Filho de Ali Khamenei é o novo Líder Supremo do Irão

Reportagem

Filho de Ali Khamenei é o novo Líder Supremo do Irão

A Assembleia de Peritos do Irão nomeou Mojtaba Khamenei para substituir o seu pai, o ayatollah Ali Khamenei, como novo Líder Supremo do país. Donald Trump, que tinha considerado o nome de Mojtaba Khamenei "inaceitável", já avisou que o próximo líder do Irão "não durará muito" sem a sua aprovação. Acompanhámos aqui, ao minuto, todos os desenvolvimentos.

Mariana Ribeiro Soares, Joana Raposo Santos - RTP /

Emissão da RTP Notícias


Foto: Morteza Nikoubazl - NurPhoto via AFP

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Petróleo WTI ultrapassa 100 dólares por barril pela primeira vez desde 2022

O barril de petróleo West Texas Intermediate (WTI), referência nos Estados Unidos, ultrapassou hoje os 100 dólares, pela primeira vez desde julho de 2022.

Na abertura da Bolsa de Chicago, o barril de WTI para entrega em abril subiu 13,84%, para 103,48 dólares.
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Primeiro-ministro do Catar diz estar empenhado em reduzir tensões com o Irão

O primeiro-ministro do Catar, Mohammed bin Abdulrahman al-Thani, afirmou em entrevista à Sky News que o seu país continuará a procurar reduzir a tensão com o Irão.

“Vamos continuar a falar com os iranianos, continuaremos a tentar procurar a redução da tensão”, disse o primeiro-ministro na entrevista, embora admita que os ataques do país vizinho tenham "abalado muito a confiança na relação que temos com o Irão”.
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Civis feridos e edifícios danificados em ataque com drone no Bahrein

Civis ficaram feridos e edifícios foram danificados na ilha de Sitra, no Bahrein, num ataque com um drone iraniano na noite de domingo, anunciou o Ministério do Interior.

"Após a flagrante agressão iraniana, civis ficaram feridos, um deles em estado grave, e várias casas em Sitra foram danificadas num ataque com um drone", afirmou o ministério.
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Guardas Revolucionários juram lealdade a Mojtaba Khamenei

Os membros da Guarda Revolucionária do Irão disseram que estão "prontos a obedecer integralmente" ao novo Líder Supremo, Mojtaba Khamenei.

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Assembleia de Peritos apela aos iranianos para jurarem apoio ao novo líder

A Assembleia de Peritos do Irão – o órgão clerical que nomeou Mojtaba Khamenei como o próximo Líder Supremo do país – apelou aos iranianos para manterem a unidade e para jurarem apoio a Khamenei.

Num comunicado divulgado pelos meios de comunicação estatais, a assembleia afirmou que Khamenei foi escolhido com base numa “votação decisiva”.

A assembleia exortou todos os iranianos, “especialmente as elites e os intelectuais dos seminários e das universidades”, a “jurarem lealdade à liderança e a manterem a unidade”.
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Mojtaba Khamenei
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Irão nomeia filho de Khamenei como novo Líder Supremo

A Assembleia de Peritos do Irão nomeou Mojtaba Khamenei para substituir o seu pai, o ayatollah Ali Khamenei, como novo líder supremo do país, informou a imprensa estatal este domingo.

"O ayatollah Mojtaba Hosseini Khamenei (...) é nomeado e apresentado como o terceiro Líder Supremo da República Islâmica do Irão, com base numa votação decisiva dos respeitados membros da Assembleia de Peritos", afirmou o órgão religioso num comunicado divulgado pelos meios de comunicação iranianos.
Mojtaba, um clérigo de posição intermédia com fortes laços com a poderosa Guarda Revolucionária, era visto há muito tempo por elementos do Governo do Irão como um potencial sucessor do seu pai, que foi morto no primeiro dia dos ataques conjuntos dos EUA e de Israel contra o Irão, a 28 de fevereiro. 

Embora a ideologia dominante no Irão desaprove o princípio da sucessão hereditária, este possui muitos seguidores dentro da Guarda Revolucionária e no gabinete do seu falecido pai.

Nascido a 8 de setembro de 1969, na cidade sagrada de Mashhad, Mojtaba Khamenei é um dos seis filhos do antigo Líder Supremo e foi o único a ocupar um cargo público, ainda que não tenha exercido qualquer função oficial.

Devido à sua discrição, a sua verdadeira influência tem sido alvo de intensa especulação há anos entre a população iraniana e nos círculos diplomáticos. Mojtaba Khamenei é considerado próximo dos conservadores, particularmente devido aos seus laços com a Guarda Revolucionária Islâmica.

A sua mulher, Zahra Haddad-Adel, filha de um antigo presidente do Parlamento, foi também morta nos ataques aéreos israelitas e norte-americanos que mataram Ali Khamenei e a sua mulher, segundo as autoridades iranianas.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, já avisou que o próximo líder do Irão "não duará muito" sem a sua aprovação e o ministro israelita da Defesa, Israel Katz, avisou na quarta-feira que qualquer sucessor de Ali Khamenei se tornaria "um alvo".


