Kuwait acusa Teerão de atacar centrais elétricas e de dessalinização
O Kuwait acusou hoje o Irão de atacar centrais elétricas e instalações de dessalinização de água, provocando incêndios, e referiu que este tipo de ofensiva a infraestruturas no país já se repete há vários dias.
"Devido à contínua e hedionda agressão perpetrada pelo Irão contra o Estado do Kuwait, várias centrais elétricas e estações de dessalinização de água foram visadas pelo quarto dia consecutivo, provocando incêndios em várias instalações", afirmou o Ministério da Eletricidade, Água e Energias Renováveis em comunicado divulgado nas redes sociais.
Com o reatamento das hostilidades entre Washington e Teerão, em 07 de julho, os bombardeamentos atingiram uma intensidade sem precedentes, quebrando o cessar-fogo acordado em abril entre as duas partes, bem como o memorando de entendimento assinado a 17 de junho.
O Kuwait e o Bahrein, que acolhem instalações militares norte-americanas, têm sido os principais alvos destes ataques.
O Bahrein acusou o Irão de visar civis, enquanto o Kuwait denunciou ataques iranianos contra infraestruturas de abastecimento de água e eletricidade, bem como contra instalações petrolíferas.
A Guarda Revolucionária do Irão confirmou, através da agência de notícias oficial IRNA, ter atacado instalações militares norte-americanas no Bahrein e no Kuwait.
O exército ideológico iraniano disse que foram visados sistemas de defesa antimíssil, radares e sistemas de receção de satélite no Kuwait e "três importantes bases norte-americanas" neste país.
"O inimigo deve preparar-se para ondas ainda mais decisivas e poderosas de ataques com drones e mísseis", avisou.
A operação foi justificada com a necessidade de "castigar os militares norte-americanos que matam crianças por perturbarem a segurança do estreito de Ormuz e violam partes" do Irão, tendo a Guarda Revolucionária referido que o objetivo foi criar uma "noite negra" nos sistemas de radar e de defesa dos EUA na região.
A segurança regional "foi perturbada devido às atrocidades cometidas pelas forças terroristas dos EUA, e as forças armadas da República Islâmica estão a tentar restaurar a segurança e a tranquilidade na região na luta contra os Estados Unidos", declarou.