Capacete azul morre em ataques à missão da ONU no Mali, Guterres condena atos

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Dois ataques no sábado à Missão das Nações Unidas para a Estabilização Integrada do Mali (MINUSMA) em Timbuktu e Tessalit causaram a morte a um capacete azul, disse o secretário-geral da ONU, António Guterres.

Guterres condenou os ataques e lembrou que estes "podem constituir crimes de guerra", citado num comunicado.

O capacete azul morto "sucumbiu às feridas depois de um ataque de assaltantes armados não identificados em Timbuktu", refere-se na nota.

Outro capacete azul nigeriano foi "ferido no mesmo ataque", segundo a ONU.

Perto de Tessalit, na região de Kidal, "três soldados da paz do Chade ficaram feridos quando o seu veículo blindado foi atingido por um artefacto explosivo improvisado", pode ler-se na mesma nota.

"Apela-se às autoridades do Mali que ajam rapidamente para identificar os autores desses ataques e levá-los à Justiça rapidamente", acrescenta-se no texto.

A Minusma é a missão na qual se registou maior número de perda de vidas humanas entre as atuais operações de manutenção da paz da ONU, com mais de 190 mortes desde sua constituição em 2013, incluindo mais de 120 em atos hostis, mais da metade do total dos capacetes azuis assassinados em todo o mundo nos últimos cinco anos.

Áreas inteiras do país ainda estão fora do controlo das forças do Mali, da França e da ONU, regularmente alvo de ataques, apesar da assinatura em 2015 de um acordo de paz, que deveria isolar definitivamente os extremistas, mas cuja aplicação tarda.

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