EM DIRETO
Guerra no Médio Oriente. Acompanhe aqui, ao minuto, a evolução do conflito

Brent sobe 5% e ultrapassa os 107 dólares

pulse-iconDireto

Brent sobe 5% e ultrapassa os 107 dólares

O petróleo Brent para entrega em maio subiu esta quinta-feira 5% e é negociado a 107 dólares por barril. A Comissão Europeia garantiu que não existe atualmente qualquer problema com o abastecimento de gás natural à União Europeia como consequência da guerra. Atualizamos aqui, ao minuto, todas as informações sobre a evolução do conflito.

Joana Raposo Santos, Cristina Sambado, Carlos Santos Neves - RTP /

Emissão da RTP Notícias


Fabian Bimmer - Reuters

Mais atualizações Voltar ao topo
Momento-Chave
"Veremos se conseguimos chegar a um bom acordo"
RTP /

Trump diz que Irão tem agora de convencer os EUA a acabar com a guerra

Donald Trump reuniu o seu gabinete esta quinta-feira, pela primeira vez desde o início da guerra. Em conferência de imprensa, Trump expressou dúvidas sobre a possibilidade de um acordo de paz com o Irão, avisando que cabe agora a Teerão convencer os EUA a terminar a guerra.

“Eles estão a implorar para chegar a um acordo”, disse Trump. “Não sei se seremos capazes de fazer isso. Não sei se estamos dispostos a fazer isso”, acrescentou.

“Eles agora têm a oportunidade de fechar um acordo, mas isso depende deles”, disse Trump. “Veremos se conseguimos chegar a um bom acordo”.

O presidente norte-americano descreveu os líderes iranianos como "grandes negociadores", embora tenham "combatentes péssimos".
PUB
Momento-Chave
Com contraproposta
RTP /

Irão respondeu à proposta de 15 pontos de Trump

A agência de notícias semioficial iraniana Tasnim noticiou que Teerão respondeu à proposta de 15 pontos de Donald Trump para pôr fim à guerra, acrescentando que aguardava uma resposta dos EUA.

A resposta, transmitida ao Paquistão, considera que a proposta é "unilateral e injusta".

Citando uma fonte informada, a Tasnim acrescenta que Teerão estipulou as suas condições para colocar um ponto final no conflito, entre as quais “o fim da "agressão e do terror” e garantias que impeçam a “repetição de uma guerra contra o Irão”.

Teerão quer ainda uma “compensação por danos de guerra e reparações” e o fim do conflito “em todas as frentes” e contra “todos os grupos de resistência” no Médio Oriente.

Além disso pretende ainda o reconhecimento “da soberania do Irão sobre o Estreito de Ormuz, declarando tratar-se de um “direito natural e legal” de Teerão.
PUB
Momento-Chave
RTP /

Teerão acusa EUA de preparar ocupação de ilhas do sul do Irão

Teerão acusou esta quinta-feira os Estados Unidos e Israel de planerarem a ocupação de uma das ilhas do sul do Irão com o apoio de um país da região que não foi especificado.

O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Qalibaf, numa aparente referência às ilhas de Abu Musa, disputadas com os Emirados Árabes Unidos, disse que o Irão tinha informações sobre um plano norte-americano e israelita para ocupar os territórios com o apoio de inimigos de Teerão.

Qalibaf realçou que todos os movimentos "inimigos estão sob a supervisão das Forças Armadas" mas não identificou "o país da região" que apoia o alegado plano dos Estados Unidos e Israel.

"Se tomarem alguma medida, todas as infraestruturas vitais desse país da região serão alvo de ataques implacáveis", ameaçou.

As declarações de Qalibaf foram divulgadas por Teerão depois de fontes da Administração norte-americana terem indicado que os Estados Unidos vão enviar elementos de uma divisão aerotransportada e de uma brigada de combate para o Médio Oriente.
PUB
Momento-Chave
Andrea Neves - correspondente da Antena 1 em Bruxelas /

"Sejamos lúcidos". Secretário-geral da NATO admite que Irão tem misseis que podem atingir aliados

Todos os aliados atingiram, em 2025, a meta dos dois por cento de investimento em defesa, segundo o relatório anual da Aliança Atlântica. Nesta fase, porém, é a guerra no Médio Oriente o tema dominante em Bruxelas.

Olivier Matthys - EPA

O secretário-geral da NATO apresentou esta quinta-feira o relatório anual da Aliança sobre investimentos em defesa. Mas na conferência de imprensa, em Bruxelas, a guerra no Irão foi o tema que mais questões levantou.

Questionado sobre se as forças iranianas podem atingir países no centro da Europa, Mark Rutte recordou que o Irão já atingiu com mísseis a base anglo-americana de Diego Garcia, no Oceano Índico, até agora considerada fora do alcance dos mísseis iranianos.

“Sejamos lúcidos e conscientes do facto de que Diego Garcia fica a quatro quilómetros do Irão. Portanto, se um míssil iraniano for capaz de atingir Diego Garcia, trata-se de um desenvolvimento relevante, pois significa que o Irão já possui capacidades que são perigosas para os aliados. Mas isso significa que são cada vez mais perigosos para os aliados. E podem fazer as contas: são quatro mil quilómetros”.Rute diz que a Aliança está pronta para se defender, como já aconteceu por três vezes na Turquia.

“A boa notícia, claro, é que os aliados estão preparados. Podemos defender-nos. A NATO é uma aliança muito forte. E vocês viram isso na Turquia com os três mísseis apontados ao país”.

O Secretário-geral da NATO deixou uma garantia: “Gostaria de dizer a todos os cidadãos em território da NATO que as nossas forças armadas estão empenhadas para garantir que temos o necessário para defender cada centímetro do território aliado”.
O relatório anual

Todos os aliados atingiram, o ano passado, a meta dos dois por cento de investimento em defesa e alguns até a ultrapassaram.O secretário-geral da Aliança diz que os progressos são notórios sobretudo por parte dos Estados-membros da Europa e do Canadá.


“Em 2025, pela primeira vez, todos os aliados cumpriram a meta acordada em 2014 de investir pelo menos dois por cento do seu PIB na defesa, e muitos foram muito mais além. De facto, assistimos a um aumento de 20 por cento nos gastos da Europa e do Canadá com a defesa em 2025, em comparação com 2024. Continuar esta tendência crucial será uma prioridade nos próximos anos”.

Mark Rutte recordou que, “durante demasiado tempo, os aliados europeus no Canadá dependeram excessivamente do poderio militar dos EUA”.

“Não assumimos a responsabilidade suficiente pela nossa própria segurança, mas houve uma verdadeira mudança de mentalidade, um reconhecimento coletivo do nosso ambiente de segurança transformado. E como europeu, tenho orgulho no que estamos a fazer. Do tremendo progresso que está a ser feito. Estamos a investir porque é crucial sermos capazes de enfrentar as ameaças que enfrentamos”.

