Israel vai expandir operações no Líbano após ataque do Hezbollah
Katz disse ainda ao presidente libanês que, se o Governo desse país não conseguir impedir o Hezbollah de atacar Israel, Telavive "fará isso sozinho".
Nove combatentes pró-iranianos mortos em ataques aéreos no Iraque
"A base foi destruída e as equipas de resgate que chegaram ao local também foram alvejadas", disse um deles, acrescentando que o número de vítimas pode aumentar.
Teerão adverte EUA para não mostrarem "agressividade" contra ilhas iranianas
Várias ilhas iranianas, incluindo Kharg, são terminais críticos de exportação de energia. Outras abrigam bases militares iranianas.
Irão diz ter atingido navio com bandeira das Ilhas Marshall no Golfo
Segundo Teerão, o navio Safesa é "propriedade do Exército terrorista americano" e "foi atingido" no norte do Golfo após "ignorar os avisos e alertas".
Oito mortos em ataque israelita a Beirute
O ataque na capital libanesa atingiu a zona de Ramlet al-Bayda e causou ainda 31 feridos, de acordo com o último balanço oficial.
"De repente, ouvimos o estrondo de uma explosão", disse à agência France-Presse uma mulher que dormia numa tenda com a família, incluindo um bebé.
"Escolhemos este local porque nunca imaginámos que Israel atacaria" no coração de Beirute, disse outro deslocado.
Diretor da AIE diz que decisão de libertar petróleo teve "forte impacto" nos mercados
A AIE, composta pelas principais nações consumidoras de petróleo, decidiu na quarta-feira libertar 400 milhões de barris das reservas estratégicas globais para amenizar um dos piores choques petrolíferos desde a década de 1970.
Bolsas europeias de novo a vermelho e petróleo a subir
As principais bolsas europeias abriram de novo em baixa, seguindo a tendência do encerramento da véspera, arrastadas pela subida do preço do petróleo, cujo barril voltou a superar 100 dólares na passada madrugada.
Cerca das 08:40 em Lisboa, o EuroStoxx 600 estava a baixar 0,48% para 599,61 pontos.
As bolsas de Londres, Paris e Frankfurt recuavam 0,54%, 0,58% e 0,40%, respetivamente, enquanto as de Madrid e Milão se desvalorizavam 0,72% e 0,22%.
No mesmo sentido, a bolsa de Lisboa mantinha a tendência da abertura, com o principal índice, o PSI, a ceder 0,59% para 9.022,51 pontos.
O euro recuava para 1,1554 dólares no mercado de câmbios de Frankfurt, contra 1,1567 dólares na quarta-feira e 1,1980 dólares em 27 de janeiro, um novo máximo desde junho de 2021.
Numa sessão em que tanto a agenda macroeconómica como a das empresas são muito leves, o conflito no Médio Oriente, centrado numa série de ataques a embarcações no estreito de Ormuz, e o seu impacto no preço do petróleo, será a principal referência para os investidores.
A esta hora, o preço do petróleo Brent, de referência na Europa, para entrega em maio, subia 4% para 95,68 dólares, e o West Texas Intermediate (WTI), de referência nos EUA, para entrega em abril, avançava 3,7% para 90,49 dólares o barril.
O gás natural para entrega em abril valorizava-se 2,9% para 51,46 euros por megawatt-hora (MWh).
Por sua vez, os metais preciosos registam subidas moderadas, que no caso do ouro são de 0,17%, enquanto a prata sobe 1,6%.
O preço da onça de ouro, historicamente considerado um ativo de refúgio em tempos de incerteza, estava hoje a subir, com a onça a ser negociada a 5.185,51 dólares, depois de ter terminado num novo máximo de sempre, de 5.417,21 dólares, em 28 de janeiro.
A onça da prata também estava a valorizar-se para 87,1459 dólares, depois de ter subido até ao máximo de sempre de 116,6974 dólares em 28 de janeiro.
