Mundo
Calor histórico obriga Europa central e de leste a repensar a energia
A redução do caudal do Rio Vístula obrigou as autoridades polacas a desligar as centrais a carvão de Kozienice e Polaniec, subtraindo assim quase 1,3 gigawatts à rede elétrica do país.
Os termómetros estabeleceram esta semana máximos históricos em países como a Polónia, Hungria, Eslováquia e Roménia, onde o calor extremo forçou medidas de exceção na gestão dos sistemas energéticos. As autoridades húngaras decidiram mesmo desligar a iluminação em alguns dos seus edifícios mais emblemáticos, à semelhança, de resto, do que aconteceu na Roménia.
Um exemplo de marcas sem precedentes nos registos de temperaturas é Dolné Plachtince, localidade do distrito de Veľký Krtíš, no sul da Eslováquia. Aqui, os termómetros chegaram, na quinta-feira, aos 42 graus Celsius.
O calor potenciou ainda incêndios florestais na Bulgária. A principal via rodoviária do país, Trakia, foi cortada em ambos os sentidos, também na quinta-feira, por causa da progressão das chamas a cerca de 70 quilómetros a sudeste da capital, Sófia, de acordo com o site de notícias NOVA.
Em Budapeste, foi decretada a suspensão da iluminação decorativa ou não essencial, durante a noite, em todas as instituições estatais, nomeadamente o Parlamento, a maior parte do Castelo de Buda e a Ponte das Correntes, sobre o Danúbio.Um caudal historicamente baixo do Rio Danúbio ditou já um importante decréscimo na operação da única central nuclear húngara, privada de água suficiente para o arrefecimento.
Por sua vez, as autoridades da Roménia decidiram afundar quatro batelões com pedras no Danúbio, tendo em vista desviar o curso de água para derradeiro reator nuclear em funcionamento. Uma medida que poderá assegurar apenas alguns dias adicionais de laboração.
Tal como na capital húngara, Bucareste cortou em um terço a intensidade da iluminação pública e desligou as luzes noturnas de monumentos e museus.
Já na Moldova, onde as temperaturas superam por estes dias os 38 graus Celsius, o Governo de Vasile Tofan tem multiplicado os apelos à redução do consumo de energia, na iminência de cortes rotativos no abastecimento.“Temos de usar o bom-senso, temos de apagar as luzes. Não passamos uma boa imagem quando Chisinau está iluminada como Las Vegas”, exortou o primeiro-ministro moldavo.
Na sequência dos recentes incêndios em França, Espanha e Grécia, a comissária europeia com o portefólio do Ambiente, Resiliência Hídrica e Economia Circular Competitiva, Jessika Roswall, adiantou, em declarações à agência Reuteurs, que Bruxelas vai pressionar os países-membros a aumentar o investimento na prevenção.
“Política completamente irresponsável”
Alemanha, Áustria e Itália são igualmente países confrontados com impactos severos do calor.
Em solo austríaco, na quarta-feira, os serviços meteorológicos registavam uma temperatura sem precedentes de 41,2 graus Celsius.
Pela primeira vez, as autoridades italianas colocaram todas as principais cidades do país sob o nível mais elevado de alerta de saúde por causa das altas temperaturas. Na quinta-feira, as temperaturas excederam os 40 graus Celsius em diferentes zonas da região setentrional de Emilia-Romagna – em Bagnacavallo, perto de Ravenna, foram registados 42,8 graus.
Na Alemanha, a redução do caudal do Reno está a causar problemas à navegação, o que acaba por impulsionar os custos de transporte; este rio é uma importante via de transporte de produtos como cereais, derivados de petróleo, carvão e minerais.Recentes estimativas do Instituto Robert Koch apontam para 11.900 mortes associadas ao calor deste verão na Alemanha.
Ativistas climáticos protestaram em Berlim contra a falta de ação do Governo para proteger a população da escalada das temperaturas.
