Bastonário diz que MNE está a garantir segurança de médicos detidos por Israel

Bastonário diz que MNE está a garantir segurança de médicos detidos por Israel

Carlos Cortes, bastonário da Ordem dos Médicos, afirmou em conferência de imprensa, esta terça-feira, que tentou, sem conseguir, entrar em contacto com os dois clínicos portugueses detidos segunda-feira por Israel.

RTP /
Flotilha Global Smud intercetada por tropas israelitas ao largo de Chipre Global Sumud Flotilla

"Não vou entrar em pormenores, mas sei que está a existir uma intervenção do Estado português no sentido de, muito rapidamente, garantir dois aspetos: a integridade, segurança e a dignidade destes dois médicos e serem repatriados", esclareceu ainda o bastonário.

O ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, chamou o embaixador israelita em Lisboa para protestar contra a detenção dos dois médicos ativistas pró-palestinianos, "em violação do direito internacional".

O serviços consulares portugueses contactaram de imediato o governo israelita e estão a acompanhar a situação dos portugueses, "exigindo o respeito de todos os seus direitos fundamentais", acrescentou o ministro dos Negócios Estrangeiros.

Mal teve conhecimento do sucedido, o bastonário da Ordem dos Médicos condenou a ação de israel e sublinhou que estava acompanhar o caso, em articulação com o Ministério dos Negócios Estrangeiros e com o Ministério da Saúde. 

As autoridades portuguesas exigem o repatriamento mais célere possível dos dois médicos e o respeito pela "garantia plena da integridade física e psicológica dos dois portugueses".Beatriz Bartilotti e Gonçalo Dias integravam a Flotilha Global Smud, oriunda da Turquia, seguindo a bordo do navio 'Tenaz'. Este foi um dos mais de 50 barcos intercetados ao largo da ilha de Chipre por forças israelitas. 

A organização relatou que a frota foi abordada no que classificou como "mais uma agressão ilegal em alto-mar", a cerca de 460 km de Gaza, que está sob bloqueio marítimo israelita.

A transmissão em direto da flotilha mostrou comandos a embarcar em vários barcos. 

No mês passado, as forças israelitas interceptaram 22 barcos da mesma flotilha perto de Creta. Nesse incidente, foram detidos 181 activistas a bordo, dos quais todos, excepto dois, foram libertados na ilha grega no dia seguinte.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros de Israel acusa o movimento islamita Hamas, que considera terrorista, de envolvimento direto na Global Sumud e financiamento das flotilhas, com base em documentos alegadamente encontrados em Gaza durante a invasão do enclave palestiniano. 

A Global Smud nega, alegando que o seu financiamento provém de donativos de privados.
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