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Ministério dos Negócios Estrangeiros do Reino Unido retira temporariamente funcionários do Líbano

O Ministério dos Negócios Estrangeiros britânico informou este domingo que tomou a medida preventiva de retirar temporariamente alguns funcionários e os seus dependentes do Líbano.

A embaixada britânica no Líbano está a funcionar normalmente, informou a agência em comunicado.
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Reportagem RTP. Destroços dos ataques do Irão são visíveis nas ruas de Telavive

Os ataques do Irão continuam a causar danos em Telavive. Muitos mísseis são abatidos antes de atingirem os alvos.

Foi isso mesmo que voltou a acontecer esta tarde, como constataram os enviados da RTP, Paulo Jerónimo e José Pinto Dias.
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Irão intensifica ataques a países vizinhos um dia depois de pedido de desculpas

Nas últimas horas, o Irão lançou mísseis sobre Israel e sobre vários países no Golfo Pérsico.

No sábado, o presidente iraniano pediu desculpa pelos ataques aos países viznhos, mas hoje disse que esses ataques não vão parar porque são a única forma de defender o Irão.

O regime iraniano diz estar preparado para uma guerra longa contra Israel e os Estados Unidos
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Irão já tem novo líder mas nome continua em segredo

Israel e Estados Unidos atacaram depósitos de petróleo iranianos e deixaram Teerão em chamas.

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Novo voo de repatriamento de portugueses chega na madrugada de segunda-feira

"Está em curso mais uma operação de repatriamento de portugueses que envolve um avião C130H da Força Aérea Portuguesa", lê-se num comunicado conjunto do Ministério dos Negócios Estrangeiros e do Ministério da Defesa Nacional.

No voo militar viajam 61 passageiros, sendo 54 portugueses e sete cidadãos estrangeiros (Canadá, Reino Unido e Coreia do Sul).

Está previsto que este voo chegue ao Aeroporto de Figo Maduro na madrugada desta segunda-feira, pelas 5h30.

O Secretário de Estado das Comunidades estará presente para receber estes cidadãos repatriados.
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Sétimo militar americano morto na guerra contra o Irão

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Macron conversou com Trump e com o presidente iraniano

Emmanuel Macron falou este domingo com o presidente dos EUA, Donald Trump, e com o presidente iraniano, Massoud Pezeshkian, antes de viajar para o Chipre na segunda-feira para "reforçar a segurança" em torno do país membro da UE e no Mediterrâneo Oriental.

"Enfatizei a necessidade de o Irão cessar imediatamente os seus ataques contra países da região", disse o presidente francês numa publicação no X, sendo o primeiro líder ocidental a conversar com o presidente iraniano desde o início da guerra Irão-Iraque.

"O Irão deve também garantir a liberdade de navegação, pondo fim ao encerramento do Estreito de Ormuz", acrescentou. 

"Por último, reiterei a nossa profunda preocupação com o desenvolvimento dos programas nucleares e de mísseis balísticos do Irão e com todas as suas atividades desestabilizadoras na região, que estão na origem da atual crise", disse Macron.

"Uma solução diplomática é mais necessária do que nunca para enfrentar estes desafios cruciais, pôr fim à escalada e preservar a paz", salientou, adiantando que todos concordaram "em manter o contacto".
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Incluindo três comandantes da Força Quds
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Ataque a hotel em Beirute provocou cinco mortos

O exército israelita anunciou este domingo que um ataque a um hotel em Beirute matou cinco membros da Guarda Revolucionária Islâmica do Irão (IRGC), incluindo três comandantes da Força Quds.

"Durante a noite, a Marinha israelita, guiada por informações precisas do exército, realizou um ataque direcionado em Beirute, visando cinco comandantes dos ramos do Líbano e da Palestina da IRGC que estavam reunidos num hotel da cidade", disse o exército em comunicado.

"Podemos revelar que três comandantes de alto escalão da Força Quds", o ramo de operações estrangeiras da IRGC, "foram mortos no ataque", acrescentou o exército.
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Chefe do Estado-Maior de Israel acredita que a guerra deverá durar "muito mais tempo"

O Chefe do Estado-Maior israelita, o tenente-general Eyal Zamir, afirmou este domingo que a guerra irá provavelmente durar "muito mais tempo".

"Israel está em estado de emergência há dois anos; devemos esperar que isto dure muito mais tempo. Precisamos de ser pacientes", disse Zamir num vídeo divulgado pelo exército, dirigindo-se aos oficiais do exército.
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"O nome de Khamenei permanecerá"
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Filho de Ali Khamenei deverá ser o novo líder supremo do Irão, avança Reuters

"Com a maioria dos votos, foi escolhida a pessoa que dará continuidade ao legado do Imam Khomeini e do mártir Imam Khamenei. O nome de Khamenei permanecerá”, anunciou Hosseinali Eshkevari, membro da Assembleia dos Peritos, sugerindo que será o filho do ayatollah Ali Khamenei, Mojtaba Hosseini Khamenei, a suceder no cargo de Líder Supremo do Irão.