“Este calor extremo e as suas consequências são resultado de uma política de abastecimento completamente irresponsável e extremamente perigosa”, denuncia Annkatrin Schwirten, do movimento Fridays for Future Berlim, citado na edição online do jornal britânico The Guardian.
“Não podemos habituar-nos a milhares de mortes relacionadas com o calor a cada verão”, frisa.
c/ agências
Um exemplo de marcas sem precedentes nos registos de temperaturas é Dolné Plachtince, localidade do distrito de Veľký Krtíš, no sul da Eslováquia. Aqui, os termómetros chegaram, na quinta-feira, aos 42 graus Celsius.
O calor potenciou ainda incêndios florestais na Bulgária. A principal via rodoviária do país, Trakia, foi cortada em ambos os sentidos, também na quinta-feira, por causa da progressão das chamas a cerca de 70 quilómetros a sudeste da capital, Sófia, de acordo com o site de notícias NOVA.
Em Budapeste, foi decretada a suspensão da iluminação decorativa ou não essencial, durante a noite, em todas as instituições estatais, nomeadamente o Parlamento, a maior parte do Castelo de Buda e a Ponte das Correntes, sobre o Danúbio.Um caudal historicamente baixo do Rio Danúbio ditou já um importante decréscimo na operação da única central nuclear húngara, privada de água suficiente para o arrefecimento.
Por sua vez, as autoridades da Roménia decidiram afundar quatro batelões com pedras no Danúbio, tendo em vista desviar o curso de água para derradeiro reator nuclear em funcionamento. Uma medida que poderá assegurar apenas alguns dias adicionais de laboração.
Tal como na capital húngara, Bucareste cortou em um terço a intensidade da iluminação pública e desligou as luzes noturnas de monumentos e museus.
Já na Moldova, onde as temperaturas superam por estes dias os 38 graus Celsius, o Governo de Vasile Tofan tem multiplicado os apelos à redução do consumo de energia, na iminência de cortes rotativos no abastecimento.“Temos de usar o bom-senso, temos de apagar as luzes. Não passamos uma boa imagem quando Chisinau está iluminada como Las Vegas”, exortou o primeiro-ministro moldavo.
Na sequência dos recentes incêndios em França, Espanha e Grécia, a comissária europeia com o portefólio do Ambiente, Resiliência Hídrica e Economia Circular Competitiva, Jessika Roswall, adiantou, em declarações à agência Reuteurs, que Bruxelas vai pressionar os países-membros a aumentar o investimento na prevenção.
“Política completamente irresponsável”
Alemanha, Áustria e Itália são igualmente países confrontados com impactos severos do calor.
Em solo austríaco, na quarta-feira, os serviços meteorológicos registavam uma temperatura sem precedentes de 41,2 graus Celsius.
Pela primeira vez, as autoridades italianas colocaram todas as principais cidades do país sob o nível mais elevado de alerta de saúde por causa das altas temperaturas. Na quinta-feira, as temperaturas excederam os 40 graus Celsius em diferentes zonas da região setentrional de Emilia-Romagna – em Bagnacavallo, perto de Ravenna, foram registados 42,8 graus.
Na Alemanha, a redução do caudal do Reno está a causar problemas à navegação, o que acaba por impulsionar os custos de transporte; este rio é uma importante via de transporte de produtos como cereais, derivados de petróleo, carvão e minerais.Recentes estimativas do Instituto Robert Koch apontam para 11.900 mortes associadas ao calor deste verão na Alemanha.
Ativistas climáticos protestaram em Berlim contra a falta de ação do Governo para proteger a população da escalada das temperaturas.
“Este calor extremo e as suas consequências são resultado de uma política de abastecimento completamente irresponsável e extremamente perigosa”, denuncia Annkatrin Schwirten, do movimento Fridays for Future Berlim, citado na edição online do jornal britânico The Guardian.
“Não podemos habituar-nos a milhares de mortes relacionadas com o calor a cada verão”, frisa.
c/ agências