Questionado sobre as constantes afirmações do presidente norte-americano sobre os aliados europeus, a quem já chamou cobardes, Mark Rute preferiu não responder diretamente e elogiar Donald Trump.

“Os Estados Unidos, sob a Presidência de Trump, estão a realizar ações cruciais para a aliança. Garantiu que toda a Aliança atingisse a meta dos dois por cento. Não tenho a certeza se teríamos atingido este objetivo no final do ano passado sem o Presidente Trump. E depois, em Haia, acordámos a meta de despesas de 5%”.

E, concluiu: “Nem todos os europeus gostam que eu repita isto, mas é verdade: sem Trump, acho que isso não teria acontecido”.
O contributo de Portugal em 2025
Portugal atingiu, no ano passado, os dois por cento do PIB de investimentos em defesa.A Polónia foi o aliado que mais investiu – 4,30 por cento -, seguindo-se a Lituânia e a Letónia. Os Estados Unidos investiram 3,19 por cento do PIB norte-americano em defesa no âmbito da NATO.

No caso de Portugal, os investimentos foram sobretudo em pessoal (45,24 por cento do investimento total). O Governo português teve gastos de 21,23 por cento em equipamentos, 2,15 por cento em infraestruturas e 31,38 por cento noutras áreas de defesa.

Portugal organizou o exercício NATO - Dynamic Messenger 25, que foi concebido para testar e avaliar novas tecnologias em ambientes realistas. Em 2025, foi combinado com o exercício de Experimentação Robótica e Prototipagem com Sistemas Marítimos não Tripulados (REPMUS), criando uma plataforma abrangente para a inovação em operações marítimas. Envolveu cerca de 3.800 participantes e 260 sistemas não tripulados de 22 Aliados, com observadores de mais 13 países.

Este exercício decorreu em setembro, ao largo da costa de Portugal para testar e avaliar novas tecnologias e capacidades marítimas num cenário realista, reunindo também equipas operacionais, a indústria e a academia. Este exercício promoveu a integração de sistemas não tripulados no ambiente operacional e destacou o compromisso da NATO com a inovação e a integração de forças, mantendo, ao mesmo tempo, um elevado nível de prontidão no mar.

Portugal participou ainda, como aliado, em várias missões da NATO:

  • Missão permanente de policiamento aéreo rotativo do flanco leste;


  • Missão para proporcionar à Aliança uma presença naval contínua, no Mar Báltico;


  • Missão de vigilância reforçada da NATO para aumentar a dissuasão e a defesa na Bulgária e na Roménia;


  • Missão de aeronave de Patrulha Marítima com o objetivo de apoiar a postura de dissuasão e defesa através de atividades de vigilância; apoiar o conhecimento da situação marítima; e contribuir para a Inteligência, Vigilância e Reconhecimento Conjuntos ao longo das fronteiras orientais no Cabo Norte, Mar Báltico, Mar Negro, Mar Mediterrâneo e no Mar do Norte, Mar da Noruega e Oceano Atlântico;


  • Operação Guardiões do Mar com a missão de garantir a segurança marítima em todo o Mar Mediterrâneo.
PUB
Momento-Chave
Sirenes e explosões ouvidas em Israel
RTP /

Ataque de múltiplos mísseis iranianos a várias cidades israelitas

Sirenes e explosões foram ouvidas em várias regiões de Israel esta quinta-feira, alvo de mísseis iranianos. Todos os mísseis foram intercetados, mas os destroços deixaram pelo menos sete pessoas com ferimentos ligeiros, segundo os serviços de emergência israelitas.

Desde as primeiras horas da manhã que soaram sirenes em várias cidades, incluindo Jerusalém e Telavive. Foram detetadas sete vagas de mísseis ao longo do dia, informou o exército israelita, acionando também alertas no centro de Israel, Haifa (norte) e partes da Cisjordânia ocupada.

"Os sistemas de defesa estão em ação para neutralizar a ameaça", declarou o exército após cada novo ataque.
PUB
Momento-Chave
RTP /

Irão afirma que centros estratégicos israelitas no porto de Haifa foram atacados

O exército iraniano afirma que, desde a noite passada, tem atacado centros israelitas sensíveis e estratégicos no porto de Haifa com recurso a drones.

O exército acrescentou que atingiu tanques de combustível utilizados pelos caças em Haifa e um centro de fabrico e manutenção de embarcações israelitas no Mediterrâneo Oriental.
PUB
RTP /

Escalada militar entre Estados Unidos, Israel e Irão intensifica-se

Israel anunciou a morte de um dos principais comandantes navais do Irão.

Foto: Mohamed Azakir - Reuters

A patente que o Estado hebraico diz ter abatido era responsável pelo controlo do Estreito de Ormuz.
PUB
RTP /

Donald Trump volta a ameaçar o Irão

O presidente dos Estados Unidos avisa que os negociadores iranianos devem aceitar um acordo "antes que seja tarde demais".

Foto: Evelyn Hockstein - Reuters

Donald Trump dispara também contra a NATO.
PUB
RTP /

Israel "fecha a porta" a acordo com Irão e "continua os ataques"

O primeiro-ministro israelita esteve reunido com o ministro da Defesa. A ordem é para "atacar a fundo" alvos iranianos e libaneses até sexta-feira.

O ponto de situação do conflito no Médio Oriente é feito pelos enviados especiais da RTP a Telavive, Paulo Jerónimo e José Pinto Dias.
PUB
RTP /

"Botija Solidária". Ajuda aumenta para 25 euros durante três meses

Estão a chegar mais pedidos de apoio à compra de garrafas de gás.

O programa "Botija Solidária" é retomado esta quinta-feira com um aumento da ajuda de 15 para 25 euros durante três meses.
PUB
Momento-Chave
Lusa /

Brent sobe 5% e ultrapassa os 107 dólares

O petróleo Brent para entrega em maio subiu hoje 5% e é negociado a 107 dólares por barril, depois de Donald Trump ter advertido o Irão para se sentar à mesa das negociações "antes que seja tarde demais".

O Brent, o petróleo de referência da Europa, que na abertura subia cerca de 2%, tem vindo a ampliar a tendência de alta, pelo que às 12:00 horas de Lisboa valorizava-se em 5,21% no mercado de futuros de Londres, até aos 107,55 dólares, de acordo com dados da Bloomberg.

Tal como o Brent, o petróleo do Texas (WTI), de referência nos Estados Unidos, subiu 4,71% antes da abertura oficial do mercado, para 94,51 dólares por barril.

Neste contexto, o presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou: "É melhor que levem isto a sério rapidamente, antes que seja tarde demais, porque, uma vez que isso aconteça, não haverá volta a dar e não será nada agradável!".

No entanto, o ministro dos Negócios Estrangeiros do Paquistão, Ishaq Dar, confirmou que o país está a atuar como canal oficial das conversações indiretas entre os Estados Unidos e o Irão, e que Washington colocou sobre a mesa uma proposta de 15 pontos para colocar fim ao conflito que "está a ser deliberada" por Teerão.

