Flotilha. Famílias dos portugueses detidos por Israel desconhecem o seu paradeiro

Flotilha. Famílias dos portugueses detidos por Israel desconhecem o seu paradeiro

As famílias dos médicos detidos também desconhecem as condições de saúde ou de segurança em que estes se encontram.

Joana Raposo Santos - RTP /
Foto: Amir Cohen - Reuters

A companheira de Gonçalo Reis Dias, um dos dois médicos portugueses detidos por Israel quando se encontravam em missão humanitária na "Sumud Global Flotilla", disse à RTP Notícias desconhecer as condições de saúde e de segurança em que se encontram os clínicos.

“Até agora ainda não temos grandes notícias. Soubemos ontem que iriam chegar na noite de ontem” a um porto israelita, adiantou Sofia Miranda. 
 “Por enquanto parece que ainda não chegaram e desconhecemos as razões”, acrescentou, dizendo que “a previsão é que cheguem esta manhã”.

A última vez que Sofia Miranda falou com Gonçalo e Beatriz Bartilotti foi na manhã de segunda-feira, antes de os dois serem detidos por Israel.

A companheira de Gonçalo afirmou ainda que as informações que as famílias têm recebido são a partir da organização da flotilha, que está por sua vez em contacto com o gabinete de emergência consular.

“Havia a possibilidade, ainda não confirmada, de a embaixada os poder receber no Porto”, disse na entrevista à RTP Notícias esta manhã.

As famílias dos médicos pediram reuniões com ao presidente da República e ao ministro dos Negócios Estrangeiros, mas apenas obteve resposta por parte da Presidência. Do MNE “até agora não tivemos resposta”, avançou Sofia.

O encontro com António José Seguro está marcado para esta quarta-feira às 15h00 no Palácio de Belém.Rangel fala em violação da ordem internacional
Na segunda-feira, a Ordem dos Médicos disse ter sido informada da detenção de dois médicos lusos, Beatriz Bartilotti e Gonçalo Dias, quando seguiam a bordo do navio 'Tenaz' e a embarcação foi intercetada por Israel em águas internacionais.

O ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, disse então que os clínicos foram detidos em "violação da ordem internacional".

"Uma vez que esta ação de Israel, tal como a anterior de há umas semanas, foi feita em águas internacionais e, portanto, em violação do direito internacional, e dado que nós queremos garantir um tratamento de respeito absoluto pela integridade e pelos direitos fundamentais dos cidadãos em causa, convocámos hoje mesmo para o ministério o embaixador de Israel para fazermos o nosso protesto e para exigirmos esse tratamento e a reposição da legalidade internacional assim que possível", afirmou.

No mês passado, as forças israelitas intercetaram 22 barcos da mesma flotilha perto de Creta.
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