Escalada militar entre Estados Unidos, Israel e Irão intensifica-se
Israel anunciou a morte de um dos principais comandantes navais do Irão.
Foto: Mohamed Azakir - Reuters
Donald Trump volta a ameaçar o Irão
O presidente dos Estados Unidos avisa que os negociadores iranianos devem aceitar um acordo "antes que seja tarde demais".
Israel "fecha a porta" a acordo com Irão e "continua os ataques"
O primeiro-ministro israelita esteve reunido com o ministro da Defesa. A ordem é para "atacar a fundo" alvos iranianos e libaneses até sexta-feira.
"Botija Solidária". Ajuda aumenta para 25 euros durante três meses
Estão a chegar mais pedidos de apoio à compra de garrafas de gás. O programa "Botija Solidária" é retomado esta quinta-feira com um aumento da ajuda de 15 para 25 euros durante três meses.
Brent sobe 5% e ultrapassa os 107 dólares
O petróleo Brent para entrega em maio subiu hoje 5% e é negociado a 107 dólares por barril, depois de Donald Trump ter advertido o Irão para se sentar à mesa das negociações "antes que seja tarde demais".
O Brent, o petróleo de referência da Europa, que na abertura subia cerca de 2%, tem vindo a ampliar a tendência de alta, pelo que às 12:00 horas de Lisboa valorizava-se em 5,21% no mercado de futuros de Londres, até aos 107,55 dólares, de acordo com dados da Bloomberg.
Tal como o Brent, o petróleo do Texas (WTI), de referência nos Estados Unidos, subiu 4,71% antes da abertura oficial do mercado, para 94,51 dólares por barril.
Neste contexto, o presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou: "É melhor que levem isto a sério rapidamente, antes que seja tarde demais, porque, uma vez que isso aconteça, não haverá volta a dar e não será nada agradável!".
No entanto, o ministro dos Negócios Estrangeiros do Paquistão, Ishaq Dar, confirmou que o país está a atuar como canal oficial das conversações indiretas entre os Estados Unidos e o Irão, e que Washington colocou sobre a mesa uma proposta de 15 pontos para colocar fim ao conflito que "está a ser deliberada" por Teerão.
Emirados Árabes Unidos intercetaram 15 mísseis iranianos esta quinta-feira
Os estilhaços de um dos mísseis intercetados mataram duas pessoas em Abu Dhabi.
Israel vai continuar a atacar alvos iranianos com "toda a intensidade"
A declaração segue-se a afirmações anteriores de responsáveis israelitas de que Tangsiri teria sido morto num ataque aéreo israelita no Irão.
"Continuaremos a atacar com força os alvos do regime terrorista iraniano", disse Netanyahu, segundo a tradução da sua breve declaração em vídeo.
"Na noite passada, eliminámos o comandante da Marinha da Guarda Revolucionária. Este homem tinha muito sangue nas mãos; foi também ele quem liderou o encerramento do Estreito de Ormuz.
Este é mais um exemplo da cooperação entre nós e o nosso amigo, os Estados Unidos, em busca do objetivo comum de alcançar os objetivos da guerra."
Israel afirma ter "eliminado" 700 membros do Hezbollah
"Realizámos operações resolutas (...) para garantir a segurança dos nossos civis. Neste momento, posso informar que cerca de 700 terroristas foram eliminados", declarou o tenente-coronel Nadav Shoshani durante uma conferência de imprensa.
A ofensiva israelita no sul do Líbano visa proteger "as comunidades no norte de Israel", "eliminar suficientemente a ameaça fronteiriça" e "desmantelar as capacidades do Hezbollah em todas as frentes", acrescentou.
O movimento xiita nunca divulga o número dos seus combatentes mortos. Segundo dados do Governo libanês, 1094 pessoas foram mortas desde o reinício do conflito, incluindo 121 crianças.
Estados Unidos negam "categoricamente" as "alegações" de que terão atacado as forças de segurança iraquianas
"Quaisquer alegações de que os Estados Unidos atacaram as forças de segurança iraquianas são categoricamente falsas, inconsistentes com a parceria EUA-Iraque e insultam a longa amizade e cooperação entre os Estados Unidos e as forças iraquianas", realçou a fonte.
As autoridades iraquianas não acusaram especificamente os Estados Unidos de terem levado a cabo o ataque a um hospital militar em Habbaniya, que matou sete soldados na quarta-feira. O Governo considerou, no entanto, que este "crime" "mina as relações que unem os povos do Iraque e dos Estados Unidos".