Na Ásia, o principal índice da bolsa de Tóquio, o Nikkei, caiu hoje 1,04% depois do novo aumento dos preços do petróleo, a bolsa de Xangai perdeu 0,1%, a de Shenzhen caiu 0,63% e o Hang Seng de Hong cedia 0,66% pouco antes do final da sessão.
Wall Street fechou mista na quarta-feira com leves mudanças, o Dow Jones a cair 0,61% e o Nasdaq a subir 0,08%. Os futuros apontam para descidas de 0,64% para o Dow Jones e de 0,49 para o Nasdaq.
Na agenda dos EUA, hoje o Departamento de Comércio divulgará o número de habitações iniciadas no mês de janeiro no país.
É muito importante que este número aumente a partir dos níveis atuais para que a oferta aumente e os preços, que atualmente continuam altos, possam ser reduzidos, impedindo o acesso à habitação para muitos novos compradores, segundo destacaram analistas da Link Securities citados pela Efe.
No mercado de dívida, os juros da obrigação a 10 anos da Alemanha avançavam para 2,930%, contra 2,931% na quarta-feira.
A bitcoin cede 1,07%, para 69.895,7 dólares.
Quanto mais vão pagar os europeus para atestar o carro?
O petróleo a 100 dólares por barril significa preços mais elevados na União Europeia e no Reino Unido, aumentando as poupanças para quem tem veículos elétricos.
No Reino Unido, uma estimativa separada aponta para um custo adicional de 140 libras.
Um preço sustentado do petróleo a 100 dólares por barril, o nível observado na segunda-feira, significaria que os condutores na União Europeia pagariam mais 55 mil milhões de euros ao longo de um ano, estimaram os investigadores do think tank Transport & Environment (T&E).
Isto equivale a uma média de 220 euros por condutor, com aqueles que percorrem grandes distâncias a enfrentarem aumentos ainda maiores.
A avaliação foi feita através da comparação de dados de 2022, quando a invasão da Ucrânia pela Rússia elevou o preço do petróleo para 100 dólares, com dados de 2017 a 2019.No Reino Unido, os analistas da Unidade de Inteligência Energética e Climática (ECIU) estimam que um barril de petróleo a 100 dólares significa que os condutores britânicos que percorrem 12.875 quilómetros por ano enfrentarão um aumento de 140 libras nos custos anuais de combustível.
Este cálculo baseia-se na comparação com os preços dos combustíveis no início de março, antes dos ataques dos EUA e de Israel ao Irão.
Os veículos elétricos já são significativamente mais baratos de abastecer do que os veículos a gasolina ou a gasóleo, mas a subida dos preços do petróleo está a alargar ainda mais esta diferença.
No Reino Unido, a poupança anual já era de 870 libras, mas saltaria para mais de mil libras com o preço do petróleo a cotar nos 100 dólares, segundo a ECIU.
Os 7,7 milhões de carros elétricos que circulam atualmente nas estradas da União Europeia já estão a reduzir o consumo de petróleo, mas com o preço do petróleo a cotar nos 100 dólares, os condutores europeus de veículos elétricos poupariam cerca de 40 milhões de euros por dia, segundo a T&E.
O petróleo Brent estava a cotar nos 91 dólares na manhã de quarta-feira, e o seu preço futuro dependerá da duração da interrupção do fornecimento.“A dependência da Europa em relação ao petróleo cria um prémio geopolítico sempre que há volatilidade global”, disse Antony Froggatt, da T&E ao Guardian.
“Isto continuará a pressionar as famílias e a prejudicar a economia europeia, a menos que acabemos estruturalmente com a nossa dependência dos combustíveis fósseis importados. Donald Trump e os seus aliados na Rússia e na Arábia Saudita têm muito poder, mas uma coisa que não controlam é o vento e o sol. A Europa deve agora dar prioridade aos veículos elétricos, às bombas de calor e às energias renováveis para garantir que isto nunca mais acontece”, acrescentou.