PUB
Momento-Chave
RTP /

Emirados Árabes Unidos intercetaram 15 mísseis iranianos esta quinta-feira

O Ministério da Defesa dos Emirados Árabes Unidos informou ter intercetado hoje 15 mísseis balísticos e 11 drones disparados do Irão.

Os estilhaços de um dos mísseis intercetados mataram duas pessoas em Abu Dhabi.
PUB
Momento-Chave
Garante Benjamin Netanyahu
RTP /

Israel vai continuar a atacar alvos iranianos com "toda a intensidade"

O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, afirmou que o seu país vai continuar a atacar alvos iranianos "com toda a força", ao comentar a notícia da morte de Alireza Tangsiri, comandante da Marinha da Guarda Revolucionária Islâmica.

A declaração segue-se a afirmações anteriores de responsáveis israelitas de que Tangsiri teria sido morto num ataque aéreo israelita no Irão.

"Continuaremos a atacar com força os alvos do regime terrorista iraniano", disse Netanyahu, segundo a tradução da sua breve declaração em vídeo.

"Na noite passada, eliminámos o comandante da Marinha da Guarda Revolucionária. Este homem tinha muito sangue nas mãos; foi também ele quem liderou o encerramento do Estreito de Ormuz.

Este é mais um exemplo da cooperação entre nós e o nosso amigo, os Estados Unidos, em busca do objetivo comum de alcançar os objetivos da guerra."
PUB
Momento-Chave
RTP /

Israel afirma ter "eliminado" 700 membros do Hezbollah

O exército israelita afirmou esta quinta-feira ter morto 700 membros do Hezbollah libanês desde o reinício dos combates, a 2 de março, no Líbano.

"Realizámos operações resolutas (...) para garantir a segurança dos nossos civis. Neste momento, posso informar que cerca de 700 terroristas foram eliminados", declarou o tenente-coronel Nadav Shoshani durante uma conferência de imprensa.

A ofensiva israelita no sul do Líbano visa proteger "as comunidades no norte de Israel", "eliminar suficientemente a ameaça fronteiriça" e "desmantelar as capacidades do Hezbollah em todas as frentes", acrescentou.

O movimento xiita nunca divulga o número dos seus combatentes mortos. Segundo dados do Governo libanês, 1094 pessoas foram mortas desde o reinício do conflito, incluindo 121 crianças.
PUB
Momento-Chave
RTP /

Estados Unidos negam "categoricamente" as "alegações" de que terão atacado as forças de segurança iraquianas

Um porta-voz do Departamento de Estado norte-americano disse à AFP esta quinta-feira que as "alegações" de que os Estados Unidos terão atacado as forças de segurança iraquianas são "categoricamente falsas", um dia depois do bombardeamento mortal de um hospital numa base militar.

"Quaisquer alegações de que os Estados Unidos atacaram as forças de segurança iraquianas são categoricamente falsas, inconsistentes com a parceria EUA-Iraque e insultam a longa amizade e cooperação entre os Estados Unidos e as forças iraquianas", realçou a fonte.

As autoridades iraquianas não acusaram especificamente os Estados Unidos de terem levado a cabo o ataque a um hospital militar em Habbaniya, que matou sete soldados na quarta-feira. O Governo considerou, no entanto, que este "crime" "mina as relações que unem os povos do Iraque e dos Estados Unidos".
PUB
Momento-Chave
RTP /

Petróleo sobe 5% devido às incertezas em torno das negociações entre Irão e EUA

Os preços do petróleo subiram esta quinta-feira depois de Donald Trump ter descrito os negociadores iranianos como "diferentes e estranhos" e enquanto o Irão continua a negar quaisquer negociações com os Estados Unidos.

Por volta das 12h00, o preço do barril de Brent do Mar do Norte, para entrega em maio, subia 5,20%, para 107,54 dólares. O seu equivalente americano, o barril de West Texas Intermediate, para entrega no mesmo mês, subiu 4,86% para 94,71 dólares, após um breve pico de mais de 5%.
PUB
Momento-Chave
RTP /

Comissão Europeia diz não haver problemas com a segurança do abastecimento de gás na UE

A porta-voz da Comissão Europeia, Anna-Kaisa Itkonen, transmitiu esta quinta-feira que não existe atualmente qualquer problema com o abastecimento de gás natural à União Europeia como consequência da guerra no Irão.

Esta responsável afirmou ainda que a Comissão Europeia realizou esta manhã uma reunião com os 27 Estados-membros para discutir a situação.
PUB
Momento-Chave
RTP /

Irão autoriza passagem de navios malaios no Estreito de Ormuz

O primeiro-ministro da Malásia, Anwar Ibrahim, revelou esta quinta-feira que falou com os líderes do Irão, Egito, Turquia e outros países da região e afirmou que os navios malaios estão agora autorizados a passar pelo estreito de Ormuz.

Anwar agradeceu ao presidente do Irão por ter permitido a passagem dos navios malaios. "Estamos agora no processo de libertação dos petroleiros malaios e dos trabalhadores envolvidos para que possam continuar a sua viagem de regresso a casa".
O primeiro-ministro malaio afirmou que falou com o Irão e outros países no âmbito dos esforços para facilitar a paz no Médio Oriente.

"Mas não é fácil, pois o Irão sente que foi enganado repetidamente e tem dificuldade em aceitar medidas de paz sem uma garantia de segurança clara e vinculativa para a sua nação", disse.

O governo da Malásia vai manter os subsídios ao preço do petróleo, mas está a tomar medidas para atenuar o impacto das interrupções no fornecimento, incluindo reduções nas alocações mensais de combustível subsidiado, acrescentou.
PUB
Momento-Chave
Joana Bénard da Costa - RTP /

Produção e distribuição acusam Governo de "demora a reagir" face à escalada dos combustíveis

As associações que representam agricultores e distribuidores alertam para a "perda de competitividade da economia portuguesa face a Espanha, amplamente agravada pela atual crise dos preços da energia e dos combustíveis" e pedem medidas urgentes.

Nuno Patrício - RTP

Em comunicado conjunto divulgado esta quinta-feira, a Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP) e a Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição (APED) manifestam "especial preocupação" com o atual momento e consideram urgente que o Governo avance com medidas de apoio à produção nacional.

As duas associações admitem que podem divergir em relação às soluções mas convergem no diagnóstico: "O atual enquadramento económico, fiscal e regulatório, e a demora a reagir com determinação à escalada dos preços da energia e dos combustíveis, tem vindo a penalizar a capacidade competitiva das empresas nacionais face a Espanha".Uma situação que "aprofunda assimetrias, debilitando o tecido produtivo e que, em breve, acabará por fragilizar o poder de compra dos consumidores”, alertam as associações.


A CAP e a APED consideram "urgente" que o Governo avance com um pacote "coerente e eficaz de medidas" que promova condições de concorrência mais equilibradas, reduza custos de contexto e apoie "a produção nacional, salvaguardando o acesso a bens essenciais e a confiança dos consumidores".