Eshkevari avança, citado pela Reuters, que “a votação já foi realizada e o anúncio será feito em breve".

O ayatollah Ali Khamenei foi morto no primeiro dia dos ataques conjuntos dos EUA e de Israel contra o Irão, a 28 de fevereiro. Mojtaba foi sempre considerado o principal candidato à sua sucessão, embora o presidente norte-americano, Donald Trump, o tenha classificado como "inaceitável" e exigido a participação na escolha do próximo líder do Irão.
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Irão reporta pelo menos 104 mortos em ataque norte-americano a navio de guerra iraniano na semana passada

O exército iraniano afirma que pelo menos 104 pessoas morreram e 32 ficaram feridas num ataque norte-americano a um navio de guerra iraniano ao largo da costa do Sri Lanka na semana passada.

Um submarino norte-americano afundou a fragata Dena no Oceano Índico, a cerca de 29 quilómetros náuticos da cidade portuária de Galle, no sul do Sri Lanka, na quarta-feira, matando dezenas de marinheiros.
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Mais de meio milhão de deslocados no Líbano

Mais de meio milhão de pessoas foram deslocadas pelos ataques israelitas no Líbano, segundo um balanço divulgado pelas autoridades libanesas este domingo.

O país tem sofrido intensos bombardeamentos desde segunda-feira, em resposta aos ataques do Hezbollah, um grupo pró-Irão.

Foram registados um total de 517 mil deslocados, incluindo mais de 117 mil acolhidos em centros de acolhimento, afirmou a ministra dos Assuntos Sociais, Haneen Sayed, em conferência de imprensa.
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Guarda Revolucionária do Irão promete retaliar por ataques à infraestrutura energética

Um porta-voz da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) garantiu que irá retaliar caso os ataques dos EUA e de Israel à sua infraestrutura energética não cessem.

Num comunicado divulgado pelos meios de comunicação estatais iranianos, o porta-voz, que não quis ser identificado, acusou os Estados Unidos e Israel de atacarem civis e instalações de combustível e energia e alegou que a IRGC “se absteve de qualquer ação semelhante”.

Os países do Golfo devem exigir que os EUA e Israel parem, acrescentou o porta-voz, caso contrário, “serão tomadas ações semelhantes na região”.

“Se toleram o petróleo a mais de 200 dólares por barril, continuem com esse jogo", avisou.
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Duas pessoas morreram e 12 ficaram feridas após queda de projétil na Arábia Saudita

Duas pessoas morreram e 12 ficaram feridas depois de um projétil ter caído sobre uma zona residencial na cidade de Al-Kharj, na Arábia Saudita, este domingo, informou a Defesa Civil saudita.

As duas vítimas mortais eram de nacionalidade indiana e bengali, acrescentou a Defesa Civil numa publicação no Facebook.

A Guarda Revolucionária do Irão afirmou no início deste domingo que tinha como alvo sistemas de radar em locais que incluíam Al-Kharj, na Arábia Saudita.
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Trump avisa que próximo líder do Irão "não durará muito" sem a sua aprovação

Donald Trump avisou que o próximo líder do Irão "não durará muito tempo se não obtiver a sua aprovação", numa entrevista à cadeia norte-americana ABC, este domingo.

"Ele terá de obter a nossa aprovação. Se não obtiver a nossa aprovação, não durará muito tempo", ameaçou o presidente norte-americano, enquanto o ministro iraniano dos Negócios Estrangeiros, Abbas Araghchi, reiterou que a escolha do sucessor do ayatollah Ali Khomeini cabe ao "povo iraniano" e a "mais ninguém".

O novo Líder Supremo do Irão foi escolhido este domingo pelo órgão clerical iraniano competente, a Assembleia de Peritos, segundo vários dos seus membros. O nome do líder escolhido ainda não foi divulgado.
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Primeiro-ministro britânico falou com Donald Trump

O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, falou com o presidente norte-americano, Donald Trump, este domingo, informou o gabinete de Starmer em comunicado.

"Os líderes começaram por discutir a situação atual no Médio Oriente e a cooperação militar entre o Reino Unido e os EUA através da utilização de bases da RAF (Força Aérea Real Britânica) em apoio da autodefesa coletiva dos parceiros na região", disse uma porta-voz do gabinete de Starmer em comunicado.

"O primeiro-ministro expressou também as suas sinceras condolências ao presidente Trump e ao povo americano após a morte de seis soldados americanos", acrescentou, afirmando que "aguardam ansiosamente a oportunidade de conversar novamente em breve".

A conversa aconteceu numa altura em que as relações entre os dois países atravessam uma fase mais conturbada. No sábado, a propósito do envio de dois porta-aviões britânicos para o Médio Oriente, Donald Trump disse que já não precisavam deles.