Para Colin Walker, da ECIU, “tudo isto faz lembrar muito a subida do preço do petróleo após a invasão da Ucrânia pela Rússia e é um lembrete contundente de que o Reino Unido não tem controlo real sobre o preço do petróleo. Muito se tem falado sobre segurança energética e perfuração no Mar do Norte, mas a realidade é que isso não tornará estes choques frequentes de preços mais suportáveis para os condutores britânicos”.
Os choques no preço do petróleo são extremamente rentáveis para as empresas petrolíferas e para os Estados produtores.
Em 2022, com o preço do petróleo a cotar nos 100 dólares por barril, as cinco maiores empresas cotadas em bolsa – BP, Shell, TotalEnergies, Chevron e ExxonMobil – lucraram quase 200 mil milhões de dólares. A indústria do petróleo e do gás como um todo obteve cerca de mil milhões de dólares por ano em lucro líquido durante o último meio século, e substancialmente mais em anos com preços mais elevados.
A regulamentação dos lucros extraordinários do setor energético na União Europeia recuperou parte desses lucros em 2022 e 2023, mas esta medida já expirou. A UE deve estar preparada para o reintroduzir rapidamente em caso de aumento prolongado dos preços da energia, acrescentou a Transport & Environment .
Um imposto extraordinário continua em vigor no Reino Unido, e a ministra das Finanças, Rachel Reeves, foi alertada pelos especialistas de que atender aos apelos da indústria para o flexibilizar não beneficiaria os consumidores já sobrecarregados.
Os 55 mil milhões de euros adicionais pagos pelos condutores da União Europeia em 2022 teriam sido ainda mais elevados se os governos da UE não tivessem renunciado a 30 mil milhões de euros em cortes no imposto sobre os combustíveis, um subsídio aos combustíveis fósseis essencialmente pago pelos contribuintes, sublinhou a T&E.
Diversas políticas ambientais por toda a Europa foram enfraquecidas nos últimos anos, com os políticos de direita a afirmarem que isso reduz os custos. O Transition Security Project estima que o choque energético de 2022 tenha custado à União Europeia e ao Reino Unido 1,8 mil milhões de dólares entre 2022 e 2025.
Os consultores oficiais do governo britânico para o clima afirmaram na quarta-feira que atingir a meta de emissões líquidas zero do Reino Unido até 2050 custaria menos do que um único choque petrolífero, como o decorrente da guerra na Ucrânia, e protegeria o país contra futuros picos nos preços do petróleo.
“Reverter as políticas e medidas para atingir as metas climáticas, como a eliminação gradual dos carros movidos a combustíveis fósseis até 2035, ou adiar a implementação do preço do carbono da União Europeia para o aquecimento e os combustíveis, só nos tornará menos seguros”, rematou Froggatt.
Explosões no Dubai e Israel. Irão diz ter atacado bases e o Shin Bet
"As bases aéreas de Palmachim e Ovda, pertencentes ao regime sionista, assim como a sede do Shin Bet, foram alvejadas por drones do exército da República Islâmica do Irão", lê-se em comunicado, difundido pela televisão estatal.
No centro do Dubai, onde o jornalista da AFP descreveu uma das explosões como "muito forte", foram visíveis colunas de fumo sobre uma área residencial da capital comercial dos Emirados Árabes Unidos.
Explosões nos céus de Jerusalém após alerta de mísseis
Segundo jornalistas da AFP, o Exército "identificou mísseis lançados do Irão em direção ao território do Estado de Israel" e a defesa antiaérea entrou em ação para interceptá-los, referiu Telavive em comunicado.
Autoridades de Macau atentas a impacto da guerra no turismo
O Governo de Macau declarou hoje que as autoridades "vão estar atentas" ao impacto da guerra do Irão no turismo no território, admitindo efeitos nas ligações aéreas para a região vizinha Hong Kong.
"Há um efeito em termos dos voos para Hong Kong, não diretamente para Macau", disse aos jornalistas a diretora dos Serviços de Turismo (DST), Maria Helena de Senna Fernandes, lembrando que Macau "não tem voos diretos para o Médio Oriente ou Europa".