"A inação ou atraso na resposta a este desafio” vai comprometer ainda mais a competitividade de Portugal, "com consequências negativas para empresas, produtores e consumidores”, alertam.

As associações que representam os agricultores e a distribuição manifestam ainda disponibilidade para “colaborar construtivamente na definição de soluções que reforcem a competitividade do país, com o objetivo de criar "um mercado mais dinâmico", e que "ajude os consumidores a ultrapassarem as dificuldades decorrentes do aumento do preço da energia”.

PUB
Momento-Chave
RTP /

Países do Golfo Pérsico acusam Teerão de taxar passagem de navios em Ormuz

O secretário-geral do Concelho de Cooperação do Golfo (CCG), o kuwaitiano Mohamed al-Budaiwi, acusou hoje o Irão de cobrar taxas para a passagem segura de navios pelo estreito de Ormuz, entre golfo Pérsico e golfo de Omã.

O CCG integra seis estados da região do Médio Oriente - Arábia Saudita, Bahrain, Qatar, Kuwait, Emirados Árabes Unidos (EAU) e Omã – todos com grande interessa naquela via marítima comercial global por onde costumava passar cerca de 20% do petróleo, gás e respetivos derivados.
PUB
Momento-Chave
RTP /

Empresa russa retira mais um grupo de funcionários da central nuclear iraniana de Bushehr

O presidente da Rosatom, Alexei Likhachev, afirmou esta quinta-feira que a empresa evacuou mais um grupo de funcionários da central nuclear de Bushehr, no Irão, segundo a TASS.

A Rosatom revelou que iniciou a terceira fase de retirada de pessoal, com um grupo a partir por via terrestre em direção à fronteira entre o Irão e a Arménia.
PUB
Momento-Chave
RTP /

Trump frisa que Irão tem de agir rapidamente para salvar negociações

O presidente norte-americano, Donald Trump, disse que os negociadores iranianos estavam a "implorar" por um acordo, apesar do que descreveu como uma "aniquilação militar", rejeitando a posição pública de Teerão de que está apenas a analisar a proposta de Washington.

"É melhor levarem isto a sério em breve, antes que seja tarde demais, porque quando isso acontecer, NÃO HAVERÁ VOLTA, e não será bonito", disse numa publicação no Truth Social esta quinta-feira.
PUB
Momento-Chave
RTP /

Paquistão confirma mediação EUA-Irão e diz que Turquia e Egito também estão envolvidos

Conversas indiretas entre os Estados Unidos e o Irão estão a decorrer através de mensagens retransmitidas pelo Paquistão, com a Turquia e o Egito a ajudar no esforço, disse o ministro dos Negócios Estrangeiros do Paquistão numa publicação no X na quinta-feira.
PUB
Momento-Chave
Mariana Ribeiro Soares - RTP /

Pentágono pondera desviar ajuda militar da Ucrânia para o Médio Oriente

O Pentágono está a avaliar a possibilidade de redirecionar armas que estavam destinadas à Ucrânia para o Médio Oriente, avança o Washington Post esta quinta-feira, citando três fontes familiarizadas com o assunto.

Reuters

De acordo com o jornal, as armas que poderão ser redirecionadas incluem mísseis intercetores de defesa aérea adquiridos através de uma iniciativa da NATO lançada no ano passado, na qual os países parceiros compram armas norte-americanas para Kiev.

Embora ainda não tenha sido tomada uma decisão, a ideia está a ser ponderada numa altura em que se intensificam as operações dos EUA na região e em que Washington está a esgotar algumas das munições mais críticas das forças armadas americanas.


Os EUA já tinham cortado a maior parte da assistência à Ucrânia. Em julho de 2025, o presidente Donald Trump anunciou um acordo segundo o qual os EUA passariam a enviar armas para a NATO e a própria NATO pagaria a 100% essas armas, que depois seriam entregues à Ucrânia.

No entanto, desde o início da guerra dos EUA e Israel contra o Irão, a 28 de fevereiro, as principais nações europeias têm-se mostrado preocupadas com o rápido esgotamento das munições de Washington, o que poderia interromper as entregas destes materiais à Ucrânia.

“Eles estão a consumir munições de forma muito rápida, então agora há dúvidas sobre o quanto eles continuarão a fornecer por meio do acordo”, disse um diplomata europeu ao Washington Post.


Entre as munições mais requisitadas para a guerra estão os intercetores de defesa aérea de alta tecnologia, incluindo os sistemas Patriot e THAAD. Estes recursos são também os mais cobiçados pela Ucrânia, que continua a ser alvo de vários ataques russos contra as suas cidades e infraestruturas.
Pentágono tenta aumentar produção de munições
Após a guerra no Irão, o Pentágono procurou aumentar rapidamente a produção de munições essenciais, mas enfrenta limitações devido à restrita capacidade da indústria de defesa americana de expandir a sua produção em momentos de crise. O Pentágono está a pedir 200 mil milhões de dólares adicionais para financiar a guerra no Irão.

Na quarta-feira, o Departamento de Defesa dos EUA anunciou acordos com empresas contratadas para aumentar a produção de mísseis. O Pentágono anunciou também um aumento de quatro vezes na produção de um componente-chave para o THAAD, um sistema antimíssil do exército dos EUA considerado um dos mais avançados do mundo e que tem sido amplamente utilizado nas últimas semanas no Médio Oriente.

Apesar disto, um porta-voz do Pentágono disse ao Washington Post que o Departamento de Defesa "vai garantir que as forças norte-americanas e as dos nossos aliados e parceiros têm o que precisam para lutar e vencer", mas recusou fazer mais comentários sobre o assunto.

Questionados pela Reuters, o Pentágono, o Departamento de Estado norte-americano e a NATO não responderam de imediato aos pedidos de comentários.

A embaixadora da Ucrânia nos Estados Unidos, Olga Stefanishyna, afirmou em comunicado que Kiev estava a manter os seus parceiros informados sobre as suas necessidades, inclusive em relação à defesa aérea, mas compreendia o “período de considerável incerteza”.

“Quaisquer interrupções ocorridas no início das operações recentes no Médio Oriente foram atenuadas”, garantiu Stefanishyna.

Também esta quinta-feira, o Kremlin desmentiu um artigo do Financial Times que afirmava que a Rússia estava prestes a concluir a entrega de drones ao Irão.


Moscovo não anunciou oficialmente qualquer ajuda concreta ao Irão desde o início do conflito, para além do envio de ajuda humanitária. Mas vários órgãos de comunicação social norte-americanos afirmaram que Moscovo partilhou informações de inteligência militar com Teerão para facilitar os seus ataques no Médio Oriente.
PUB
Momento-Chave
RTP /

Israel afirma ter "eliminado" o comandante da Marinha da Guarda Revolucionária do Irão

O ministro israelita da Defesa, Israel Katz, anunciou esta quinta-feira que o exército "eliminou" o comandante da Marinha da Guarda Revolucionária do Irão, num vídeo divulgado pelo seu gabinete.

