Forças governamentais atacaram houthis na costa ocidental do Iémen

Forças governamentais atacaram houthis na costa ocidental do Iémen

As forças governamentais do Iémen, apoiadas pela Arábia Saudita, informaram este sábado que atacaram combatentes houthis na costa ocidental do país, um dia depois de o movimento pró-Irão ter assumido o controlo da região.

Cristina Sambado - RTP / Adicionar como fonte informativa
Forças Armadas do Iémen - Handout via Ruters

"As forças armadas destruíram hoje veículos e armas, e eliminaram membros da milícia terrorista houthi apoiada pelo regime iraniano, perto do porto de Mokha", noticiou a agência noticiosa oficial Saba.

As forças atacaram também os arredores da cidade, situada no Mar Vermelho, e a estrada que conduz a Dhubab, mais a sul, acrescentou a agência, citando o porta-voz das forças armadas, Majid al-Nazili.Os houthis, que até então controlavam grande parte do norte do país — incluindo a capital, Sanaa, e Hodeida (oeste) —, avançaram em direção ao sul em poucos dias, tomando Mokha na quinta-feira.

Em seguida, assumiram o controlo da costa e de ilhas no Mar Vermelho, consolidando o seu domínio sobre o estratégico estreito de Bab el-Mandeb.

As forças governamentais tinham anunciado ataques na sexta-feira à noite, pedindo aos civis que evitassem certas estradas.


A emissora houthi Al-Masirah tinha noticiado ataques sauditas ao aeroporto de Mokha.

Após anos de relativa calma, o Iémen voltou a mergulhar na guerra em julho, sendo arrastado para o conflito regional desencadeado no final de fevereiro pela ofensiva americano-israelita contra o Irão.

Logo de seguida, os houthis anunciaram um bloqueio marítimo contra a Arábia Saudita, visando navios-tanque.

Os confrontos no Iémen desde a semana passada fizeram centenas de mortos de ambos os lados — sobretudo combatentes, mas também alguns civis — e obrigaram cerca de 46 mil pessoas a abandonar as suas casas, segundo a Organização Internacional para as Migrações.Arábia Saudita fecha oleoduto
A Arábia Saudita fechou o seu oleoduto Leste-Oeste depois de a vital via de transporte de petróleo ter sofrido um ataque aéreo no meio da crescente guerra no Médio Oriente, ameaçando elevar ainda mais os preços da energia.

O maior exportador de crude do mundo fechou temporariamente o oleoduto após um ataque com drones que, segundo Bagdade e Riade, teve origem no Iraque, onde operam milícias apoiadas pelo Irão.
O Iraque demitiu no sábado um comandante militar em resposta ao ataque.

O oleoduto Leste-Oeste foi atingido na quinta-feira de manhã nas regiões de Riade e Medina, na Arábia Saudita, informou o Ministério saudita da Energia.

O oleoduto de 1.200 quilómetros , que atravessa a Península Arábica, ajudava a Arábia Saudita a contornar o estrangulamento de navegação no Estreito de Ormuz, onde o tráfego de petroleiros diminuiu drasticamente devido à guerra de seis meses entre os EUA e o Irão.

O Ministério da Energia da Arábia Saudita informou que fechou o oleoduto por precaução. A linha transportava entre quatro milhões e cinco milhões de barris por dia nos últimos meses, o que equivale a 4% a 5% da oferta global, segundo empresas de rastreamento de navios e analistas.

Imagens de satélite mostraram fumo negro a subir de uma área do oleoduto a sul de Medina.
O ataque causou alguns ferimentos e danos que estavam a ser avaliados, disse o Ministério dos Negócios Estrangeiros da Arábia Saudita, sem detalhar o impacto nas exportações.

A Arábia Saudita optou por não retaliar até ao momento, atendendo a um pedido do primeiro-ministro iraquiano, informou o Ministério saudita dos Negócios Estrangeiros em comunicado, acrescentando, no entanto, que o reino se reserva o direito de "tomar todas as medidas necessárias" para proteger os seus interesses. O governo do Iraque condenou os ataques.

O fornecimento de crude saudita caiu para os níveis mais baixos em mais de três décadas, informou a Agência Internacional de Energia na sexta-feira, em parte devido aos ataques a navios que transitavam por Bab el-Mandeb, levados a cabo por grupos ligados aos houthis.

c/agências
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