Em termos da entrada de visitantes em Macau "não se nota ainda" qualquer impacto, referiu.
"Mas temos de ver em termos do apuramento final, ainda é muito cedo para dizer qual é o impacto, se grande, se pequeno", considerou Senna Fernandes, notando que as autoridades "vão estar atentas".
"Alguns voos estão a ser retomados, por isso vamos continuar a monitorizar a situação", acrescentou.
Macau recebeu mais de 40 milhões de visitantes em 2025, um novo máximo histórico, ultrapassando o anterior recorde de 39,4 milhões, fixado em 2019, antes da pandemia de covid-19.
Já em janeiro, de acordo com dados oficiais, o território recebeu 3,65 milhões de visitantes, o valor mais elevado de sempre para o primeiro mês, apesar de o Ano Novo Lunar ter calhado este ano em fevereiro.
No que diz respeito à feira de turismo Arabian Travel Market, que se realiza em maio no Dubai e onde Macau costuma marcar presença, Senna Fernandes considerou que tem de se "fazer uma observação" à situação.
"Temos que ver se a feira vai avançar ou não", completou.
Base italiana atacada no Curdistão iraquiano
O ministro dos Negócios Estrangeiros italiano, Antonio Tajani, condenou hoje o ataque a uma base italiana em Erbil, no Curdistão iraquiano, do qual não resultaram feridos.
"Condeno veementemente o ataque à base italiana em Erbil. Acabei de falar com o nosso embaixador no Iraque e, felizmente, todos os nossos militares estão sãos e salvos no seu `bunker`", disse o ministro, numa mensagem divulgada na rede social X.
Desde o início da guerra no Médio Oriente, a região autónoma do Curdistão e a sua capital, Erbil (no norte), sofreram inúmeros ataques atribuídos a fações pró-Irão, a maioria dos quais foi neutralizada pelas defesas aéreas.
Na quarta-feira, vários drones foram abatidos sobre Erbil pela coligação internacional sediada no aeroporto da cidade, sem causar vitimas, segundo uma fonte de segurança curda.
Jornalistas da agência de notícias francesa AFP ouviram fortes explosões perto do aeroporto de Erbil na noite de quarta-feira, causadas por defesas aéreas que visavam drones.
Gás natural sobe 6% na abertura ultrapassando os 53 euros
O preço do gás natural subiu mais 6% na abertura de hoje, ultrapassando os 53 euros, em mais um dia de subida dos preços da energia devido aos ataques a petroleiros no Estreito de Ormuz.
De acordo com os dados de mercado recolhidos pela agência de notícias espanhola EFE, às 08:10 (07:10 hora de Lisboa), o preço do gás natural para entrega num mês no mercado holandês TTF, referência na Europa, subiu 6,15%, para 53,24 euros por megawatt-hora (MWh).
O preço do gás natural continua a subir, em linha com o crude, após os ataques do Irão a vários petroleiros no Estreito de Ormuz.
O preço do petróleo Brent, referência global, voltou também a subir hoje acima de 100 dólares (87 euros) por barril, apesar da libertação de reservas para evitar uma escassez a nível mundial.
Cerca das 03:00 (hora de Lisboa), o preço do petróleo Brent estava a subir 9,3%, para 100,50 dólares por barril, enquanto o WTI, referência nos EUA, atingiu 94,92 dólares (82,3 euros), uma subida de 8,8%.
Esta subida ocorreu apesar do anúncio feito ontem pela AIEA (Agência Internacional de Energia Atómica) de que iria libertar uma parte das suas reservas estratégicas.
Serão libertados 400 milhões de barris no mercado para compensar as perdas de oferta devido à interrupção do tráfego marítimo através do Estreito de Ormuz, o maior volume alguma vez disponibilizado.
Os Estados Unidos e Israel lançaram a 28 de fevereiro um ataque militar contra o Irão, para "eliminar as ameaças iminentes do regime iraniano".