O exército israelita "eliminou o comandante da Marinha da Guarda Revolucionária, o responsável direto pela minagem e bloqueio do Estreito de Ormuz", disse Katz, prometendo aos oficiais da Guarda, o exército ideológico da República Islâmica, que "continuarão a caçá-los um a um".

A operação representa também "notícias significativas para os nossos parceiros americanos, destacando a assistência do exército israelita na reabertura do Estreito de Ormuz", um ponto estratégico crucial para o fornecimento global de petróleo, que se tornou uma questão importante no conflito entre o Irão, Israel e os Estados Unidos.
PUB
Momento-Chave
RTP /

NATO não fez "absolutamente nada" para ajudar os EUA na guerra contra o Irão

Numa publicação em maiúsculas no Truth Social, Donald Trump criticou duramente os aliados da NATO por não terem feito "absolutamente nada" para ajudar os EUA na sua campanha militar contra o Irão.

“AS NAÇÕES DA NATO NÃO FIZERAM ABSOLUTAMENTE NADA PARA AJUDAR A COMBATER A NAÇÃO LUNÁTICA, AGORA MILITARMENTE DIZIMADA, QUE É O IRÃO. OS EUA NÃO PRECISAM DE NADA DA NATO, MAS "NUNCA SE ESQUEÇAM" DESTE MOMENTO MUITO IMPORTANTE!”, escreveu Trump na rede social.
PUB
Momento-Chave
RTP /

Comandante da Marinha da Guarda Revolucionária Islâmica alvo de ataque aéreo israelita

Alireza Tangsiri, comandante da Marinha da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC), terá sido alvo de um ataque aéreo israelita esta manhã no sul do Irão, segundo o New York Times, que cita três responsáveis israelitas.

O exército israelita atacou Tangsiri enquanto este estava escondido num apartamento com outros oficiais do CGRI, disseram as autoridades ao jornal, alegando que o chefe da Marinha iraniana desempenhou um papel fundamental no encerramento do Estreito de Ormuz à maior parte da navegação internacional.

Alguns órgãos de comunicação social israelitas noticiaram que Tangsiri foi morto num ataque na cidade de Bandar Abbas, no sul do Irão, situada na costa do Estreito de Ormuz e que alberga o quartel-general da Marinha iraniana. Não houve qualquer comentário oficial do Irão ou de Israel.
PUB
Momento-Chave
Carlos Santos Neves - RTP /

OCDE prevê abrandamento da economia mundial perante guerra de "natureza imprevisível"

O Economic Outlook da OCDE antevê que o crescimento do PIB mundial desacelere este ano para os 2,9%, "antes de subir ligeiramente para 3% em 2027".

Benoit Tessier - Reuters

A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico prevê que o crescimento do Produto Interno Bruto mundial abrande, em 2026, para 2,9 por cento. Na base desta estimativa estão os impactos da ofensiva de israelitas e norte-americanos contra o Irão.

"O aumento dos preços da energia e a natureza imprevisível do conflito em evolução no Médio Oriente irão elevar os custos e reduzir a procura, compensando os efeitos positivos de um forte investimento e produção relacionados com a tecnologia, de taxas efetivas de tarifas mais baixas e do dinamismo herdado de 2025", descreve a OCDE no relatório interino Economic Outlook, sob o título Testar a Resiliência.Uma anterior revisão das estimativas de dezembro do ano passado apontava para uma potencial revisão em alta do crescimento do PIB mundial. Todavia, a OCDE sublinha que "esta revisão foi totalmente anulada pelo impacto da intensificação do conflito no Médio Oriente".


"Estas projeções estão condicionadas a um pressuposto técnico de que o atual nível de perturbação nos mercados energéticos irá diminuir ao longo do tempo, com os preços do petróleo, do gás e dos fertilizantes a descerem gradualmente a partir de meados de 2026", assinala a organização.
Jornal da Tarde | 26 de março de 2026

Nos Estados Unidos, o crescimento do PIB deverá desacelerar de dois por cento este ano para 1,7 em 2027. Na Zona Euro, "prevê-se que o crescimento do PIB desacelere para 0,8 por cento em 2026, à medida que os preços mais elevados da energia pesam sobre a atividade, antes de aumentar para 1,2% em 2027, impulsionado por um maior gasto em defesa".Para o bloco da moeda única, a OCDE aponta uma inflação de 2,6 por cento em 2026 - num acréscimo de sete décimas relativamente às previsões de dezembro - e de 2,1 por cento em 2027.

Para a China, a estimativa é de que "o crescimento abrande para 4,4 por cento em 2026 e 4,3 por cento em 2027".

A inflação nos países do G20 deverá exceder este ano em 1,2 pontos percentuais a anterior previsão, para alcançar os quatro por cento. Deve depois desacelerar para 2,7 por cento no próximo ano, "assumindo-se uma diminuição das pressões dos preços da energia".

"Perante o choque dos preços da energia, os bancos centrais precisam de se manter vigilantes e assegurar que as expectativas de inflação permanecem bem ancoradas", recomenda a organização, acrescentando que "poderão ser necessários ajustamentos da política monetária caso as pressões sobre os preços se alarguem ou se as perspetivas de crescimento enfraquecerem substancialmente".

"As medidas governamentais para atenuar o impacto dos preços mais elevados da energia devem ser oportunas" e "bem direcionadas para os agregados familiares mais necessitados e para empresas viáveis", completa a OCDE.

c/ agências
PUB
Momento-Chave
Lusa /

Preço do gás natural sobe mais de 4% e ultrapassa os 54 euros

O preço do gás natural para entrega no prazo de um mês no mercado TTF dos Países Baixos, referência na Europa, aumentou hoje 4% e ultrapassou os 54 euros por megawatt-hora (MWh), devido ao conflito no Médio Oriente.

De acordo com dados da Bloomberg, citados pela agência EFE, após quatro sessões de quedas, o preço do gás natural voltou a subir, registando um aumento de 4,43%, para 54,37 euros por MWh.

Desta forma, o preço do gás afasta-se dos 31,6 euros registados no dia 27 de fevereiro, um dia antes de os Estados Unidos e Israel terem iniciado a guerra contra o Irão.

Após vários dias de otimismo face à possibilidade do conflito no Médio Oriente começar a acalmar, o ânimo do mercado voltou a arrefecer.

Embora os Estados Unidos insistam que há negociações ativas com o Irão para o fim do conflito, Teerão rejeitou-as.

Além disso, o parlamento do Irão pretende aprovar uma lei para cobrar portagem aos navios que transitam pelo estreito de Ormuz, uma passagem estratégica por onde circula 20% do petróleo mundial.

