Mundo
Centenas de migrantes protestam junto à barreira húngara
Após uma noite passada ao relento olhando para a barreira de arame farpado erguida pelas autoridades húngaras, centenas de migrantes começaram a reagir e a bater na estrutura, apelando à reabertura fronteiriça.
"Abram a fronteira, abram a fronteira!", gritavam ao mesmo tempo que batiam na cerca, testemunhou no local um repórter da Agência Reuters.
Do outro lado da barreira, soldados húngaros assistiam sem reação.
Desde a meia-noite que a fronteira húngara está encerrada, tendo entrado em vigor a nova lei anti-imigração recém aprovada, que prevê penas de até três anos de prisão para quem atravesse a cerca vindo da Sérvia.
Sessenta detidos
Durante a noite, a polícia deteve 16 pessoas que tentaram a sua sorte e já de manhã deteve mais de 40. Foram de imediato iniciados os processos penais contra elas.

"A policia abriu um processo penal contra elas" precisou Gyorgy Bakondi, chefe da unidade nacional de calamidades, numa conferência de imprensa em Szeged, sul da Hungria. São acusadas de ter "estragado" a cerca de arame farpado erguida na fronteira com a Sérvia.
O Governo húngaro declarou esta manhã o estado de crise em duas das suas províncias a sul, devido ao elevado número de refugiados e admitiu aumentar de 10 para 60 metros a zona de fronteira com a Sérvia.
Gyorgy Bakondi, anunciou ainda o estabelecimento de duas zonas de trânsito para lidar com os refugiados.
Regras de entrada
"Isto serve para colocar temporariamente as pessoas que procuram estatuto de refugiado ou de proteção, assim como processar os pedidos de asilo e de registo de estrangeiros", explicou Bakondi, acrescentando que a avaliação poderia ser feita em algumas horas.
Os migrantes poderão submeter os seus pedidos entre as 06h00 e as 10h00 da manhã todos os dias e as zonas de trânsito funcionarão de forma semelhante à das zonas de espera dos aeroportos, propõe o Governo húngaro.

Aqueles que recusem registar-se serão de imediato recambiados para a Sérvia. O porta-voz do Governo e conselheiro do primeiro-ministro acrescentou que aqueles que não submeteram um pedido de asilo na Sérvia ou na Macedónia verão os seus pedidos rejeitados automaticamente.
Os outros terão os seus pedidos avaliados e se não tiverem resposta num prazo de 24h00 serão colocados em acomodações específicas. O prazo máximo para as respostas aos pedidos será de oito dias.
A Organização Internacional para os Migrantes, OIM, afirmou esta manhã que, com as novas regras que impôs nas últimas horas, a Hungria "parece estar" em contravenção com as suas obrigações face às regras para refugiados e migrantes da ONU e da União Europeia.
Do outro lado da barreira, soldados húngaros assistiam sem reação.
Desde a meia-noite que a fronteira húngara está encerrada, tendo entrado em vigor a nova lei anti-imigração recém aprovada, que prevê penas de até três anos de prisão para quem atravesse a cerca vindo da Sérvia.
Sessenta detidos
Durante a noite, a polícia deteve 16 pessoas que tentaram a sua sorte e já de manhã deteve mais de 40. Foram de imediato iniciados os processos penais contra elas.
"A policia abriu um processo penal contra elas" precisou Gyorgy Bakondi, chefe da unidade nacional de calamidades, numa conferência de imprensa em Szeged, sul da Hungria. São acusadas de ter "estragado" a cerca de arame farpado erguida na fronteira com a Sérvia.
O Governo húngaro declarou esta manhã o estado de crise em duas das suas províncias a sul, devido ao elevado número de refugiados e admitiu aumentar de 10 para 60 metros a zona de fronteira com a Sérvia.
Gyorgy Bakondi, anunciou ainda o estabelecimento de duas zonas de trânsito para lidar com os refugiados.
Regras de entrada
"Isto serve para colocar temporariamente as pessoas que procuram estatuto de refugiado ou de proteção, assim como processar os pedidos de asilo e de registo de estrangeiros", explicou Bakondi, acrescentando que a avaliação poderia ser feita em algumas horas.
Os migrantes poderão submeter os seus pedidos entre as 06h00 e as 10h00 da manhã todos os dias e as zonas de trânsito funcionarão de forma semelhante à das zonas de espera dos aeroportos, propõe o Governo húngaro.
Aqueles que recusem registar-se serão de imediato recambiados para a Sérvia. O porta-voz do Governo e conselheiro do primeiro-ministro acrescentou que aqueles que não submeteram um pedido de asilo na Sérvia ou na Macedónia verão os seus pedidos rejeitados automaticamente.
Os outros terão os seus pedidos avaliados e se não tiverem resposta num prazo de 24h00 serão colocados em acomodações específicas. O prazo máximo para as respostas aos pedidos será de oito dias.
A Organização Internacional para os Migrantes, OIM, afirmou esta manhã que, com as novas regras que impôs nas últimas horas, a Hungria "parece estar" em contravenção com as suas obrigações face às regras para refugiados e migrantes da ONU e da União Europeia.