Em resposta, o Irão lançou ataques de retaliação contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque. Incidentes com projéteis iranianos também atingiram Chipre, Azerbaijão e Turquia.
Bangladesh pede aos EUA isenção temporária para importar petróleo da Rússia
O Governo do Bangladesh solicitou aos Estados Unidos (EUA) uma isenção temporária das sanções internacionais para poder importar petróleo russo e proteger a economia da incerteza energética global provocada pela guerra no Médio Oriente.
O ministro das Finanças e Planeamento do Bangladesh, Amir Khasru Mahmud Chowdhury, afirmou que o pedido procura um tratamento semelhante ao concedido recentemente à vizinha Índia.
Nova Deli recebeu uma autorização excecional de Washington para comprar crude russo retido no mar, de forma a aliviar as tensões de abastecimento decorrentes da escalada militar no Golfo.
"Transmitimos-lhes que, se o Bangladesh também recebesse esta oportunidade, isso representaria um apoio fundamental para a nossa economia", explicou Chowdhury, em declarações publicadas hoje pelo jornal Dhaka Tribune.
O ministro acrescentou que a embaixada dos EUA se comprometeu a encaminhar o pedido para Washington.
Durante a reunião, ambos os lados analisaram a volatilidade do mercado internacional de hidrocarbonetos e discutiram formas de expandir o comércio e o investimento bilaterais, embora o ministro tenha descartado qualquer decisão sobre um acordo comercial entre os dois países.
Questionado sobre o impacto prolongado da crise no Médio Oriente, Chowdhury respondeu que o Governo do Bangladesh está a desenvolver planos de contingência para proteger o abastecimento, "seja num cenário de guerra de curto, médio ou longo prazo".
Para racionar as reservas de combustível face à escassez de oferta, o Bangladesh já foi forçado a ordenar o encerramento temporário das universidades e enfrenta severas restrições ao abastecimento de gás natural que ameaçam paralisar as operações do setor hoteleiro.
Austrália relaxa padrões de qualidade da gasolina para reforçar abastecimento
O Governo da Austrália anunciou hoje que vai relaxar os padrões de qualidade dos combustíveis para permitir a entrada de cerca de 200 milhões de litros no mercado interno nos próximos dois meses.
O país permitirá temporariamente "níveis mais elevados de enxofre durante os próximos 60 dias", disse o ministro da Energia, Chris Bowen, em comunicado. Os níveis de enxofre são normalmente regulados para limitar a poluição do ar.
"Isto irá acrescentar cerca de 100 milhões de novos litros por mês ao abastecimento interno de gasolina da Austrália, que de outra forma seriam exportados", explicou Bowen.
A petrolífera Ampol concordou em direcionar a gasolina para as zonas do país que enfrentam escassez e para o mercado grossista, dando prioridade aos agricultores, pescadores e comunidades locais, disse o ministro.
A Austrália, fortemente dependente das importações de petróleo, tem registado um aumento dos preços dos combustíveis desde o início do conflito no Médio Oriente, a 28 de Fevereiro.
O Governo acusou os retalhistas de praticarem preços abusivos.
O ministro das Finanças australiano, Jim Chalmers, responsável pelo orçamento federal, defendeu que o país tem "combustível suficiente", mas admitiu problemas de abastecimento, sobretudo nas zonas rurais.
Também hoje, as autoridades da Nova Zelândia disseram que estão a considerar utilizar leis antigas que restringem o uso de veículos caso o fornecimento de combustível diminua.
A ministra das Finanças, Nicola Willis, disse que foram realizadas discussões sobre a possibilidade de utilizar leis que exijam que os proprietários de automóveis designem um dia por semana em que não utilizem os veículos.
As leis permitem também ao Governo autorizar a venda de vales de restrição de combustível. Os "dias sem carro" estiveram em vigor de julho de 1979 a maio de 1980, após a Revolução Iraniana.