PUB
Momento-Chave
RTP /

Guarda Revolucionária do Irão reivindica ataque à infraestrutura nuclear de Israel

A Guarda Revolucionária Islâmica do Irão (IRGC) afirma ter iniciado a 82ª vaga da sua operação contra os EUA e Israel, informou a agência de notícias iraniana Tasnim.

De acordo com a IRGC, a mais recente vaga começou ao amanhecer de hoje e envolveu um ataque generalizado com drones e mísseis contra o centro de controlo militar do comando de Israel, bem como contra indústrias relacionadas com a sua infraestrutura nuclear no sul do Mar Morto.
PUB
Momento-Chave
RTP /

Guerra no Irão pode provocar tensões sistémicas financeiras, alerta BCE

Os bancos da zona euro têm uma exposição direta limitada à guerra no Médio Oriente, mas o conflito pode, ainda assim, gerar tensões sistémicas devido às vulnerabilidades interligadas, alertou esta quinta-feira o vice-presidente do Banco Central Europeu.

"Os efeitos colaterais no setor financeiro da zona do euro têm-se mantido, até agora, contidos", afirmou Luis de Guindos num discurso. "As exposições bancárias diretas à região são limitadas e o sistema bancário está bem posicionado, com forte rentabilidade e reservas sólidas de capital e liquidez".

Ainda assim, "num contexto de incerteza global já elevada, este conflito poderia desencadear o desmoronamento de vulnerabilidades interligadas e causar tensão sistémica", avisou.
PUB
Momento-Chave
RTP /

Coreia do Sul vai libertar 17 mil milhões de dólares e reduzir impostos sobre combustíveis

A Coreia do Sul vai libertar mais 17 mil milhões de dólares no próximo mês e prolongar os seus cortes no imposto sobre os combustíveis para lidar com as consequências da guerra no Médio Oriente, anunciou o governo esta quinta-feira.
PUB
Momento-Chave
RTP /

Embaixada dos EUA no Iraque pede aos cidadãos que abandonem o país

A embaixada dos EUA no Iraque emitiu um novo alerta de segurança alegando que grupos armados alinhados com o Irão realizaram ataques generalizados contra cidadãos norte-americanos e alvos ligados a Washington em todo o Iraque, incluindo a região curda.

A embaixada instou os cidadãos norte-americanos a abandonar o Iraque e a não se dirigirem à embaixada em Bagdad ou ao consulado-geral em Erbil devido ao risco contínuo de mísseis, drones e rockets no espaço aéreo iraquiano.

A embaixada aconselhou aqueles que desejam sair do país a utilizar rotas terrestres para a Jordânia, Kuwait, Arábia Saudita e Turquia, uma vez que o espaço aéreo continua encerrado.
PUB
Momento-Chave
RTP /

G7 vai debater libertação de reservas estratégicas de petróleo

Os ministros das Finanças e da Energia do G7 vão discutir a libertação de reservas estratégicas de petróleo na reunião da próxima semana, disse o ministro francês do Comércio, Serge Papin, esta quinta-feira.
PUB
Momento-Chave
A pedido do Paquistão
RTP /

Israel retirou Araqchi e Qalibaf da lista de alvos no Irão

Israel retirou o ministro iraniano dos Negócios Estrangeiro, Abbas Araqchi, e o presidente do Parlamento, Mohammad Baqer Qalibaf, da sua lista de alvos após um pedido do Paquistão para que Washington não os incluísse na sua lista, revelou à Reuters esta quinta-feira uma fonte paquistanesa com conhecimento das discussões.

"Os israelitas tinham as suas coordenadas e queriam eliminá-los. Dissemos aos EUA que, se também fossem eliminados, não haveria mais ninguém com quem falar. Por isso, os EUA pediram aos israelitas que recuassem", disse a fonte.

Araghchi chefiava a delegação iraniana nas negociações nucleares com os EUA e é um dos diplomatas mais experientes do Irão, enquanto Ghalibaf é visto por alguns na Casa Branca como um parceiro viável.

O exército e o Ministério dos Negócios Estrangeiros do Paquistão não responderam imediatamente aos pedidos de comentários.

O Paquistão, o Egito e a Turquia estão a atuar como mediadores entre Teerão e Washington para pôr fim à guerra com o Irão.

O Islamabad tem mantido contacto direto com Washington e Teerão numa altura em que estes canais estão congelados para a maioria dos outros países. A capital do Paquistão tem sido vista como um local provável caso se realizem negociações de paz.
PUB
Momento-Chave
Lusa /

Dois mortos e três feridos por estilhaços de míssil intercetado nos EAU

Pelo menos duas pessoas morreram hoje e outras três ficaram feridas por estilhaços de um míssil intercetado por armas de defesas antiaérea em Abu Dhabi, Emirados Árabes Unidos (EAU), anunciaram as autoridades locais.

"O incidente resultou na morte de duas pessoas não identificadas, três feridos e danos em vários carros", lê-se numa mensagem oficial na rede social X.

O Irão, em retaliação à ofensiva conjunta israelo-americana começada em 28 de fevereiro, encerrou a importante via comercial marítima do estreito de Ormuz e lançou ataques contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região: EAU, Arábia Saudita, Bahrein, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque.

Incidentes com projéteis iranianos foram também registados em Chipre, na Turquia e no Azerbaijão.

PUB
Momento-Chave
RTP /

Ministro da Indústria do Irão revela planos de reconstrução para manter a produção em curso

O ministro da Indústria do Irão, Mohammad Atabak, afirma que existem planos para reconstruir rapidamente fábricas críticas que foram danificadas durante a guerra, de forma a garantir que não há escassez.

Em declarações transmitidas pela emissora iraniana IRIB, Atabak disse que as fábricas danificadas, cujos produtos são amplamente utilizados em toda a cadeia de abastecimento, foram colocadas “no topo da lista de reconstrução”.

As fábricas que foram destruídas exigirão “avaliação especializada”, acrescentou, referindo que espera que o processo produtivo do país continue sem interrupções.
PUB
Momento-Chave
Terceira baixa desde 2 de março
RTP /

Soldado israelita morto em combate no sul do Líbano

O Exército israelita anunciou esta quinta-feira a morte de um soldado no sul do Líbano. "O sargento-mor Uri Grinberg, de 21 anos, de Petah Tikva, soldado da unidade de reconhecimento de elite da Brigada Golani, foi morto em combate no sul do Líbano", referiu o comunicado do Exército.

Esta morte eleva para três o número de soldados israelitas mortos no sul do Líbano desde 2 de arço, quando foram retomadas as hostilidades com o Hezbollah. Israel anunciou a sua intenção de reocupar a área a sul do rio Litani, no sul do Líbano, para restabelecer uma zona de segurança.
PUB
Momento-Chave
RTP /

Presidente da APA afirma que renováveis ajudam a mitigar impacto da crise energética em Portugal

O presidente da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), José Pimenta Machado, explica que a aposta de Portugal em fontes de energia renovável permite mitigar os impactos da crise energética global decorrente do conflito no Médio Oriente.

