado ataques contra a República Islâmica.

O Ministério da Defesa israelita informou que Israel lançou um "ataque preventivo contra o Irão" para "eliminar as ameaças" ao seu país, após o que os alarmes antimísseis soaram no território israelita.

"Espera-se um ataque com mísseis e drones contra o Estado de Israel e a sua população civil no futuro imediato", informou a Defesa iraelita num comunicado enviado às 8:15, hora local (6:15 TMG), no qual indicou que o ministro da Defesa, Israel Katz, declarou estado de emergência em todo o país.

No documento em que Katz declara o estado de emergência, partilhado pelo departamento de que é titular, estabelece-se uma duração do mesmo de 48 horas.

Coincidindo com o anúncio do ataque, todos os telemóveis em Israel emitiram um "alerta de emergência extrema", avisando a população para procurar abrigos próximos e evitar deslocações desnecessárias, o mesmo que soou quando o governo israelita atacou o Irão em junho de 2025, após o que começou a chamada guerra dos 12 dias.

Em cidades como Jerusalém, onde se ouviu durante a manhã o sobrevoo de aviões, os alarmes antiaéreos dispararam.

O ataque ocorre numa situação de alta tensão regional, após semanas de ameaças dos Estados Unidos de uma ação militar no país persa.

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Lusa /

Ataque de Israel a Teerão atinge zona próxima dos escritórios do líder supremo

Teerão, 28 fev 2026 (Lusa) - Israel lançou hoje um ataque diurno contra a capital do Irão, onde nuvens de fumo subiram no norte e centro da cidade, numa zona aparentemente próxima dos escritórios do líder supremo, aiatola Ali Khamenei.

Não é claro se Khamenei, de 86 anos, estava nos escritórios no momento do ataque, sendo que não é visto em público há dias, desde que as tensões com os Estados Unidos começaram a aumentar.

Mas o ataque ocorre no momento em que os Estados Unidos reuniram uma vasta frota de caças e navios de guerra na região para tentar pressionar o Irão a chegar a um acordo sobre o seu programa nuclear.

O ministro israelita da Defesa, Israel Katz, descreveu o ataque como tendo sido feito "para eliminar ameaças", sem acrescentar detalhes.

Em Teerão, testemunhas, entre as quais jornalistas da agência France Presse, ouviram as explosões, que a televisão estatal iraniana noticiou posteriormente, sem indicar a causa.

Ao mesmo tempo, as sirenes de emergência soaram em todo o território de Israel. As forças armadas israelitas afirmaram ter emitido um "alerta proativo para preparar a população para a possibilidade de lançamento de mísseis contra o Estado de Israel".

Entretanto, novas explosões atingiram Teerão depois de Israel ter anunciado que estava a atacar o país, segundo a agência Associated Press. As autoridades iranianas não divulgaram informações sobre eventuais vítimas dos ataques.

O Irão fechou de imediato o seu espaço aéreo, depois de Israel ter lançado o ataque. O aviso aos pilotos foi emitido quando as primeiras explosões ecoaram por Teerão.

As forças armadas dos EUA recusaram-se a comentar o ataque, avança ainda a AP.

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RTP /

Israel diz ter lançado um ataque contra o Irão na noite de sábado

A ofensiva surge depois de 12 dias de conflito, em junho do ano passado, e após vários avisos de Telavive e dos Estados Unidos sobre o alegado programa nuclear iraniano

Foram ouvidas explosões em Teerão, de acordo com os meios de comunicação iranianos.

As negociações com os Estados Unidos foram retomadas este mês. O Irão diz estar disposto a reduzir o programa nuclear mas não acedeu a todas as exigências feitas.
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Lusa /

Omã garante que Teerão aceitou não armazenar urânio enriquecido

O Irão aceitou não armazenar urânio enriquecido, anunciou hoje o ministro dos Negócios Estrangeiros de Omã, num acordo que descreveu como um avanço nas negociações com os Estados Unidos.

"Isto é algo completamente novo, que realmente torna o argumento do enriquecimento menos relevante, porque agora estamos a falar da ausência de armazenamento", frisou o ministro dos Negócios Estrangeiros de Omã, Badr Albusaidi, à CBS News.

O ministro, cujo país mediou as negociações entre os Estados Unidos e o Irão em Genebra na quinta-feira, afirmou que todas as questões relacionadas com um acordo poderiam ser resolvidas "de forma amigável e abrangente" dentro de três meses.

Estas negociações são vistas como uma das últimas hipóteses de evitar uma guerra, após ameaças de ataques dos EUA contra o Irão e um significativo destacamento militar americano no Médio Oriente.

"Se o objetivo final é garantir para sempre que o Irão não pode adquirir uma arma nuclear, penso que resolvemos esta questão através destas negociações, concordando com um avanço muito importante que nunca tinha sido alcançado antes", apontou.

"Acredito que se soubermos aproveitar esta oportunidade e tirar o máximo partido dela, um acordo estará ao nosso alcance", acrescentou.

Segundo o ministro dos Negócios Estrangeiros de Omã, o Irão não poderá armazenar urânio enriquecido e haverá verificações.

Acrescentou ainda que o Irão reduzirá a sua reserva atual "ao nível mais baixo possível".

Acusando Teerão, que nega a acusação, de procurar adquirir uma arma nuclear, os Estados Unidos insistem na proibição total do enriquecimento de urânio, dado que o Irão tem defendido até ao momento o seu direito aos programas nucleares civis.

Mas "se não se pode armazenar material enriquecido, não se pode fabricar uma bomba", sublinhou Badr Albusaidi à CBS.