A Nova Zelândia depende fortemente das importações para o abastecimento de combustível. O preço médio da gasolina subiu quase 10% desde o início da guerra, e o do gasóleo mais de 20%, segundo o serviço de monitorização de preços Gaspy.
A companhia aérea nacional da Nova Zelândia já anunciou o cancelamento de 1.100 voos nos próximos dois meses, justificado com o aumento dos preços do combustível de aviação.
Na quarta-feira, os 32 países membros da Agência Internacional de Energia (AIE), incluindo a Austrália, decidiram por unanimidade libertar 400 milhões de barris de petróleo das reservas de emergência.
Apesar da decisão, por volta das 03:00 (hora de Lisboa), o preço do petróleo Brent estava a subir 9,3%, para 100,50 dólares (87 euros) por barril, enquanto o WTI, referência nos EUA, atingiu 94,92 dólares (82,3 euros), uma subida de 8,8%.
A ofensiva dos EUA e de Israel contra o Irão levou à suspensão do tráfego marítimo através do estreito de Ormuz, que liga o golfo Pérsico ao golfo de Omã, devido às ameaças iranianas contra os navios que atravessam esta rota, responsável por até um quinto do petróleo mundial.
Irão intensificou operações para perturbar o mercado global de petróleo
Essa intensificação é conseguida fazendo escalar a crise no estreito de Ormuz e o risco nas infraestruturas energéticas em todo o Médio Oriente.
Explosivos iranianos atingiram dois navios petroleiros, junto ao iraque, causando uma morte
Ataques israelitas causam pelo menos sete mortos no Líbano
O Ministério da Saúde do Líbano informou hoje que um ataque de Israel contra a marginal de Beirute matou pelo menos sete pessoas, poucas horas depois de um outro ataque no centro da capital.
"O ataque do inimigo israelita a Ramlet al-Baida, em Beirute, resultou num saldo inicial de sete mortos e 21 feridos", afirmou o ministério em comunicado.
Ramlet al-Baida é uma praia pública onde pessoas deslocadas têm dormido ao relento desde o início do mais recente conflito entre Israel e o grupo armado libanês pró-Irão, Hezbollah.
Os meios de comunicação locais transmitiram imagens que mostram o caos e o fumo ao longo da costa após o ataque.
Este foi o terceiro ataque contra o centro da capital libanesa desde o início da guerra no Médio Oriente, após uma operação contra um apartamento, na quarta-feira, e um ataque contra um hotel à beira-mar, no domingo.
O exército israelita anunciou na quarta-feira à noite ter lançado uma série de ataques em grande escala contra o Hezbollah, nos subúrbios do sul de Beirute, e prometeu continuar a agir "com uma força considerável" contra o movimento.
Pouco antes, o exército tinha reportado intensos disparos de morteiros pelo Hezbollah para o norte de Israel.
"Na sequência dos graves crimes cometidos pela organização terrorista Hezbollah, o exército israelita agirá em breve com uma força considerável contra as suas instalações, os seus interesses e os seus meios militares" na periferia sul, alertou também nas redes sociais o porta-voz do exército em árabe, coronel Avichay Adraee.
A agência de notícias libanesa noticiou pelo menos "seis violentos ataques" aos subúrbios sul de Beirute, bastião do Hezbollah, havendo relatos populares de explosões e avistamento de colunas de fumo.
Pouco depois, o movimento xiita libanês Hezbollah, aliado do Irão, confirmou que lançou dezenas de projéteis contra várias cidades sob no norte de Israel, assim como pelo menos uma base militar e uma empresa de defesa.
Os ataques atingiram "colonatos que tinham sido previamente alertados para evacuação", indicou o movimento xiita.
Em comunicados subsequentes, o Hezbollah explicou que também disparou simultaneamente foguetes contra as cidades israelitas de Kiryat Shmona e Nahariya, bem como dezenas de projéteis contra uma base militar e instalações pertencentes à Yodfat Military Industries, a nordeste de Haifa.