“Não precisamos de pessoas que se juntam a guerras depois de já as termos ganho”, rematou o presidente norte-americano.
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Ministro diz que cabe ao "povo iraniano" e não a Trump escolher novo líder

O ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Abbas Araghchi, afirmou hoje que "cabe ao povo iraniano escolher o seu novo líder" e "a mais ninguém", numa entrevista à NBC, três dias depois de Trump ter alegado estar "envolvido" no processo de seleção.

"Não permitiremos que ninguém interfira nos nossos assuntos internos. Cabe ao povo iraniano escolher o seu novo líder. (...) Esta é uma questão que diz apenas respeito ao povo iraniano, e a mais ninguém", declarou Araghchi, acrescentando que "é Donald Trump que deve pedir desculpa" pela guerra no Médio Oriente.

"É óbvio que os nossos mísseis não podem atingir o território americano", referiu o ministro.

"O que podemos fazer é atacar as bases e instalações americanas à nossa volta", acrescentou.

A Assembleia de Peritos nomeou o novo líder supremo iraniano para suceder ao `ayatollah` Ali Khamenei, morto a 28 de fevereiro por ataques israelitas e americanos, anunciou hoje Teerão, sem revelar o nome do eleito.

Na quinta-feira, o Presidente norte-americano, Donald Trump, tinha afirmado que queria ser envolvido na escolha do sucessor de Ali Khamenei como líder supremo do Irão, e rejeitou que o seu filho, Mojtaba Khamenei, possa ser uma opção.

(Lusa)
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Israel ataca e "desmantelou" quartel-general da Força Espacial em Teerão

O exército israelita revelou hoje que atacou e "desmantelou", em Teerão, o quartel-general da Força Espacial da Guarda Revolucionária do Irão, que incluía instalações de investigação espacial.

Em comunicado, o exército assinala que a instalação atacada servia para "controlar um satélite lançado em agosto de 2022 com o qual o Irão observava o Estado de Israel e os seus residentes".

O exército revelou ainda que "concluiu uma nova onda de ataques à capital iraniana, na qual afirma ter também atacado 50 'bunkers' de munições, uma base da milícia Basij, um centro de comando interno e um complexo da Guarda Revolucionária".

Sobre o quartel-general da Força Espacial, explica que "servia como centro de receção, transmissão e investigação para a Agência Espacial Iraniana".

"O local incluía instalações de investigação, assim como uma estrutura de comando e controlo para o satélite 'Khayyam', lançado em agosto de 2022 e utilizado pela CGRI (Guarda Revolucionária) para promover atividades terroristas e vigiar o Estado de Israel e os seus residentes", acrescenta.
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Especialistas ucranianos em drones vão estar no Médio Oriente na próxima semana

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou este domingo que os especialistas ucranianos em drones enviados por Kiev estarão "no terreno" no Médio Oriente já "na próxima semana".

A Ucrânia pretende trocar a sua experiência com drones de fabrico iraniano por mísseis para a sua defesa antiaérea contra os ataques russos.

"Penso que na próxima semana, quando os especialistas estiverem no local, irão analisar a situação e ajudar", afirmou Zelensky numa conferência de imprensa em Kiev, ao lado do primeiro-ministro dos Países Baixos, Rob Jetten.
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Portugueses regressam. Grupo de 79 cidadãos veio do Dubai para Lisboa

Depois de uma semana de medo e ansiedade, 79 portugueses chegaram sábado à noite ao aeroporto de Lisboa. É o terceiro voo a chegar do Dubai desde que começou a guerra no Médio Oriente.

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Novo líder supremo. Irão não divulga para já o nome do sucessor de Khamenei

O nome do novo líder supremo iraniano já estará escolhido. A informação chegou às agências internacionais através de várias fontes que integram a Assembleia de Peritos, o órgão responsável pela escolha.

Explicam que o nome do novo líder supremo foi aprovado pela maioria, mas que ainda é preciso resolver alguns obstáculos para a identidade ser revelada.
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RTP em Telavive. Mísseis iranianos atingiram zona de embaixadas

A reabertura parcial do espaço aéreo israelita tem permitido a saída de estrangeiros nestes dias de cada vez mais intensos ataques ao Irão e ao Líbano.

Os enviados especiais da RTP em Telavive, Paulo Jerónimo e José Pinto Dias, estão a acompanhar todos os desenvolvimentos.

Ainda este domingo houve um novo ataque contra Israel, com dois mísseis a atingir a zona das embaixadas em Telavive.
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Operação "Fúria Épica". EUA e Israel já lançaram mais de 3.400 ataques ao Irão

Donald Trump diz que está a fazer um favor ao mundo e agora não tem interesse em negociar com o Irão. A guerra intensifica-se e os números impressionam. Em nove dias, houve 3.400 ataques militares dos Estados Unidos e de Israel.