Petróleo sobe 5% devido às incertezas em torno das negociações entre Irão e EUA
Por volta das 12h00, o preço do barril de Brent do Mar do Norte, para entrega em maio, subia 5,20%, para 107,54 dólares. O seu equivalente americano, o barril de West Texas Intermediate, para entrega no mesmo mês, subiu 4,86% para 94,71 dólares, após um breve pico de mais de 5%.
Comissão Europeia diz não haver problemas com a segurança do abastecimento de gás na UE
Esta responsável afirmou ainda que a Comissão Europeia realizou esta manhã uma reunião com os 27 Estados-membros para discutir a situação.
Irão autoriza passagem de navios malaios no Estreito de Ormuz
Anwar agradeceu ao presidente do Irão por ter permitido a passagem dos navios malaios. "Estamos agora no processo de libertação dos petroleiros malaios e dos trabalhadores envolvidos para que possam continuar a sua viagem de regresso a casa".
O primeiro-ministro malaio afirmou que falou com o Irão e outros países no âmbito dos esforços para facilitar a paz no Médio Oriente.
"Mas não é fácil, pois o Irão sente que foi enganado repetidamente e tem dificuldade em aceitar medidas de paz sem uma garantia de segurança clara e vinculativa para a sua nação", disse.
O governo da Malásia vai manter os subsídios ao preço do petróleo, mas está a tomar medidas para atenuar o impacto das interrupções no fornecimento, incluindo reduções nas alocações mensais de combustível subsidiado, acrescentou.
Produção e distribuição acusam Governo de "demora a reagir" face à escalada dos combustíveis
As associações que representam agricultores e distribuidores alertam para a "perda de competitividade da economia portuguesa face a Espanha, amplamente agravada pela atual crise dos preços da energia e dos combustíveis" e pedem medidas urgentes.
As duas associações admitem que podem divergir em relação às soluções mas convergem no diagnóstico: "O atual enquadramento económico, fiscal e regulatório, e a demora a reagir com determinação à escalada dos preços da energia e dos combustíveis, tem vindo a penalizar a capacidade competitiva das empresas nacionais face a Espanha".Uma situação que "aprofunda assimetrias, debilitando o tecido produtivo e que, em breve, acabará por fragilizar o poder de compra dos consumidores”, alertam as associações.
A CAP e a APED consideram "urgente" que o Governo avance com um pacote "coerente e eficaz de medidas" que promova condições de concorrência mais equilibradas, reduza custos de contexto e apoie "a produção nacional, salvaguardando o acesso a bens essenciais e a confiança dos consumidores".
"A inação ou atraso na resposta a este desafio” vai comprometer ainda mais a competitividade de Portugal, "com consequências negativas para empresas, produtores e consumidores”, alertam.
As associações que representam os agricultores e a distribuição manifestam ainda disponibilidade para “colaborar construtivamente na definição de soluções que reforcem a competitividade do país, com o objetivo de criar "um mercado mais dinâmico", e que "ajude os consumidores a ultrapassarem as dificuldades decorrentes do aumento do preço da energia”.
Países do Golfo Pérsico acusam Teerão de taxar passagem de navios em Ormuz
O CCG integra seis estados da região do Médio Oriente - Arábia Saudita, Bahrain, Qatar, Kuwait, Emirados Árabes Unidos (EAU) e Omã – todos com grande interessa naquela via marítima comercial global por onde costumava passar cerca de 20% do petróleo, gás e respetivos derivados.
Empresa russa retira mais um grupo de funcionários da central nuclear iraniana de Bushehr
A Rosatom revelou que iniciou a terceira fase de retirada de pessoal, com um grupo a partir por via terrestre em direção à fronteira entre o Irão e a Arménia.
Trump frisa que Irão tem de agir rapidamente para salvar negociações
"É melhor levarem isto a sério em breve, antes que seja tarde demais, porque quando isso acontecer, NÃO HAVERÁ VOLTA, e não será bonito", disse numa publicação no Truth Social esta quinta-feira.
