Mundo
Guerra no Médio Oriente
Israel ameaça usar "grande força" contra o Irão caso este bloqueie o acordo com o Líbano
O ministro da Defesa de Israel anunciou que as tropas israelitas receberam instruções para uma "permanência prolongado" no Líbano.
O ministro israelita da Defesa ameaçou, este sábado, responder com "grande força" caso o Irão ataque Israel para impedir a implementação do acordo-quadro assinado com o Líbano, que visa uma "paz duradoura" entre os dois países vizinhos.
Israel Katz considera que este acordo, assinado na sexta-feira, representou "um golpe estratégico para o eixo iraniano" na região e avisou que se "o Irão tentar atacar Israel para impedir" a sua implementação, "agiremos contra ele com grande força".
O ministro da Defesa de Israel afirmou ainda que as tropas israelitas receberam instruções para se prepararem para uma "permanência prolongada" na chamada zona de segurança que o exército israelita ocupa no sul do Líbano.
“O primeiro-ministro e eu instruímos as Forças Armadas israelitas a se prepararem para uma permanência prolongada na zona de segurança”, disse Katz, acrescentando que "não haverá redistribuição de tropas israelitas no sul do Líbano, nem retirada, enquanto a organização terrorista Hezbollah não for desarmada em todo o Líbano", descrevendo isso como "o princípio importante estabelecido no acordo".
O Líbano, por sua vez, exige a retirada incondicional das tropas israelitas do país e o líder do Hezbollah, Naim Qassem, classificou o acordo no sábado como um "grave erro", rejeitando-o como nulo e sem efeito.
Ataques continuam
Washington anunciou, na sexta-feira, um acordo-quadro entre o Líbano e Israel com o objetivo de alcançar "uma paz duradoura" entre os dois países do Médio Oriente, adversários de longa data. No entanto, os ataques continuam.
Os meios de comunicação social estatais libaneses noticiaram ataques aéreos israelitas este sábado na região de Nabatieh, no sul do Líbano. Segundo a Agência Nacional de Notícias do Líbano (NNA, a agência de notícias oficial), aviões de guerra israelitas realizaram um ataque aéreo por volta das 18h30 locais (15h30 GMT), na aldeia de Nabatieh al-Fawqa, a sul da cidade de Nabatieh.
c/agências
Israel Katz considera que este acordo, assinado na sexta-feira, representou "um golpe estratégico para o eixo iraniano" na região e avisou que se "o Irão tentar atacar Israel para impedir" a sua implementação, "agiremos contra ele com grande força".
🚨Breaking - Following the signing of the Israel-Lebanon framework agreement, Israeli Defense Minister Israel Katz warns Iran:
— גיא עזריאל Guy Azriel (@GuyAz) June 27, 2026
“If Iran attempts to attack Israel in order to prevent the implementation of the agreement, we will respond with overwhelming force and demonstrate the… pic.twitter.com/LL2Gw1jtd0
O ministro da Defesa de Israel afirmou ainda que as tropas israelitas receberam instruções para se prepararem para uma "permanência prolongada" na chamada zona de segurança que o exército israelita ocupa no sul do Líbano.
“O primeiro-ministro e eu instruímos as Forças Armadas israelitas a se prepararem para uma permanência prolongada na zona de segurança”, disse Katz, acrescentando que "não haverá redistribuição de tropas israelitas no sul do Líbano, nem retirada, enquanto a organização terrorista Hezbollah não for desarmada em todo o Líbano", descrevendo isso como "o princípio importante estabelecido no acordo".
O Líbano, por sua vez, exige a retirada incondicional das tropas israelitas do país e o líder do Hezbollah, Naim Qassem, classificou o acordo no sábado como um "grave erro", rejeitando-o como nulo e sem efeito.
Ataques continuam
Washington anunciou, na sexta-feira, um acordo-quadro entre o Líbano e Israel com o objetivo de alcançar "uma paz duradoura" entre os dois países do Médio Oriente, adversários de longa data. No entanto, os ataques continuam.
Os meios de comunicação social estatais libaneses noticiaram ataques aéreos israelitas este sábado na região de Nabatieh, no sul do Líbano. Segundo a Agência Nacional de Notícias do Líbano (NNA, a agência de notícias oficial), aviões de guerra israelitas realizaram um ataque aéreo por volta das 18h30 locais (15h30 GMT), na aldeia de Nabatieh al-Fawqa, a sul da cidade de Nabatieh.
A praça central da vila, bem como o bairro de Al-Manzala, já tinham sido atingidos no sábado por quatro ataques de drones israelitas, segundo a mesma fonte.
O Líbano foi arrastado para a guerra entre a 2 de março, depois de o Hezbollah ter disparado rockets contra Israel em apoio do Irão, que era alvo de uma ofensiva israelo-americana.
Israel retaliou com intensos ataques aéreos e uma invasão terrestre do sul do Líbano, onde as suas tropas ocupam grandes extensões de território e levam a cabo uma destruição generalizada de casas e outros edifícios.
Um cessar-fogo acordado a 17 de abril não pôs fim aos combates entre Israel e o Hezbollah, mas a violência diminuiu desde o memorando de entendimento entre Teerão e Washington.
Israel retaliou com intensos ataques aéreos e uma invasão terrestre do sul do Líbano, onde as suas tropas ocupam grandes extensões de território e levam a cabo uma destruição generalizada de casas e outros edifícios.
Um cessar-fogo acordado a 17 de abril não pôs fim aos combates entre Israel e o Hezbollah, mas a violência diminuiu desde o memorando de entendimento entre Teerão e Washington.
c/agências