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Liga Árabe classifica de "irresponsáveis" os ataques do Irão aos países vizinhos

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Polícia norueguesa não descarta motivação terrorista para ataque em embaixada americana em Oslo

A polícia de Oslo avançou este domingo que a explosão ocorrida durante a última noite na embaixada americana na Noruega, que não causou feridos nem danos significativos, pode ter sido um ato terrorista, mas ressalvou que outras hipóteses também estão a ser investigadas.

"Uma das hipóteses é que se trate de um ato terrorista, mas não estamos a concentrar-nos apenas nessa pista. Temos de permanecer abertos à possibilidade de que existam outras causas por trás do que aconteceu", afirmou Frode Larsen, chefe da unidade conjunta de investigação e informações da polícia.
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Líbano contabiliza 394 mortos em ataques de Israel

Os ataques israelitas contra o Líbano já mataram 394 pessoas, incluindo 83 crianças e 42 mulheres, anunciou o ministro da Saúde desse país, Rakan Nassereddine.

O ministro denunciou ainda ataques contra "equipas médicas e ambulâncias", afirmando que nove socorristas foram mortos numa semana.
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Papa Leão apela ao diálogo e ao fim dos bombardeamentos

O papa Leão afirmou este domingo que notícias profundamente preocupantes continuam a chegar do Irão e de todo o Médio Oriente, exortando ao fim da violência e a novos esforços para abrir espaço para o diálogo.

O papa vincou que o conflito está a alimentar o medo e o ódio e levantou preocupações de que pudesse espalhar-se ainda mais, arrastando outros países, incluindo o Líbano.
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Irão diz ter atacado cidades israelitas e base aérea na Jordânia

A Guarda Revolucionária do Irão disse este domingo ter disparado mísseis contra as cidades israelitas de Telavive e Beersheva, assim como contra uma base aérea na Jordânia.
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Reaberto aeroporto de Telavive

Após mais de uma semana de guerra com o Irão, saíram hoje os primeiros voos comerciais do aeroporto de Ben Gurión, nos arredores de Telavive, centro de Israel, reaberto de forma parcial.

A informação foi confirmada à EFE por uma porta-voz da Autoridade de Aeroportos nacional.

As companhias aéreas que estão a operar a saída de voos comerciais são as israelitas El Al, Israir e Arkia.

Segundo o jornal The Times of Israel, hoje as autoridades de aviação israelitas aprovaram um aumento do contingente de passageiros permitido nos voos de saída de 70 a 100 - em função da companhia aérea e do tamanho do avião - e também lhes será permitido faturar bagagem.

Além disso, os cidadãos israelitas que queiram sair nestes voos devem assinar previamente um formulário declarando que não regressarão ao país num prazo de pelo menos 30 dias a contar da data da partida.

O aeródromo de Telavive foi reaberto na quinta-feira depois de ter sido encerrado no dia 28 de fevereiro com o início da guerra com o Irão, para receber voos de repatriamento de israelitas retidos no estrangeiro.
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117 iranianos retirados do Líbano em avião russo

Mais de uma centena de iranianos, incluindo diplomatas, foram retirados de Beirute durante a noite e transportados por um avião russo, revelou à agência France-Presse um responsável libanês.

"No total, 117 iranianos, incluindo diplomatas e funcionários da embaixada, foram retirados a bordo de um avião russo que partiu de Beirute na noite de sábado para domingo", detalhou.
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Macron vai a Chipre na segunda-feira para demonstrar "solidariedade"

O presidente francês, Emmanuel Macron, vai encontrar-se amanhã em Paphos com o homólogo cipriota, Nikos Christodoulides, e com o primeiro-ministro grego, Kyriakos Mitsotakis.

"Trata-se de reforçar, com os nossos parceiros europeus, a segurança em torno de Chipre e no Mediterrâneo Oriental, contribuindo para a redução do conflito", declarou a Presidência francesa.
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Teerão raciona abastecimento de combustível após ataques

A distribuição de combustível em Teerão foi "temporariamente interrompida" após ataques dos Estados Unidos e de Israel contra depósitos de petróleo na capital iraniana, informaram hoje as autoridades locais, que iniciaram o racionamento de gasolina.

As autoridades iranianas passaram a limitar o fornecimento de 20 litros diários de gasolina a cada pessoa, após os ataques desta madrugada contra instalações petrolíferas na capital que causaram uma nuvem tóxica sobre a capital iraniana.

"Devido aos danos na rede de abastecimento de combustível, a distribuição foi temporariamente interrompida", disse o governador de Teerão, Mohammad Sadegh Motamedian, citado pela agência de notícias oficial Irna.

A situação está "a ser resolvida", acrescentou.

Segundo o dirigente, o racionamento constitui uma medida provisória após os ataques da noite passada

No Irão, já existia antes da guerra uma limitação de abastecimento entre 30 e 40 litros de combustível por posto de gasolina, dependendo da zona.