Paquistão confirma mediação EUA-Irão e diz que Turquia e Egito também estão envolvidos
There has been unnecessary speculation in the media regarding peace talks to end ongoing conflict in the Middle East. In reality, US-Iran indirect talks are taking place through messages being relayed by Pakistan. In this context, the United States has shared 15 points, being…
— Ishaq Dar (@MIshaqDar50) March 26, 2026
Pentágono pondera desviar ajuda militar da Ucrânia para o Médio Oriente
O Pentágono está a avaliar a possibilidade de redirecionar armas que estavam destinadas à Ucrânia para o Médio Oriente, avança o Washington Post esta quinta-feira, citando três fontes familiarizadas com o assunto.
Embora ainda não tenha sido tomada uma decisão, a ideia está a ser ponderada numa altura em que se intensificam as operações dos EUA na região e em que Washington está a esgotar algumas das munições mais críticas das forças armadas americanas.
Os EUA já tinham cortado a maior parte da assistência à Ucrânia. Em julho de 2025, o presidente Donald Trump anunciou um acordo segundo o qual os EUA passariam a enviar armas para a NATO e a própria NATO pagaria a 100% essas armas, que depois seriam entregues à Ucrânia.
No entanto, desde o início da guerra dos EUA e Israel contra o Irão, a 28 de fevereiro, as principais nações europeias têm-se mostrado preocupadas com o rápido esgotamento das munições de Washington, o que poderia interromper as entregas destes materiais à Ucrânia.
“Eles estão a consumir munições de forma muito rápida, então agora há dúvidas sobre o quanto eles continuarão a fornecer por meio do acordo”, disse um diplomata europeu ao Washington Post.
Entre as munições mais requisitadas para a guerra estão os intercetores de defesa aérea de alta tecnologia, incluindo os sistemas Patriot e THAAD. Estes recursos são também os mais cobiçados pela Ucrânia, que continua a ser alvo de vários ataques russos contra as suas cidades e infraestruturas.
Pentágono tenta aumentar produção de munições
Após a guerra no Irão, o Pentágono procurou aumentar rapidamente a produção de munições essenciais, mas enfrenta limitações devido à restrita capacidade da indústria de defesa americana de expandir a sua produção em momentos de crise. O Pentágono está a pedir 200 mil milhões de dólares adicionais para financiar a guerra no Irão.
Na quarta-feira, o Departamento de Defesa dos EUA anunciou acordos com empresas contratadas para aumentar a produção de mísseis. O Pentágono anunciou também um aumento de quatro vezes na produção de um componente-chave para o THAAD, um sistema antimíssil do exército dos EUA considerado um dos mais avançados do mundo e que tem sido amplamente utilizado nas últimas semanas no Médio Oriente.
Apesar disto, um porta-voz do Pentágono disse ao Washington Post que o Departamento de Defesa "vai garantir que as forças norte-americanas e as dos nossos aliados e parceiros têm o que precisam para lutar e vencer", mas recusou fazer mais comentários sobre o assunto.
Questionados pela Reuters, o Pentágono, o Departamento de Estado norte-americano e a NATO não responderam de imediato aos pedidos de comentários.
A embaixadora da Ucrânia nos Estados Unidos, Olga Stefanishyna, afirmou em comunicado que Kiev estava a manter os seus parceiros informados sobre as suas necessidades, inclusive em relação à defesa aérea, mas compreendia o “período de considerável incerteza”.
“Quaisquer interrupções ocorridas no início das operações recentes no Médio Oriente foram atenuadas”, garantiu Stefanishyna.
Também esta quinta-feira, o Kremlin desmentiu um artigo do Financial Times que afirmava que a Rússia estava prestes a concluir a entrega de drones ao Irão.
Moscovo não anunciou oficialmente qualquer ajuda concreta ao Irão desde o início do conflito, para além do envio de ajuda humanitária. Mas vários órgãos de comunicação social norte-americanos afirmaram que Moscovo partilhou informações de inteligência militar com Teerão para facilitar os seus ataques no Médio Oriente.
Israel afirma ter "eliminado" o comandante da Marinha da Guarda Revolucionária do Irão
NATO não fez "absolutamente nada" para ajudar os EUA na guerra contra o Irão
“AS NAÇÕES DA NATO NÃO FIZERAM ABSOLUTAMENTE NADA PARA AJUDAR A COMBATER A NAÇÃO LUNÁTICA, AGORA MILITARMENTE DIZIMADA, QUE É O IRÃO. OS EUA NÃO PRECISAM DE NADA DA NATO, MAS "NUNCA SE ESQUEÇAM" DESTE MOMENTO MUITO IMPORTANTE!”, escreveu Trump na rede social.