Pedro A. Pina - RTP

Em declarações à Lusa, José Pimenta Machado afirmou que apesar de Portugal não possuir petróleo nem gás, “há uma coisa que temos em abundância: sol, vento e água”.

Esta aposta nas fontes de energia renovável reduzem o impacto em Portugal da instabilidade energética mundial, decorrente do conflito entre os EUA, Israel e Irão.

O presidente da APA lembra que o desempenho das renováveis foi impulsionado, em grande parte, pela intensa chuva registada este ano, que permitiu encher as albufeiras nacionais.


"Este ano enchemos as barragens todas. Aliás, enchemos e tivemos que fazer descargas de superfície porque elas estavam literalmente cheias", apontou o dirigente.

Para Machado, esta estratégia de aproveitar os recursos que o país possui "não dependendo do exterior" tem-se provado a correta para limitar a escalada de preços para os consumidores.

"O caminho de Portugal nas renováveis é um caminho certo. E este ano mostrou que é mesmo esse caminho e até porque limitou os custos da energia", concluiu, defendendo a necessidade de "acentuar" e "acelerar" esta transição.


Portugal é líder na União Europeia em energias renováveis, com mais de 80% da eletricidade gerada nos primeiros dois meses de 2026 a provir de fontes limpas, de acordo com informação disponível no portal da Associação Portuguesa de Energias Renováveis (APREN).
As principais fontes são a hídrica (36,8%) e a eólica (35%), com crescente destaque para a solar (5,2%), ainda de acordo com a APREN.

O encerramento do Estreito de Ormuz e os ataques contra alvos energéticos no Golfo Pérsico fizeram disparar os preços do petróleo e gás, com os valores a atingirem recordes históricos.

Após o anúncio do plano de paz proposto por Trump, os preços do Brent e do gás baixaram, embora os valores continuem longe daqueles registados antes do início da guerra, a 28 de fevereiro.

Este mês, o Governo português aprovou um pacote de medidas estruturais na área da energia que aposta no reforço da produção renovável, na expansão do autoconsumo e na criação de instrumentos para conter preços em cenários de crise energética.

Uma das novidades mais relevantes é a criação de um mecanismo que permite ao Estado intervir diretamente nos preços da energia em caso de crise.

O Ministério do Ambiente e Energia explicou que uma eventual declaração de crise energética poderia justificar-se, mas apenas ao gás natural, depois de se verificar agravamento muito significativo e recente das condições de mercado, com o preço do gás a situar-se "atualmente cerca de 85% acima dos níveis verificados no início da guerra no Médio Oriente".

c/ Lusa
PUB
Momento-Chave
Estreito de Ormuz
RTP /

Parlamento iraniano defender cobrança de portagem

O Parlamento do Irão tenciona aprovar uma lei destinada a cobrar portagem aos navios que passam pelo Estreito de Ormuz, avança a agência Tasnim.

"Procuramos um projeto de lei que reconheça legalmente a soberania, o domínio e a supervisão do Irão sobre o estreito de Ormuz e que, além disso, seja uma fonte de receitas para o país através da cobrança de uma portagem", disse o presidente da comissão de Assuntos Civis, Mohamad Reza Rezaei Kochi.

O projeto de lei em elaboração visa "cobrar uma taxa pela prestação de segurança aos navios que transitam pelo Estreito de Ormuz".

A República Islâmica mantém o Estreito de Ormuz bloqueado "aos inimigos" desde o início da ofensiva israelo-americana, a 28 de fevereiro.

O bloqueio tem alimentado uma escalada do preço do petróleo.
PUB
Momento-Chave
Ponto de situação
RTP /

China vê "raio de esperança" em conversações

  • O ministro chinês dos Negócios Estrangeiros, Wang Yi, aponta um "raio de esperança" face a movimentações diplomáticas para pôr termo à guerra no Médio Oriente, embora Teerão continue a dizer-se empenhada em defender-se pela via militar. O chefe da diplomacia de Pequim deixou apelos ao diálogo em conversas separadas com os homólogos da Turquia e do Egito;


  • As declarações de Wang Yi surgiram pouco depois de o ministro iraniano dos Negócios Estrangeiros, Abbas Araghchi, ter reiterado que, "até ao momento, nenhuma negociação teve lugar". "Acredito que a nossa posição é completamente sustentada", frisou o governante iraniano;


  • O presidente dos Estados Unidos voltou a garantir que o Irão está interessado em alcançar um acordo. Isto apersar de Teerão ter aparentemente rechaçado uma primeira proposta norte-americana de 15 pontos, recebida por via do Paquistão, opondo-lhe o seu próprio plano e repetindo que, por agora, "não tem a intenção de negociar";


  • Teerão elenca cinco condições, entre as quais o reconhecimento internacional da sua soberania sobre o Estreito de Ormuz, um pagamento pelos danos causados pela guerra e o fim dos combates em todas as frentes;


  • Donald Trump agitou também a ideia de que as sucessivas negativas iranianas poderão dever-se a receios, entre os negociadores, de represálias internas. "Eles estão a negociar, por acaso, e querem muito fazer um acordo, mas têm medo de o dizer porque pensam que podem ser mortos pelo seu próprio povo. Também têm medo de ser mortos por nós", teorizou o presidente dos Estados Unidos;


  • O Comando Central dos Estados Unidos indicou, ao final do dia de quarta-feira, ter atingido, até então, mais de dez mil alvos em solo iraniano, incluindo neste balanço a destruição de 92 por cento dos maiores navios da Marinha iraniana. "Danificámos ou destruímos mais de dois terços dos estaleiros e fábricas de produção naval, de mísseis e drones do Irão", afiançou o almirante Brad Cooper, do CentCom;


  • As Forças de Defesa de Israel afirmam ter levado a cabo mais uma vaga de bombardeamentos sobre o Irão, designadamente em Isfahan, no centro do país, atingindo "infraestruturas do regime terrorista";


  • As autoridades do Kuwait anunciaram a detenção de seis pessoas alegadamente envolvidas numa conspiração do Hezbollah xiita libanês para assassinar líderes deste país do Golfo;


  • O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, confirmou a intenção de expandir a ocupação de território do sul do Líbano, propondo-se fixar uma "maior zona-tampão" contra as ações do Hezbollah;


  • O dirigente do Hezbollah Naim Qassem deixou claro que quaisquer negociações com Israel equivaleriam a "uma rendição";


  • A Rússia estará perto de completar uma operação faseada para fazer chegar ao Irão drones, medicamentos e alimentos, de acordo com serviços de informações ocidentais, citados pelo jornal Financial Times;


  • O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, avisou que "o modelo de Gaza não deve ser replicado no Líbano" e defendeu que "é mais do que tempo" de pôr um ponto final ao conflito entre Estados Unidos, Israel e Irão;


  • Israel bombardeou um campo de refugiados na Faixa de Gaza. Há notícia de pelo menos um morto e sete feridos. As Forças de Defesa do Estado hebraico alegam que o local servia de abrigo a elementos do Hamas. Neste campo vivem 30 mil palestinianos.
PUB
Momento-Chave
Lusa /

China aponta existência de "sinais" iranianos a favor de negociações de paz

O chefe da diplomacia chinesa, Wang Yi, referiu a existência de "sinais" por parte do Irão a favor de negociações com os Estados Unidos para pôr fim à guerra, os quais constituem, "uma luz de esperança".

