Mundo
Atirador de Christchurch declara-se inocente
Acusado de assassinar 51 pessoas nos ataques a duas mesquitas na Nova Zelândia, em março, Brenton Tarrant declarou-se agora inocente. Indiciado também por 40 tentativas de homicídio e terrorismo, o extremista tem julgamento marcado para maio de 2020.
Numa transmissão audiovisual desde a prisão onde Tarrant se encontra, o advogado de defesa, Shane Tait, comunicou que o seu cliente se declara "não culpado de todas as acusações".
O vídeo, transmitido em direto para o tribunal, provocou grande choque nos familiares das vítimas, que estavam presentes.
Brenton Tarrant, de 29 anos, foi detido no dia 15 de março pelo envolvimento no tiroteio na mesquita de Al Noor e no Centro Islâmico de Linwood, na cidade de Christchurch.
O autoproclamado "supremacista branco" e militante de extrema-direita escreveu um manifesto, em que explicava as intenções por trás do ataque.
Desde então, Brenton Tarrant encontra-se em regime solitário na prisão de Auckland em Paremoremo, considerada a pior do país, e já compareceu em tribunal por três vezes. Foi sujeito a uma avaliação psiquiátrica solicitada pelo juiz, para determinar se estaria em condições para ser julgado.
O julgamento foi marcado para o dia 4 de maio de 2020. Estima-se que se prolongue, no mínimo, por seis semanas.
Brenton Tarrant, de 29 anos, foi detido no dia 15 de março pelo envolvimento no tiroteio na mesquita de Al Noor e no Centro Islâmico de Linwood, na cidade de Christchurch.
Tarrant terá entrado primeiramente na mesquita, assassinando 42 pessoas durante a hora de oração.
O ataque foi transmitido em direto no Facebook, através de uma câmara colocada na sua cabeça. Seguidamente, conduziu durante cerca de cinco quilómetros até Linwood, onde matou mais sete pessoas. No total, o atirador assassinou 51 pessoas e feriu outras 50.
O autoproclamado "supremacista branco" e militante de extrema-direita escreveu um manifesto, em que explicava as intenções por trás do ataque.
Desde então, Brenton Tarrant encontra-se em regime solitário na prisão de Auckland em Paremoremo, considerada a pior do país, e já compareceu em tribunal por três vezes. Foi sujeito a uma avaliação psiquiátrica solicitada pelo juiz, para determinar se estaria em condições para ser julgado.
O julgamento foi marcado para o dia 4 de maio de 2020. Estima-se que se prolongue, no mínimo, por seis semanas.
"Um dos dias mais negros da Nova Zelândia"
Esta é a primeira vez, na Nova Zelândia, que alguém é acusado de terrorismo, ao abrigo da legislação introduzida em 2002, na sequência dos ataques do 11 de Setembro de 2001 nos Estados Unidos.
O massacre de 15 de março levou o Governo neozelandês a introduzir reformas para banir as armas semiautomáticas de tipo militar e espingardas de assalto.
Na altura, a primeira-ministra, Jacinda Ardern, condenou o ataque, descrevendo-o como "um dos dias mais negros da Nova Zelândia".
Esta é a primeira vez, na Nova Zelândia, que alguém é acusado de terrorismo, ao abrigo da legislação introduzida em 2002, na sequência dos ataques do 11 de Setembro de 2001 nos Estados Unidos.
O massacre de 15 de março levou o Governo neozelandês a introduzir reformas para banir as armas semiautomáticas de tipo militar e espingardas de assalto.
Na altura, a primeira-ministra, Jacinda Ardern, condenou o ataque, descrevendo-o como "um dos dias mais negros da Nova Zelândia".