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Volatilidade dos preços da eletricidade na Europa deve aumentar diz Fitch

Volatilidade dos preços da eletricidade na Europa deve aumentar diz Fitch

Os preços da eletricidade na Europa podem ser mais voláteis do que o normal no curto e médio prazo devido à instabilidade geopolítica e às decisões que afetam as empresas, tanto enquanto produtoras como consumidoras, disse hoje a Fitch.

Lusa /
Manon Cruz - Reuters

"O conflito em curso no Médio Oriente provocou um aumento no preço do TTF (Title Transfer Facility) para cerca de 50 euros/MWh, um aumento de cerca de 50% em relação à média de janeiro-fevereiro, uma vez que fluxos significativos de GNL (Gás Natural Liquefeito) do Qatar (que representa cerca de 20% do fornecimento global) não conseguem transitar pelo Estreito de Ormuz", lê-se numa análise da Fitch divulgada hoje.

A agência de notação financeira alertou que isto afeta os preços da eletricidade em toda a Europa, já que as centrais a gás geralmente definem o preço da eletricidade em vários países devido ao sistema de preços marginais.

A Fitch acredita que o conflito "durará menos de um mês, mas um conflito prolongado demonstraria a vulnerabilidade da Europa em termos de acessibilidade energética", ainda que o abastecimento deva "permanecer seguro", uma vez que os contratos de fornecimento de gás a longo prazo da região se referem principalmente ao GNL e aos gasodutos dos EUA, e a temporada de aquecimento de inverno está a chegar ao fim.

Mesmo assim, a agência assumiu que "um conflito mais longo teria um impacto significativo nos preços do gás e, consequentemente, da eletricidade, dada a necessidade de reabastecer o `stock` de gás num mercado restrito".

Na avaliação do perfil de crédito das empresas de serviços públicos europeias, a Fitch estará atenta à "disposição das empresas em adaptar as estruturas de capital a quaisquer dinâmicas de mercado ou regulamentações que possam afetar estruturalmente o preço da eletricidade".

Os Estados Unidos e Israel lançaram em 28 de fevereiro um ataque militar contra o Irão, tendo matado durante a ofensiva o `ayatollah` Ali Khamenei, líder supremo do país desde 1989.

O Conselho de Liderança Iraniano assume atualmente a direção do país.

O Irão encerrou o estreito de Ormuz e lançou ataques de retaliação contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã, Iraque, Chipre e Turquia.

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