Israel atacou ontem à noite quatro instalações de armazenamento de petróleo e um centro de transferência de produtos petrolíferos nas províncias de Teerão e Alborz, confirmou o diretor executivo da Companhia Nacional Iraniana de Distribuição de Produtos Petrolíferos, Keramat Veis Karami.

c/ Lusa
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Órgão que elege novo líder supremo do Irão chegou a um consenso

O órgão clerical que escolhe o próximo líder supremo do Irão, sucedendo a Ali Khamenei, assassinado pelos EUA e Israel, chegou a um consenso maioritário.

A informação foi avançada este domingo pelo membro da Assembleia de Peritos Mohammad Mehdi Mirbaqeri.

A agência de notícias Mehr citou-o dizendo que ainda é necessário resolver "alguns obstáculos" relativos ao processo.

"O candidato mais adequado, aprovado pela maioria da Assembleia de Peritos, foi designado", declarou por sua vez Mohsen Heydari, representante da província de Khuzestan naquele órgão clerical xiita, segundo a agência de notícias Irna.
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Kuwait denuncia ataque iraniano contra aeroporto

O Ministério da Defesa do Kuwait denunciou dois ataques com drones e mísseis iranianos, um deles contra uma "infraestrutura vital" visando "os reservatórios de combustível do aeroporto internacional do Kuwait".

A agência de notícias do Kuwait declarou posteriormente que um incêndio no aeroporto tinha sido controlado, sem "feridos graves".
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Israel garante que vai perseguir todos os sucessores de Khamenei

As forças israelitas garantiram este domingo que vão continuar a perseguir todos os sucessores do líder supremo iraniano, Ali Khamenei, morto nos ataques dos EUA e de Israel contra o Irão.

Numa publicação na rede social X, as Forças Armadas de Israel também avisaram que vão perseguir todas as pessoas que tentem nomear um sucessor para Khamenei, referindo-se ao órgão clerical responsável por escolher o líder supremo da República Islâmica.
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Lusa /

Estação de dessalinização de água no Bahrein danificada por drone iraniano

Uma estação de dessalinização de água do mar no Bahrein foi danificada hoje por um ataque com drone iraniano, anunciaram as autoridades do pequeno arquipélago do Golfo.

"A agressão iraniana atacou indiscriminadamente alvos civis e causou danos materiais a uma fábrica de dessalinização de água na sequência de um ataque com drones", indicou o Ministério do Interior do Bahrein num comunicado divulgado na rede social X.

No sábado, o Irão afirmou ter atacado a base norte-americana de Juffair, no Bahrein, alegando que esta tinha sido usada anteriormente para lançar um ataque contra uma fábrica de dessalinização iraniana.

Um ataque norte-americano atingiu uma fábrica de dessalinização de água doce na ilha de Qeshm, no Irão, interrompendo o abastecimento de água em 30 aldeias, sublinhou o ministro iraniano dos Negócios Estrangeiros, Abbas Araghchi, citado pela agência Iran International.

"Atacar a infraestrutura do Irão é uma ação perigosa com graves consequências. Os EUA criaram esse precedente, não o Irão", disse o responsável numa publicação na rede social X, classificando a ação como um "crime flagrante e desesperado".

A maioria dos países do Golfo depende em grande parte, da água dessalinizada para o consumo dos residentes, sublinhou a emissora Al Jazeera.

Javier Blas, um colunista da Bloomberg, coautor de "The World for Sale: Money, Power and the Traders Who Barter the Earth`s Resources" (O mundo à venda: dinheiro, poder e os comerciantes que trocam os recursos da Terra), dava conta na passada quarta-feira que a inteligência norte-americana considera há décadas a água potável uma "mercadoria estratégica" no Médio Oriente, onde os países dependem de unidades de dessalinização para o abastecimento de água.

Estas fábricas são vulneráveis a ataques e a sua destruição pode ter consequências graves, colocando os países do Golfo Pérsico numa situação impossível, o que faz da água um bem geopolítico potencial no conflito.

Cerca de 100 milhões de pessoas vivem nos países pertencentes ao Conselho de Cooperação do Golfo --- Arábia Saudita, Kuwait, Bahrein, Qatar, Emirados Árabes Unidos e Omã --- todos agora sob ataque iraniano.

"O Kuwait, o Qatar e os Emirados Árabes Unidos são, para todos os efeitos práticos, completamente dependentes das fábricas de dessalinização, particularmente para metrópoles como Dubai. A Arábia Saudita, e especialmente a sua capital, Riade, também depende fortemente delas", nomeadamente da unidade de Jubail, escreveu Blas.

Como sublinha o analista, apesar das unidades de dessalinização serem protegidas pelo direito internacional, quando os mísseis "começam a voar" as convenções de Genebra desaparecem dos radares. O Irão atacou na semana passada uma central elétrica em Fujairah, nos Emirados Árabes Unidos, que mantém em funcionamento uma das maiores instalações de dessalinização do mundo e no Kuwait, os destroços de um drone interceptado causaram um incêndio numa destas instalações do país.