Comandante da Marinha da Guarda Revolucionária Islâmica alvo de ataque aéreo israelita
O exército israelita atacou Tangsiri enquanto este estava escondido num apartamento com outros oficiais do CGRI, disseram as autoridades ao jornal, alegando que o chefe da Marinha iraniana desempenhou um papel fundamental no encerramento do Estreito de Ormuz à maior parte da navegação internacional.
Alguns órgãos de comunicação social israelitas noticiaram que Tangsiri foi morto num ataque na cidade de Bandar Abbas, no sul do Irão, situada na costa do Estreito de Ormuz e que alberga o quartel-general da Marinha iraniana. Não houve qualquer comentário oficial do Irão ou de Israel.
OCDE prevê abrandamento da economia mundial perante guerra de "natureza imprevisível"
O Economic Outlook da OCDE antevê que o crescimento do PIB mundial desacelere este ano para os 2,9%, "antes de subir ligeiramente para 3% em 2027".
"O aumento dos preços da energia e a natureza imprevisível do conflito em evolução no Médio Oriente irão elevar os custos e reduzir a procura, compensando os efeitos positivos de um forte investimento e produção relacionados com a tecnologia, de taxas efetivas de tarifas mais baixas e do dinamismo herdado de 2025", descreve a OCDE no relatório interino Economic Outlook, sob o título Testar a Resiliência.Uma anterior revisão das estimativas de dezembro do ano passado apontava para uma potencial revisão em alta do crescimento do PIB mundial. Todavia, a OCDE sublinha que "esta revisão foi totalmente anulada pelo impacto da intensificação do conflito no Médio Oriente".
"Estas projeções estão condicionadas a um pressuposto técnico de que o atual nível de perturbação nos mercados energéticos irá diminuir ao longo do tempo, com os preços do petróleo, do gás e dos fertilizantes a descerem gradualmente a partir de meados de 2026", assinala a organização. Jornal da Tarde | 26 de março de 2026
Nos Estados Unidos, o crescimento do PIB deverá desacelerar de dois por cento este ano para 1,7 em 2027. Na Zona Euro, "prevê-se que o crescimento do PIB desacelere para 0,8 por cento em 2026, à medida que os preços mais elevados da energia pesam sobre a atividade, antes de aumentar para 1,2% em 2027, impulsionado por um maior gasto em defesa".Para o bloco da moeda única, a OCDE aponta uma inflação de 2,6 por cento em 2026 - num acréscimo de sete décimas relativamente às previsões de dezembro - e de 2,1 por cento em 2027.
Para a China, a estimativa é de que "o crescimento abrande para 4,4 por cento em 2026 e 4,3 por cento em 2027".
A inflação nos países do G20 deverá exceder este ano em 1,2 pontos percentuais a anterior previsão, para alcançar os quatro por cento. Deve depois desacelerar para 2,7 por cento no próximo ano, "assumindo-se uma diminuição das pressões dos preços da energia".
"Perante o choque dos preços da energia, os bancos centrais precisam de se manter vigilantes e assegurar que as expectativas de inflação permanecem bem ancoradas", recomenda a organização, acrescentando que "poderão ser necessários ajustamentos da política monetária caso as pressões sobre os preços se alarguem ou se as perspetivas de crescimento enfraquecerem substancialmente".
"As medidas governamentais para atenuar o impacto dos preços mais elevados da energia devem ser oportunas" e "bem direcionadas para os agregados familiares mais necessitados e para empresas viáveis", completa a OCDE.
c/ agências
Preço do gás natural sobe mais de 4% e ultrapassa os 54 euros
O preço do gás natural para entrega no prazo de um mês no mercado TTF dos Países Baixos, referência na Europa, aumentou hoje 4% e ultrapassou os 54 euros por megawatt-hora (MWh), devido ao conflito no Médio Oriente.
De acordo com dados da Bloomberg, citados pela agência EFE, após quatro sessões de quedas, o preço do gás natural voltou a subir, registando um aumento de 4,43%, para 54,37 euros por MWh.
Desta forma, o preço do gás afasta-se dos 31,6 euros registados no dia 27 de fevereiro, um dia antes de os Estados Unidos e Israel terem iniciado a guerra contra o Irão.
Após vários dias de otimismo face à possibilidade do conflito no Médio Oriente começar a acalmar, o ânimo do mercado voltou a arrefecer.