Lukas Coch - EPA

O Presidente norte-americano, Donald Trump, passou, nos últimos dias, de ameaçar uma escalada da sua guerra contra o Irão para anunciar conversações com a República Islâmica. A afirmação foi, no entanto, energicamente desmentida por Teerão.

"Os Estados Unidos e o Irão emitiram ambos sinais a favor de negociações, deixando entrever uma luz de esperança para a paz", declarou na quarta-feira Wang Yi, durante uma chamada telefónica com o homólogo egípcio, Badr Abdelatty.

"A comunidade internacional deve incentivar ativamente as partes em conflito a encetar o diálogo. A partir do momento em que se começa a falar, a paz volta a ser possível", sublinhou, segundo um comunicado do seu ministério.

Wang Yi não especificou a que "sinais" iranianos se referia.

O ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão, Abbas Araghchi, afirmou ainda na quarta-feira que o Irão não tem "intenção de negociar", mas sim de "continuar a resistir".

Persistem muitas incertezas quanto à eventualidade de negociações entre Teerão e Washington.

Donald Trump continua a afirmar que está a decorrer um diálogo. "Eles estão a negociar e querem mesmo fechar um acordo, mas têm receio de o dizer", afirmou Trump.

Numa chamada telefónica distinta com o homólogo turco, Hakan Fidan, também na quarta-feira, o chefe da diplomacia chinesa declarou que "a prioridade absoluta" continua a ser "promover ativamente as conversações de paz".

Wang Yi saudou o "papel construtivo" desempenhado por Ancara para "favorecer a retoma das negociações", segundo o ministério dos Negócios Estrangeiros chinês.

A China, parceira económica e política do Irão, condenou firmemente os ataques norte-americanos e israelitas contra Teerão. Criticou também, de forma implícita, os ataques iranianos contra países da região e o bloqueio do estreito de Ormuz.

PUB
Momento-Chave
RTP /

Israel vai atacar o Irão com máxima intensidade

Os enviados especiais da RTP Paulo Jerónimo e José Pinto Dias estão a acompanhar as incidências da guerra a partir de Israel.

PUB
Momento-Chave
RTP /

MNE Irão. Falar em negociação é "o mesmo que admitir a derrota"

O Irão não dá um passo um atrás. Teerão rejeita qualquer negociação com Estados Unidos. O ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano garante que o país vai "continuar a resistir".

Diz que, falar em negociações é o mesmo que admitir a derrota.
PUB
Momento-Chave
RTP /

Plano de 15 pontos pode não ser totalmente "verdadeiro"

A Casa Branca não confirma que todas essas exigências sejam um facto, mas sem referir em concreto que aspectos do acordo estão em cima da mesa.

PUB
Momento-Chave
Lusa /

Japão começa a colocar no mercado reservas estatais de crude

As autoridades japonesas começaram hoje a colocar no mercado milhões de barris das suas reservas estatais de petróleo bruto para compensar as perdas de abastecimento decorrentes da interrupção do tráfego marítimo no Estreito de Ormuz.

Foto: Rede Social X

Os barris, correspondentes a um mês de consumo nacional, serão entregues nos próximos dias a quatro grandes petrolíferas japonesas, que os adquiriram por um preço de 540 mil milhões de ienes (cerca de 2,9 mil milhões de euros), avança o diário económico japonês Nikkei.

A primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, tinha antecipado esta terça-feira, numa mensagem na rede social X, que o país começaria hoje a colocar no mercado as reservas estatais, depois de, no passado dia 16 de março, ter sido libertado o equivalente a 15 dias de abastecimento das reservas privadas das petrolíferas japonesas.

Além disso, Takaichi afirmou que, ao longo do mês, começaria a ser libertado petróleo bruto das reservas que o arquipélago mantém em conjunto com países produtores de petróleo, como a Arábia Saudita ou o Kuwait.

O Japão importa do Médio Oriente 90% do petróleo bruto que consome, e, desde o início da guerra, as autoridades têm salientado a importância de garantir o abastecimento e limitar o impacto da guerra nos preços dos combustíveis.

O Governo de Takaichi aprovou também subsídios às petrolíferas para tentar manter o preço da gasolina em cerca de 170 ienes (0,92 euros) por litro, depois deste combustível ter atingido na semana passada um máximo de 190,8 ienes (1,04 euros).

Esta quarta-feira, a primeira-ministra reuniu-se em Tóquio com o diretor executivo da Agência Internacional de Energia (AIE), Fatih Birol, e pediu-lhe que preparasse "possíveis libertações coordenadas adicionais" de petróleo bruto, caso a guerra no Irão se prolongue.

Birol reiterou que a agência está disposta a colocar no mercado reservas adicionais, se necessário, e agradeceu ao Japão pelo apoio à decisão de libertar centenas de milhões de barris das reservas estratégicas dos seus países membros para compensar as perdas de abastecimento.

PUB
Momento-Chave
Lusa /

Filipinas recebem petróleo russo dias após declaração de "estado de emergência energética"

Um navio com mais de 700.000 barris de petróleo bruto russo chegou às Filipinas, revelou hoje uma fonte filipina, poucos dias depois de o país ter declarado "estado de emergência energética" devido à guerra no Médio Oriente.

Foto: Reuters

O Sara Sky, com pavilhão da Serra Leoa, chegou na segunda-feira com petróleo bruto de alta qualidade proveniente do oleoduto russo Sibéria-Pacífico (ESPO) destinado à Petron, a única refinaria de petróleo das Filipinas, precisou a fonte em declarações à agência France-Presse (AFP), que não a identificou.

O arquipélago depende em grande medida das importações de combustível, cujo custo disparou desde o início da guerra no Médio Oriente, desencadeada pelos ataques americano-israelitas ao Irão em 28 de fevereiro.

O Irão está desde então a bloquear, de facto, o estreito de Ormuz, por onde transita 20% da produção mundial de hidrocarbonetos, grande parte dos quais se destina ao continente asiático.

Um jornalista da AFP constatou a presença do Sara Sky ancorado no porto de Limay, perto de Manila, onde se situa a refinaria Petron.

Trata-se da primeira entrega de petróleo russo às Filipinas em cinco anos, segundo vários meios de comunicação locais.

A Petron recusou-se hoje a confirmar a chegada da carga. O seu diretor-geral, Ramon Ang, tinha afirmado na semana passada à AFP que a empresa estava "em negociações" para uma eventual compra de petróleo russo.

 

PUB