Também hoje, o Presidente norte-americano, Donald Trump, declarou que não está "nada satisfeito" com o progresso das negociações em curso com o Irão, mas ainda não tomou uma decisão sobre um ataque militar contra a República Islâmica.

Donald Trump indicou que haverá "mais discussões hoje", mas não deu detalhes, remetendo declarações para mais tarde, num momento em que o Irão continua sob ameaça de um ataque norte-americano.

"Ainda não tomámos uma decisão final", afirmou o líder republicano, ao insistir que a República Islâmica "não pode ter armas nucleares".

Questionado sobre a possibilidade de Washington forçar uma mudança de regime em Teerão, Trump negou igualmente que tenha sido tomada qualquer decisão nesse sentido, afirmando apenas de modo evasivo que "pode acontecer, pode não acontecer".

Os Estados Unidos e o Irão realizaram na quinta-feira a terceira ronda de negociações nucleares em Genebra, que Teerão considerou ter resultado em "bons progressos", enquanto Washington se manteve praticamente em silêncio.

Ambos os lados concordaram com outra reunião na segunda-feira em Viena, sede da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA).

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Andreia Martins - RTP /

Avanço nas negociações. Irão aceita deixar de armazenar urânio enriquecido

O ministro dos Negócios Estrangeiros de Omã, que está a mediar as negociações entre Estados Unidos e Irão, anunciou esta sexta-feira que Teerão deixou cair uma exigência que mantinha desde há várias décadas: assegurar o armazenamento de urânio enriquecido no país.

O ministro iraniano dos Negócios Estrangeiros, Abbas Araqchi, com o homólogo omani, Badr Albusaidi, durante as negociações em Genebra. Foto: WANA via Reuters

O ministro Badr Albusaidi realça em entrevista à CBS que se este é um avanço “completamente novo”, uma vez que retira do país os stocks de urânio enriquecido.

Numa altura em que a Administração Trump avalia um eventual ataque contra o Irão, o governante omani sublinha que os negociadores norte-americanos e iranianos fizeram um “progresso substancial” e que poderá ser alcançado um “acordo de paz”.

O MNE de Omã adiantou à CBS que o Irão concordou em deixar de ter urânio enriquecido ao nível necessário para preparar uma bomba nuclear e em “converter em combustível” os stocks de urânio enriquecido existentes no país.

Albusaidi acrescentou que Teerão está disponível para dar aos inspetores da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) um “acesso total” às suas instalações nucleares. 

"Não haverá acumulação, não haverá armazenamento e haverá uma verificação completa", afirmou. 

No entanto, o ministro reconhece que os negociadores precisam “de um pouco mais de tempo” para acertar alguns pormenores. Na próxima semana, logo na segunda-feira, os negociadores reúnem-se em Viena. 

O ministro omani considera que as partes poderão chegar a um acordo "de forma amigável e abrangente" nos próximos três meses. 

"Se o objetivo final é garantir para sempre que o Irão não pode ter uma bomba nuclear, acredito que resolvemos esta questão através destas negociações, concordando com um avanço muito importante, nunca antes alcançado", disse o chefe da diplomacia de Omã. 

Há várias décadas que Teerão insiste no direito de acesso e produção de energia nuclear para fins civis, por exemplo para fins energéticos ou medicinais. No entanto, a Administração Trump continua a insistir numa proibição total de enriquecimento de urânio no país.  
"Não estou satisfeito"

Em declarações aos jornalistas esta sexta-feira durante uma viagem para o Texas, o presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que o Irão deveria abdicar de enriquecer urânio. 

"Não há necessidade de enriquecer quando se tem tanto petróleo, por isso não estou satisfeito com as negociações. (…) Nada de enriquecimento. Nem a 20 por cento, nem a 30 por cento", afirmou Trump. 

O presidente dos Estados Unidos adiantou ainda que "por vezes é preciso usar a força". Washigton tem, por esta altura, o maior destacamento militar no Médio Oriente desde a invasão do Iraque, em 2003. Para além de mais de 30 mil militares estacionados nesta zona do globo, deslocou ainda uma armada gigantesca, com os porta-aviões USS Gerald Ford - o maior do mundo - ou o USS Abraham Lincoln a aproximarem-se do território iraniano. 

Neste contexto, a agência Reuters teve acesso esta sexta-feira a um relatório que indica que o Irão manteve no complexo nuclear de Isfahan o urânio enriquecido necessário para o fabrico de uma bomba nuclear. 

O documento, elaborado pela Agência Internacional de Energia Atómica, estima que grande parte do urânio enriquecido de Teerão escapou aos ataques de Israel e Estados Unidos na guerra dos 12 dias, em junho de 2025. 

Segundo este relatório, o Irão terá neste local urânio enriquecido até 20 por cento e 60 por cento com níveis elevados de concentração de U-235. Para se alcançar uma bomba nuclear, é necessário um enriquecimento a 90 por cento. 

De recordar que o acordo alcançado em 2015 permitia que o país enriquecesse urânio até 3,67 por cento, o que permitia ao país usar a energia nuclear para fins civis mas manter-se ao mesmo tempo distante dos níveis necessários para a bomba nuclear.

Os Estados Unidos, sob a primeira administração Trump, rasgaram este acordo em maio de 2018, por considerarem que este não impedia Teerão de desenvolver a bomba.


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RTP /

Trump insatisfeito com rumo das negociações com o Irão

Donald Trump diz que não tomou ainda uma decisão final sobre um ataque ao Irão.

Foto: Elizabeth Frantz - Reuters

O presidente adianta que não está satisfeito com o rumo das negociações.

O encontro terminou sem acordo.

Vários países estão já a retirar pessoal diplomático e a aconselhar os cidadãos a saírem do Irão e de Israel.
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