Embora os Estados Unidos insistam que há negociações ativas com o Irão para o fim do conflito, Teerão rejeitou-as.
Além disso, o parlamento do Irão pretende aprovar uma lei para cobrar portagem aos navios que transitam pelo estreito de Ormuz, uma passagem estratégica por onde circula 20% do petróleo mundial.
Guarda Revolucionária do Irão reivindica ataque à infraestrutura nuclear de Israel
De acordo com a IRGC, a mais recente vaga começou ao amanhecer de hoje e envolveu um ataque generalizado com drones e mísseis contra o centro de controlo militar do comando de Israel, bem como contra indústrias relacionadas com a sua infraestrutura nuclear no sul do Mar Morto.
Guerra no Irão pode provocar tensões sistémicas financeiras, alerta BCE
"Os efeitos colaterais no setor financeiro da zona do euro têm-se mantido, até agora, contidos", afirmou Luis de Guindos num discurso. "As exposições bancárias diretas à região são limitadas e o sistema bancário está bem posicionado, com forte rentabilidade e reservas sólidas de capital e liquidez".
Ainda assim, "num contexto de incerteza global já elevada, este conflito poderia desencadear o desmoronamento de vulnerabilidades interligadas e causar tensão sistémica", avisou.
Coreia do Sul vai libertar 17 mil milhões de dólares e reduzir impostos sobre combustíveis
Embaixada dos EUA no Iraque pede aos cidadãos que abandonem o país
A embaixada instou os cidadãos norte-americanos a abandonar o Iraque e a não se dirigirem à embaixada em Bagdad ou ao consulado-geral em Erbil devido ao risco contínuo de mísseis, drones e rockets no espaço aéreo iraquiano.
A embaixada aconselhou aqueles que desejam sair do país a utilizar rotas terrestres para a Jordânia, Kuwait, Arábia Saudita e Turquia, uma vez que o espaço aéreo continua encerrado.
G7 vai debater libertação de reservas estratégicas de petróleo
Israel retirou Araqchi e Qalibaf da lista de alvos no Irão
O exército e o Ministério dos Negócios Estrangeiros do Paquistão não responderam imediatamente aos pedidos de comentários.
O Paquistão, o Egito e a Turquia estão a atuar como mediadores entre Teerão e Washington para pôr fim à guerra com o Irão.
O Islamabad tem mantido contacto direto com Washington e Teerão numa altura em que estes canais estão congelados para a maioria dos outros países. A capital do Paquistão tem sido vista como um local provável caso se realizem negociações de paz.
Dois mortos e três feridos por estilhaços de míssil intercetado nos EAU
Pelo menos duas pessoas morreram hoje e outras três ficaram feridas por estilhaços de um míssil intercetado por armas de defesas antiaérea em Abu Dhabi, Emirados Árabes Unidos (EAU), anunciaram as autoridades locais.
"O incidente resultou na morte de duas pessoas não identificadas, três feridos e danos em vários carros", lê-se numa mensagem oficial na rede social X.
O Irão, em retaliação à ofensiva conjunta israelo-americana começada em 28 de fevereiro, encerrou a importante via comercial marítima do estreito de Ormuz e lançou ataques contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região: EAU, Arábia Saudita, Bahrein, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque.
Incidentes com projéteis iranianos foram também registados em Chipre, na Turquia e no Azerbaijão.
Ministro da Indústria do Irão revela planos de reconstrução para manter a produção em curso
Em declarações transmitidas pela emissora iraniana IRIB, Atabak disse que as fábricas danificadas, cujos produtos são amplamente utilizados em toda a cadeia de abastecimento, foram colocadas “no topo da lista de reconstrução”.
As fábricas que foram destruídas exigirão “avaliação especializada”, acrescentou, referindo que espera que o processo produtivo do país continue sem interrupções.
Soldado israelita morto em combate no sul do Líbano
Esta morte eleva para três o número de soldados israelitas mortos no sul do Líbano desde 2 de arço, quando foram retomadas as hostilidades com o Hezbollah. Israel anunciou a sua intenção de reocupar a área a sul do rio Litani, no sul do Líbano, para restabelecer uma zona de segurança.
Presidente da APA afirma que renováveis ajudam a mitigar impacto da crise energética em Portugal
O presidente da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), José Pimenta Machado, explica que a aposta de Portugal em fontes de energia renovável permite mitigar os impactos da crise energética global decorrente do conflito no Médio Oriente.
