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Ações de protesto continuam em França. Primeiro-ministro pede recolher obrigatório parcial em algumas regiões
A contestação em França continua esta segunda-feira. Em Paris, o acesso ao Louvre foi bloqueado por movimentos estudantis. Já em Marselha estão proibidos os ajuntamentos parte do dia.
(em atualização)
O domingo ficou marcado por protestos violentos, pela destruição e pelas pilhagens. A capital francesa foi um dos principais alvos, com várias lojas vandalizadas. E em Limoges, o edifício histórico da câmara foi incendiado.
O primeiro-ministro francês, Sébastien Lecornu, disse esta segunda-feira que pediu a alguns municípios que imponham recolher obrigatório parcial após protestos violentos em todo o país durante o fim-de-semana.
Estes recolheres obrigatórios serão parciais e localizados, visando sobretudo proteger os estabelecimentos comerciais, depois de um fim de semana marcado por cenas de caos em várias cidades francesas.
O mapa com as zonas afetadas pelos recolheres obrigatórios deverá estar disponível ainda hoje, após reuniões com os autarcas envolvidos, afirmou o primeiro-ministro após uma reunião interministerial de crise. O estado de emergência será declarado, se necessário, mas os recolheres obrigatórios parecem mais apropriados, acrescentou.
O mapa com as zonas afetadas pelos recolheres obrigatórios deverá estar disponível ainda hoje, após reuniões com os autarcas envolvidos, afirmou o primeiro-ministro após uma reunião interministerial de crise. O estado de emergência será declarado, se necessário, mas os recolheres obrigatórios parecem mais apropriados, acrescentou.
Sébastien Lecornua nunciou também o reforço policial em algumas regiões, para evitar ajuntamentos e pilhagens por grupos organizados.
"Há claramente um impulso enorme para que ocorra um 'Ato II'", explicou à AFP o responsável Benjamin Ball, que sublinhou que a ideia é "manter o ímpeto" até outra grande manifestação planeada para 5 de novembro.
Esta manhã, centenas de manifestantes bloquearam as entradas do Museu do Louvre, em Paris, em apoio a um movimento nacional de protesto de estudantes do ensino médio e para denunciar a "repressão policial".
O museu não abriu na hora prevista devido a um protesto liderado por estudantes da École du Louvre, informou a administração do museu. Um folheto afixado na entrada do museu dizia: “Temos orgulho de anunciar que estamos a bloquear o maior museu do mundo”.
Entretanto, em Marselha, passou a ser proibida qualquer "reunião ou manifestação" até às 20h00. A medida foi anunciada pelas autoridades desta cidade do sul de França, após episódios de violência e assaltos ocorridos à margem das manifestações de sábado.
🚨 MARSEILLE | ARRÊTÉ PRÉFECTORAL
— Préfète de police déléguée des Bouches-du-Rhône (@prefpolice13) October 19, 2026
Interdiction de tout rassemblement et manifestation sur l’ensemble de la commune de 12h à 20h ce jour, lundi 19 octobre 2026. https://t.co/9R6KdsGTvs
“Esta medida excecional estará em vigor de domingo, 18 de outubro, a domingo, 25 de outubro de 2026, inclusive, todas as noites, das 21h00 às 6h00”, anunciou a prefeita de num comunicado publicado no domingo no Facebook.
Esta ordem municipal “permite que a polícia se concentre nos manifestantes violentos, em vez de a enviar para verificar pessoas que estão lá apenas para ver o que está a acontecer”.
Entretanto, o procurador de Paris afirmou que pelo menos 145 pessoas permaneciam sob custódia após "diversos atos de vandalismo, saques e ataques contra as forças de segurança", conforme noticiado pelo Le Figaro.