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"Não vamos ser cúmplices". Sánchez recusa "jogar à roleta russa com o destino de milhões de pessoas"

"Não vamos ser cúmplices". Sánchez recusa "jogar à roleta russa com o destino de milhões de pessoas"

Espanha garante que vai colaborar "com fontes diplomáticas e materiais com países na região que estejam a trabalhar para a paz".

Joana Raposo Santos - RTP /
Foto: Yves Herman - Reuters

O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, vincou esta manhã que Espanha é contra o "desastre" da guerra em curso no Médio Oriente e assegurou que apenas iria colaborar com países que estejam a caminhar no sentido da paz.

"É assim que começam os grandes desastres da humanidade. Não se pode jogar à roleta russa com o destino de milhões de pessoas", disse Sánchez num discurso à nação, um dia depois de Donald Trump ter anunciado o corte de relações comerciais com Madrid.

O presidente dos Estados Unidos tomou essa decisão depois de Espanha ter anunciado que não permitiria aos norte-americanos o uso das suas bases aéreas e navais no âmbito da guerra contra o Irão.

No discurso desta manhã, Pedro Sánchez insistiu que a posição de Espanha é "não à guerra" e lembrou que a guerra no Iraque levou a um mundo mais inseguro.
Ana Romeu - correspondente da RTP em Madrid

"Não vamos ser cúmplices de algo que é mau para o mundo e contrário aos nossos valores e interesses simplesmente para evitar represálias de alguém", declarou o líder espanhol.

"Em Espanha somos contra o desastre", sublinhou. "A guerra contra o Irão não vai originar uma ordem internacional mais justa, salários mais elevados, melhores serviços públicos ou ambiente mais saudável".

O primeiro-ministro espanhol assegurou que o país vai "colaborar com fontes diplomáticas e materiais com países na região que estejam a trabalhar para a paz".

c/ agências
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