Em declarações à Lusa, José Pimenta Machado afirmou que apesar de Portugal não possuir petróleo nem gás, “há uma coisa que temos em abundância: sol, vento e água”.
Esta aposta nas fontes de energia renovável reduzem o impacto em Portugal da instabilidade energética mundial, decorrente do conflito entre os EUA, Israel e Irão.O presidente da APA lembra que o desempenho das renováveis foi impulsionado, em grande parte, pela intensa chuva registada este ano, que permitiu encher as albufeiras nacionais.
"Este ano enchemos as barragens todas. Aliás, enchemos e tivemos que fazer descargas de superfície porque elas estavam literalmente cheias", apontou o dirigente.
Para Machado, esta estratégia de aproveitar os recursos que o país possui "não dependendo do exterior" tem-se provado a correta para limitar a escalada de preços para os consumidores.
"O caminho de Portugal nas renováveis é um caminho certo. E este ano mostrou que é mesmo esse caminho e até porque limitou os custos da energia", concluiu, defendendo a necessidade de "acentuar" e "acelerar" esta transição.
Portugal é líder na União Europeia em energias renováveis, com mais de 80% da eletricidade gerada nos primeiros dois meses de 2026 a provir de fontes limpas, de acordo com informação disponível no portal da Associação Portuguesa de Energias Renováveis (APREN). As principais fontes são a hídrica (36,8%) e a eólica (35%), com crescente destaque para a solar (5,2%), ainda de acordo com a APREN.
O encerramento do Estreito de Ormuz e os ataques contra alvos energéticos no Golfo Pérsico fizeram disparar os preços do petróleo e gás, com os valores a atingirem recordes históricos.
Após o anúncio do plano de paz proposto por Trump, os preços do Brent e do gás baixaram, embora os valores continuem longe daqueles registados antes do início da guerra, a 28 de fevereiro.
Este mês, o Governo português aprovou um pacote de medidas estruturais na área da energia que aposta no reforço da produção renovável, na expansão do autoconsumo e na criação de instrumentos para conter preços em cenários de crise energética.
Uma das novidades mais relevantes é a criação de um mecanismo que permite ao Estado intervir diretamente nos preços da energia em caso de crise.
O Ministério do Ambiente e Energia explicou que uma eventual declaração de crise energética poderia justificar-se, mas apenas ao gás natural, depois de se verificar agravamento muito significativo e recente das condições de mercado, com o preço do gás a situar-se "atualmente cerca de 85% acima dos níveis verificados no início da guerra no Médio Oriente".
c/ Lusa
Parlamento iraniano defender cobrança de portagem
"Procuramos um projeto de lei que reconheça legalmente a soberania, o domínio e a supervisão do Irão sobre o estreito de Ormuz e que, além disso, seja uma fonte de receitas para o país através da cobrança de uma portagem", disse o presidente da comissão de Assuntos Civis, Mohamad Reza Rezaei Kochi.
O projeto de lei em elaboração visa "cobrar uma taxa pela prestação de segurança aos navios que transitam pelo Estreito de Ormuz".
A República Islâmica mantém o Estreito de Ormuz bloqueado "aos inimigos" desde o início da ofensiva israelo-americana, a 28 de fevereiro.
O bloqueio tem alimentado uma escalada do preço do petróleo.
