58 migrantes do Aquarius vão desembarcar em Malta e "distribuídos de imediato"

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O Governo de Malta anunciou hoje que autoriza o desembarque no seu território dos 58 migrantes socorridos no Mediterrâneo pelo navio humanitário Aquarius, que serão "imediatamente distribuídos" por outros países, incluindo Portugal.

"Os 58 migrantes a bordo do Aquarius serão transbordados para um navio maltês em águas internacionais e conduzidos para Malta", escreveu o primeiro-ministro maltês, Joseph Muscat, na sua conta Twitter.

O anúncio das autoridades de La Valetta segue-se à decisão prévia do Governo português, que anunciou um acordo com a França e Espanha para acolher 10 dos 58 migrantes.

Um porta-voz do Governo maltês declarou que os migrantes desembarcados em Malta serão "imediatamente transferidos para outros quatro países europeus", sem especificar.

Acrescentou ainda que esta operação decorrerá "logo que seja possível do ponto de vista logístico".

"O Governo maltês participa neste esforço numa base puramente humanitária", sublinhou o porta-voz.

Segundo o Governo de Malta, e após os migrantes serem transferidos para um navio maltês, o Aquarius prosseguirá a sua rota em direção a Marselha (sul da França) "para regularizar a sua situação pelo facto de o seu pavilhão ter sido retirado".

De acordo com duas ONG envolvidas neste cenário de crise -- SOS Mediterrâneo e Médicos sem fronteiras (MSF) --, o Panamá retirou o seu pavilhão ao Aquarius após pressões das autoridades italianas.

Na manhã de hoje, o Governo francês tinha sugerido que o Aquarius desembarcasse os 58 migrantes em Malta e não em Marselha, o primeiro porto ao qual foi pedida autorização, informou fonte do Eliseu citada pela agência noticiosa France-Presse.

O navio, fretado pela SOS Mediterrâneo, percorre o mar para recolher migrantes que tentam a travessia clandestina em direção à Europa.

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