O ataque direto dos Estados Unidos na ilha de Qeshm e a resposta iraniana de hoje no Bahrein às unidades de dessalinização de água elevam a guerra a um novo patamar.

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Lusa /

Países do Golfo Pérsico condenam "ataques nefastos" ao Kuwait e Bahrein

O Conselho de Cooperação do Golfo (CCG), aliança dos seis Estados mais ricos da Península Arábica, condenou hoje os ataques iranianos contra o Kuwait e o Bahrein, no âmbito da guerra iniciada pelos Estados Unidos e Israel.

O secretário-geral da organização, Jasem Mohamed Albudaiwi, condenou, em comunicado, "os nefastos ataques iranianos contra infraestruturas" do Kuwait e do Bahrein, acrescentando que refletem a "escalada de violência" seguida por Teerão para "desestabilizar a segurança e a estabilidade na região".

Integrado por Kuwait, Emirados Árabes Unidos, Omã, Qatar e Bahrein, além da Arábia Saudita, o CCG afirmou ainda que os ataques contra "instalações vitais e infraestruturas civis" são uma violação das normas internacionais.

As Forças Armadas do Kuwait denunciaram que hoje uma onda de drones entrou no espaço aéreo do país e atacou infraestruturas críticas, como o Aeroporto Internacional do Kuwait.

O Ministério da Informação do Kuwait afirmou na rede social X que os bombeiros estavam a trabalhar para controlar incêndios no aeroporto e na sede da Instituição Pública de Segurança Social.

Além disso, o Ministério do Interior indicou num comunicado que dois militares morreram "enquanto cumpriam o seu dever nacional no âmbito das tarefas de segurança", embora não tenha fornecido detalhes sobre o que aconteceu nem mencionado o Irão.

O Bahrein, por sua vez, deu conta de ataques iranianos perto de uma base militar norte-americana. "A agressão iraniana tem como alvo uma instalação perto de Mina Salman", porto que abriga uma base militar norte-americana, disse o Ministério do Interior do Bahrein também na rede social X.

"A Defesa Civil está a tomar medidas para controlar o incêndio", acrescentaram as autoridades.

A agência Tasnim, ligada à Guarda da Revolução Islâmica, informou sobre o lançamento de uma nova onda de ataques contra Israel e ativos norte-americanos no Médio Oriente.

A base norte-americana localizada em Arifjan, no Kuwait, foi atingida por mísseis de precisão, acrescentou o meio de comunicação.

Estas incursões ocorrem no meio da escalada regional resultante da guerra iniciada há uma semana pelos Estados Unidos e Israel contra o Irão, um conflito que se alastrou a vários países do Médio Oriente e que incluiu ataques com mísseis e drones contra bases e instalações na região.

Depois de, no primeiro dia da guerra, ter sido confirmada a morte do líder supremo iraniano, Ali Khamenei, o grupo xiita Hezbollah juntou-se à escalada - que já se havia propagado a vários países vizinhos do Irão -, atacando o norte de Israel em retaliação.

Os ataques com mísseis causaram 10 mortes em Israel no âmbito da guerra iniciada, segundo fontes oficiais, sem confirmação independente.

De acordo com o Irão, pelo menos 1.332 civis iranianos morreram nos ataques, mais uma vez, segundo fontes oficiais, não confirmadas.

No Líbano, o total de mortos ascendia a 217, segundo o ministério libanês da Saúde na sexta-feira, sendo que, pelo menos, 41 pessoas terão perdido a vida na noite deste sábado durante uma incursão do Exército de Israel na aldeia de Nabi Chit, no Vale de Bekaa, de acordo a agência de notícias oficial libanesa NNA, que cita o Ministério da Saúde.

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Lusa /

Chefe da diplomacia chinesa diz que guerra "nunca devia ter eclodido" e pede cessar-fogo

O ministro chinês dos Negócios Estrangeiros, Wang Yi, afirmou hoje que a guerra no Irão "nunca deveria ter eclodido" e pediu o "cessar imediato das operações militares para evitar uma escalada e a expansão da guerra".

"A China, mantendo uma postura objetiva e imparcial, esclareceu repetidamente os seus princípios, que podem ser resumidos numa única frase: um cessar-fogo", afirmou o chefe da diplomacia chinesa em relação ao conflito, que começou no passado dia 28 de fevereiro com ataques dos Estados Unidos e de Israel sobre Teerão e várias cidades e locais no Irão, resultando, logo no primeiro dia, na morte do líder supremo do Irão, Ali Khamenei, assim como de vários elementos da cúpula militar e política da República Islâmica.

As declarações de Wang foram feitas durante a conferência de imprensa anual do ministro dos Negócios Estrangeiros, realizada no âmbito da sessão da Assembleia Popular Nacional (APN, Legislativo), o principal evento político do país a cada ano.

O ministro defendeu que "esta é uma guerra que nunca deveria ter eclodido e que não beneficia nenhuma das partes", e sublinhou que "a história do Médio Oriente tem demonstrado repetidamente ao mundo que a força não é a solução para os problemas".