China vê "raio de esperança" em conversações
- O ministro chinês dos Negócios Estrangeiros, Wang Yi, aponta um "raio de esperança" face a movimentações diplomáticas para pôr termo à guerra no Médio Oriente, embora Teerão continue a dizer-se empenhada em defender-se pela via militar. O chefe da diplomacia de Pequim deixou apelos ao diálogo em conversas separadas com os homólogos da Turquia e do Egito;
- As declarações de Wang Yi surgiram pouco depois de o ministro iraniano dos Negócios Estrangeiros, Abbas Araghchi, ter reiterado que, "até ao momento, nenhuma negociação teve lugar". "Acredito que a nossa posição é completamente sustentada", frisou o governante iraniano;
- O presidente dos Estados Unidos voltou a garantir que o Irão está interessado em alcançar um acordo. Isto apersar de Teerão ter aparentemente rechaçado uma primeira proposta norte-americana de 15 pontos, recebida por via do Paquistão, opondo-lhe o seu próprio plano e repetindo que, por agora, "não tem a intenção de negociar";
- Teerão elenca cinco condições, entre as quais o reconhecimento internacional da sua soberania sobre o Estreito de Ormuz, um pagamento pelos danos causados pela guerra e o fim dos combates em todas as frentes;
- Donald Trump agitou também a ideia de que as sucessivas negativas iranianas poderão dever-se a receios, entre os negociadores, de represálias internas. "Eles estão a negociar, por acaso, e querem muito fazer um acordo, mas têm medo de o dizer porque pensam que podem ser mortos pelo seu próprio povo. Também têm medo de ser mortos por nós", teorizou o presidente dos Estados Unidos;
- O Comando Central dos Estados Unidos indicou, ao final do dia de quarta-feira, ter atingido, até então, mais de dez mil alvos em solo iraniano, incluindo neste balanço a destruição de 92 por cento dos maiores navios da Marinha iraniana. "Danificámos ou destruímos mais de dois terços dos estaleiros e fábricas de produção naval, de mísseis e drones do Irão", afiançou o almirante Brad Cooper, do CentCom;
- As Forças de Defesa de Israel afirmam ter levado a cabo mais uma vaga de bombardeamentos sobre o Irão, designadamente em Isfahan, no centro do país, atingindo "infraestruturas do regime terrorista";
- As autoridades do Kuwait anunciaram a detenção de seis pessoas alegadamente envolvidas numa conspiração do Hezbollah xiita libanês para assassinar líderes deste país do Golfo;
- O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, confirmou a intenção de expandir a ocupação de território do sul do Líbano, propondo-se fixar uma "maior zona-tampão" contra as ações do Hezbollah;
- O dirigente do Hezbollah Naim Qassem deixou claro que quaisquer negociações com Israel equivaleriam a "uma rendição";
- A Rússia estará perto de completar uma operação faseada para fazer chegar ao Irão drones, medicamentos e alimentos, de acordo com serviços de informações ocidentais, citados pelo jornal Financial Times;
- O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, avisou que "o modelo de Gaza não deve ser replicado no Líbano" e defendeu que "é mais do que tempo" de pôr um ponto final ao conflito entre Estados Unidos, Israel e Irão;
- Israel bombardeou um campo de refugiados na Faixa de Gaza. Há notícia de pelo menos um morto e sete feridos. As Forças de Defesa do Estado hebraico alegam que o local servia de abrigo a elementos do Hamas. Neste campo vivem 30 mil palestinianos.
China aponta existência de "sinais" iranianos a favor de negociações de paz
O chefe da diplomacia chinesa, Wang Yi, referiu a existência de "sinais" por parte do Irão a favor de negociações com os Estados Unidos para pôr fim à guerra, os quais constituem, "uma luz de esperança".
O Presidente norte-americano, Donald Trump, passou, nos últimos dias, de ameaçar uma escalada da sua guerra contra o Irão para anunciar conversações com a República Islâmica. A afirmação foi, no entanto, energicamente desmentida por Teerão.
"Os Estados Unidos e o Irão emitiram ambos sinais a favor de negociações, deixando entrever uma luz de esperança para a paz", declarou na quarta-feira Wang Yi, durante uma chamada telefónica com o homólogo egípcio, Badr Abdelatty.
"A comunidade internacional deve incentivar ativamente as partes em conflito a encetar o diálogo. A partir do momento em que se começa a falar, a paz volta a ser possível", sublinhou, segundo um comunicado do seu ministério.
Wang Yi não especificou a que "sinais" iranianos se referia.
O ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão, Abbas Araghchi, afirmou ainda na quarta-feira que o Irão não tem "intenção de negociar", mas sim de "continuar a resistir".
Persistem muitas incertezas quanto à eventualidade de negociações entre Teerão e Washington.
Donald Trump continua a afirmar que está a decorrer um diálogo. "Eles estão a negociar e querem mesmo fechar um acordo, mas têm receio de o dizer", afirmou Trump.
Numa chamada telefónica distinta com o homólogo turco, Hakan Fidan, também na quarta-feira, o chefe da diplomacia chinesa declarou que "a prioridade absoluta" continua a ser "promover ativamente as conversações de paz".
Wang Yi saudou o "papel construtivo" desempenhado por Ancara para "favorecer a retoma das negociações", segundo o ministério dos Negócios Estrangeiros chinês.
A China, parceira económica e política do Irão, condenou firmemente os ataques norte-americanos e israelitas contra Teerão. Criticou também, de forma implícita, os ataques iranianos contra países da região e o bloqueio do estreito de Ormuz.
