Guarda Revolucionária anuncia ataques contra navios no Kuwait e Bahrein

Guarda Revolucionária anuncia ataques contra navios no Kuwait e Bahrein

A Guarda Revolucionária iraniana alertou na terça-feira à noite que ia atacar navios-tanque no Kuwait e no Bahrein, instando as tripulações a "abandonarem os seus navios imediatamente", segundo a agência de notícias oficial IRNA.

Lusa / Adicionar como fonte informativa
Foto: EPA

"Perante os crimes cometidos pelo exército terrorista norte-americano, que atacou vários petroleiros pertencentes à República Islâmica do Irão, alertamos todos os petroleiros que se encontram atualmente em portos do Kuwait e do Bahrein (que albergam estes terroristas e são cúmplices das suas ações ilícitas), quer estejam ancorados ou atracados, para que abandonem as suas embarcações, pois serão alvo de ataques", destacou o exército ideológico do Irão, segundo a IRNA.

Também na terça-feira à noite as forças armadas norte-americanas anunciaram a destruição de cinco petroleiros na região do Golfo, em retaliação pelos ataques levados a cabo pela Guarda Revolucionária do Irão contra uma embarcação militar norte-americana nos últimos dois dias.

O Comando Central dos EUA (Centcom) informou que ordenou às tripulações que abandonassem as suas embarcações antes de serem atingidas.

A mesma fonte registou ainda que nenhum militar norte-americano ficou ferido nos ataques iranianos contra o navio da Marinha dos EUA.

Antes, a agência iraniana Tasnim, ligada à Guarda Revolucionária, informou que um dos navios-tanque tinha sido atacado ao largo da ilha de Kharg, sem deixar feridos.

Paralelamente, a emissora estatal IRIB noticiou um ataque a outra embarcação no porto de Jask, localizado mais a sul do estreito de Ormuz, sendo que deste incidente também não resultaram vítimas.

À medida que as tensões aumentam em pleno sexto mês do conflito, os Estados Unidos intensificaram na terça-feira a pressão sobre o Irão, impondo sanções a 36 entidades e indivíduos ligados ao setor da aviação.

Estas sanções têm como alvo 27 companhias aéreas que ainda operam no Irão, entidades que prestam apoio à Mahan Air, a principal companhia aérea privada do país, e canais financeiros e de fornecimento que servem o setor.

O estratégico estreito de Ormuz, por onde passava um quinto dos hidrocarbonetos mundiais antes do conflito, foi bloqueado por Teerão desde o início da guerra, em 28 de fevereiro, na sequência dos ataques de Israel e dos EUA contra o Irão.

Em resposta, os Estados Unidos impuseram um bloqueio aos portos iranianos.

O Irão insiste que não haverá regresso ao regime de livre navegação existente antes da guerra e pretende cobrar taxas de serviço às embarcações que utilizam o estreito, uma medida firmemente rejeitada por Washington e por vários países da região.

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