Wang afirmou que "o respeito pela soberania nacional é a pedra angular da ordem internacional atual" e que "a soberania, a segurança e a integridade territorial do Irão e de outros países da região do Golfo devem ser respeitadas e invioláveis".

"O abuso da força é inaceitável", acrescentou o ministro, que indicou ainda que "o mundo não pode voltar à lei da selva".

Wang advertiu ainda que "planear revoluções coloridas e mudanças de regime é impopular" e acrescentou que "todas as partes devem voltar à mesa de negociações o mais rápido possível".

Nos últimos dias, Pequim reiterou a preocupação com a deterioração da situação e instou as partes a evitar uma maior escalada.

A porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês, Mao Ning, afirmou esta semana que a China "se opõe firmemente a qualquer ação que viole a soberania, a segurança e a integridade territorial de outros países" e pediu às partes envolvidas que "evitem agravar as tensões e o conflito".

A China, principal parceiro comercial de Teerão e seu maior comprador de petróleo, já condenou no domingo passado a morte de Khamenei por "violar a soberania" do Irão.

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Momento-Chave
Lusa /

Explosão junto à embaixada dos Estados Unidos em Oslo

Uma forte explosão ocorreu hoje perto da embaixada dos Estados Unidos em Oslo, sem que nenhuma vítima fosse registada no imediato, anunciou a polícia norueguesa.

A explosão ocorreu por volta da 01:00 (00:00 em Lisboa), precisou a polícia, acrescentando que, até o momento, não há informações sobre a causa da explosão.

De acordo com o comandante das operações policiais Michael Delmer, entrevistado pela emissora pública NRK, a explosão atingiu a entrada da secção consular da embaixada.

"Os danos são mínimos", afirmou Delmer. "Não faremos comentários sobre a natureza dos danos, sobre o que explodiu e outros detalhes semelhantes, além do facto de ter ocorrido uma explosão", acrescentou, justificando que "a investigação ainda está no início".

Um dispositivo policial foi destacado para a área em torno da embaixada.

Um morador do bairro, de 16 anos, identificado apenas pelo primeiro nome, Edvard, disse ao canal TV2 que estava a ver televisão quando ouviu a explosão.

"A minha mãe e eu pensámos inicialmente que tinha vindo da nossa casa, por isso olhámos à nossa volta, mas depois vimos as luzes a piscar do lado de fora da janela e uma multidão de polícias", indicou.

"Havia cães policiais, drones, polícias equipados com armas automáticas e helicópteros no ar", acrescentou.

As embaixadas norte-americanas foram colocadas em estado de alerta máximo no Médio Oriente devido aos ataques dos Estados Unidos no Irão, e várias delas foram alvo de ataques, com Teerão a retaliar contra alvos industriais e diplomáticos.

Mas a polícia não deu qualquer indicação de que a explosão perto da embaixada em Oslo estivesse relacionado com esta guerra.

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Momento-Chave
Lusa /

Pelo menos quatro mortos em ataque de Israel contra hotel em Beirute

Um ataque israelita contra um hotel no centro de Beirute provocou hoje pelo menos quatro mortos e 10 feridos, informou o Ministério da Saúde libanês.

De acordo com o relato de um fotógrafo da agência de notícias francesa France-Presse (AFP), que se deslocou até junto do hotel localizado à beira-mar, é possível ver um quarto com as janelas partidas, tendo as forças de segurança isolado a área.

No sábado, o exército israelita anunciou que iria lançar uma nova "vaga de ataques" contra Beirute, indicando que o alvo eram os arredores sul da capital, um bastião do movimento pró-Irão Hezbollah.

Também no sábado, as autoridades libanesas revelaram que mais de 450 mil pessoas foram deslocadas pelos ataques israelitas no Líbano, numa altura em que o país está sob intensos bombardeamentos desde segunda-feira, em retaliação a ataques do Hezbollah.

"O número total de pessoas deslocadas registadas atingiu 454.000", das quais mais de 110.000 estão alojadas em centros de acolhimento, declarou a ministra dos Assuntos Sociais, Haneen Sayed, durante uma conferência de imprensa.

Já o Ministério da Saúde do Líbano revelou que quase 300 pessoas perderam a vida no país, desde que foi arrastado para a guerra em curso no Médio Oriente, durante a última semana.

"O balanço da agressão israelita, desde a madrugada de segunda-feira, ascendeu a 294 mártires e 1.023 feridos", segundo um comunicado do Ministério da Saúde citado no sábado pela AFP.

Os Estados Unidos e Israel lançaram em 28 de fevereiro um ataque militar contra o Irão, tendo abatido durante a ofensiva o `ayatollah` Ali Khamenei, líder supremo do país desde 1989. O Conselho de Liderança Iraniano assume atualmente a direção o país.

O Irão lançou ataques de retaliação contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque. Incidentes com projéteis iranianos também foram registados em Chipre e na Turquia.

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