Israel vai atacar o Irão com máxima intensidade
Os enviados especiais da RTP Paulo Jerónimo e José Pinto Dias estão a acompanhar as incidências da guerra a partir de Israel.
MNE Irão. Falar em negociação é "o mesmo que admitir a derrota"
O Irão não dá um passo um atrás. Teerão rejeita qualquer negociação com Estados Unidos. O ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano garante que o país vai "continuar a resistir".
Plano de 15 pontos pode não ser totalmente "verdadeiro"
A Casa Branca não confirma que todas essas exigências sejam um facto, mas sem referir em concreto que aspectos do acordo estão em cima da mesa.
Japão começa a colocar no mercado reservas estatais de crude
As autoridades japonesas começaram hoje a colocar no mercado milhões de barris das suas reservas estatais de petróleo bruto para compensar as perdas de abastecimento decorrentes da interrupção do tráfego marítimo no Estreito de Ormuz.
Os barris, correspondentes a um mês de consumo nacional, serão entregues nos próximos dias a quatro grandes petrolíferas japonesas, que os adquiriram por um preço de 540 mil milhões de ienes (cerca de 2,9 mil milhões de euros), avança o diário económico japonês Nikkei.
A primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, tinha antecipado esta terça-feira, numa mensagem na rede social X, que o país começaria hoje a colocar no mercado as reservas estatais, depois de, no passado dia 16 de março, ter sido libertado o equivalente a 15 dias de abastecimento das reservas privadas das petrolíferas japonesas.
Além disso, Takaichi afirmou que, ao longo do mês, começaria a ser libertado petróleo bruto das reservas que o arquipélago mantém em conjunto com países produtores de petróleo, como a Arábia Saudita ou o Kuwait.
O Japão importa do Médio Oriente 90% do petróleo bruto que consome, e, desde o início da guerra, as autoridades têm salientado a importância de garantir o abastecimento e limitar o impacto da guerra nos preços dos combustíveis.
O Governo de Takaichi aprovou também subsídios às petrolíferas para tentar manter o preço da gasolina em cerca de 170 ienes (0,92 euros) por litro, depois deste combustível ter atingido na semana passada um máximo de 190,8 ienes (1,04 euros).
Esta quarta-feira, a primeira-ministra reuniu-se em Tóquio com o diretor executivo da Agência Internacional de Energia (AIE), Fatih Birol, e pediu-lhe que preparasse "possíveis libertações coordenadas adicionais" de petróleo bruto, caso a guerra no Irão se prolongue.
Birol reiterou que a agência está disposta a colocar no mercado reservas adicionais, se necessário, e agradeceu ao Japão pelo apoio à decisão de libertar centenas de milhões de barris das reservas estratégicas dos seus países membros para compensar as perdas de abastecimento.
Filipinas recebem petróleo russo dias após declaração de "estado de emergência energética"
Um navio com mais de 700.000 barris de petróleo bruto russo chegou às Filipinas, revelou hoje uma fonte filipina, poucos dias depois de o país ter declarado "estado de emergência energética" devido à guerra no Médio Oriente.
O Sara Sky, com pavilhão da Serra Leoa, chegou na segunda-feira com petróleo bruto de alta qualidade proveniente do oleoduto russo Sibéria-Pacífico (ESPO) destinado à Petron, a única refinaria de petróleo das Filipinas, precisou a fonte em declarações à agência France-Presse (AFP), que não a identificou.
O arquipélago depende em grande medida das importações de combustível, cujo custo disparou desde o início da guerra no Médio Oriente, desencadeada pelos ataques americano-israelitas ao Irão em 28 de fevereiro.
O Irão está desde então a bloquear, de facto, o estreito de Ormuz, por onde transita 20% da produção mundial de hidrocarbonetos, grande parte dos quais se destina ao continente asiático.
Um jornalista da AFP constatou a presença do Sara Sky ancorado no porto de Limay, perto de Manila, onde se situa a refinaria Petron.
Trata-se da primeira entrega de petróleo russo às Filipinas em cinco anos, segundo vários meios de comunicação locais.
A Petron recusou-se hoje a confirmar a chegada da carga. O seu diretor-geral, Ramon Ang, tinha afirmado na semana passada à AFP que a empresa estava "em negociações" para uma eventual compra de petróleo russo.