As três ações fizeram parte de uma nova operação anunciada pelo grupo libanês, que descreveu como uma resposta à ofensiva aérea que Israel tem levado a cabo contra o Líbano desde 02 de março.
O Líbano foi arrastado para o conflito regional desencadeado a 28 de fevereiro por uma ofensiva dos Estados Unidos e de Israel ao Irão, quando o Hezbollah, pró-Irão, lançou um ataque a Israel, que desde então tem bombardeado intensamente o país.
Em dez dias, a guerra entre Israel e o Hezbollah fez mais de 634 mortos -- entre os quais 91 mulheres e 47 crianças - e 1.586 feridos no Líbano, e o número total de deslocados atingiu 816 mil, 126 mil dos quais estão alojados em centros de acolhimento.
Cotação do Brent sobe acima de 100 dólares apesar do recurso a reservas
O preço do petróleo Brent, referência global, voltou a subir hoje acima de 100 dólares (87 euros) por barril, apesar da libertação de reservas para evitar uma escassez a nível mundial.
Por volta das 03:00 (hora de Lisboa), o preço do petróleo Brent estava a subir 9,3%, para 100,50 dólares por barril, enquanto o WTI, referência nos EUA, atingiu 94,92 dólares (82,3 euros), uma subida de 8,8%.
Na quarta-feira, os 32 países membros da Agência Internacional de Energia (AIE) decidiram por unanimidade libertar 400 milhões de barris de petróleo das reservas de emergência para fazer face às perturbações nos mercados petrolíferos decorrentes da guerra no Médio Oriente e do encerramento do estreito de Ormuz.
A ofensiva dos EUA e de Israel contra o Irão levou à suspensão do tráfego marítimo através do estreito de Ormuz, que liga o golfo Pérsico ao golfo de Omã, devido às ameaças iranianas contra os navios que atravessam esta rota, responsável por até um quinto do petróleo mundial.
O Presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou na quarta-feira que a sua administração vai utilizar a reserva estratégica de petróleo do país para tentar reduzir os preços da gasolina, que subiram devido à guerra com o Irão.
Durante uma entrevista à emissora WKRC Local 12, em Cincinnati, Trump foi questionado sobre o uso da reserva e respondeu: "Bem, vamos fazê-lo e depois voltamos a enchê-la".
"Agora vamos reduzir um pouco, e isso fará com que os preços baixem", acrescentou, sem especificar quantos barris de petróleo os EUA vão libertar.
Trump criticou frequentemente a administração de Joe Biden por utilizar a reserva para tentar reduzir os preços da gasolina.
Também na quarta-feira, o primeiro-ministro, Luís Montenegro, anunciou que Portugal vai disponibilizar "em princípio" 10% das reservas estratégicas de petróleo para poder haver mais oferta e maior contenção nos preços dos combustíveis.
Mas os conflitos e as incertezas contínuas alimentaram a especulação de que os preços poderiam subir ainda mais.
Os mercados na Ásia recuaram no início da sessão de hoje, com o Nikkei 225 de Tóquio a perder 1,5% para 54.177,15. Na Coreia do Sul, o Kospi perdeu 1% para 5.552,01, enquanto o Hang Seng de Hong Kong caiu 1,2% para 25.577,71.
O índice Shanghai Composite caiu 0,5% para 4.110,20 e na Austrália, o S&P/ASX 200 recuou 1,6% para 8.601,70.
Os futuros dos EUA perderam mais de 1% e o dólar subiu para 159 ienes japoneses, enquanto o euro caiu para 1,1538 dólares.
Na quarta-feira, as bolsas norte-americanas apresentaram pouca variação, com o S&P 500 a recuar 0,1% para 6.775,80, no segundo dia consecutivo de movimentos modestos após um período de volatilidade provocado pela guerra com o Irão.
O Dow Jones Industrial Average caiu 0,6% para 47.417,27 e o Nasdaq Composite subiu 0,1% para 22.716,13.